Aviso ao leitor
Este livro - 1 Crônicas - é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Antigo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo, além de integrar a tradição bíblica judaica (onde faz parte do conjunto conhecido como Crônicas, frequentemente tratado como uma unidade com 2 Crônicas). Por conter extensas genealogias, listas e uma releitura teológica da história de Israel com foco em culto, templo e linhagem davídica, é comum que existam notas sobre contexto histórico, organização literária e diferenças de tradução/tradição textual.
[1] Eis os que aderiram a Davi em Siceleg, quando ele ainda se conservava longe de Saul, filho de Cis; eram valentes, lutadores na guerra,[2] que sabiam manejar o arco com a mão direita e com a esquerda, utilizando pedras e flechas. Irmãos de Saul, o benjaminita:[3] Aiezer, o chefe, e Joás, filho de Samaá de Gabaá; Jaziel e Falet, filhos de Azmot; Baraca e Jeú, de Anatot;[4] Ismaías, de Gabaon, valente do número dos Trinta e chefe dos Trinta;[5] Jeremias, Jeeziel, Joanã e Jozabad, de Gaderot;[6] Eluzaí, Jerimot, Baalias, Samarias, Safatias, de Harif;[7] Elcana, Jesias, Azareel, Joezer, Jesbaam, coreítas;[8] Joela, Zabadias, filhos de Jeroam de Gedor.[9] Entre os gaditas houve quem saísse para aderir a Davi no seu refúgio do deserto. Eram heróis valorosos, homens de guerra prontos para combater, que sabiam manejar o escudo e a lança. Tinham o aspecto de leões e, quanto à agilidade, pareciam gazelas nas montanhas.[10] Ezer era seu chefe; Abdias, o segundo; Eliab, o terceiro;[11] Masmana, o quarto; Jeremias, o quinto;[12] Eti, o sexto; Eliel, o sétimo;[13] Joanã, o oitavo; Elzebad, o nono;[14] Jeremias, o décimo; Macbanai, o undécimo.[15] Esses eram os filhos de Gad, chefes de batalhão; um correspondia a cem, se fosse pequeno; a mil, se fosse grande.[16] Foram eles que passaram o Jordão, no primeiro mês, quando costuma transbordar em todo o seu curso, e que puseram em fuga os habitantes do vale, tanto da margem oriental como da ocidental.[17] Alguns filhos de Benjamim e de Judá vieram também aliar-se a Davi, em seu refúgio.[18] Davi foi ao seu encontro, tomou a palavra e disse-lhes: “Se é como amigos que vindes a mim, para me prestar auxílio, estou disposto a unir-me convosco; mas se é para me enganar em proveito dos meus inimigos, enquanto minhas mãos nada fizeram de injusto, que o Deus de nossos pais o veja e faça justiça!”[19] O Espírito revestiu então Amasai, chefe dos Trinta: “Vai, Davi! A paz esteja contigo, filho de Isaí, paz a ti, paz a quem te auxilia, pois teu auxílio é teu Deus.” Davi os acolheu e os colocou entre os chefes de tropa.[20] Alguns manassitas se juntaram a Davi, quando ele ia lutar em companhia dos filisteus contra Saul. Mas não lhe prestaram auxílio, porque, tendo-se reunido em conselho, os príncipes dos filisteus despediram Davi, dizendo: “Ele poderia desertar, passando para o lado de seu senhor, com risco para nossas cabeças!”[21] Quando partia para Siceleg, alguns manassitas se juntaram a ele: Ednas, Jozabad, Jediel, Miguel, Jozabad, Eliú, Salati, chefes de milhares de homens de Manassés.[22] Foi um reforço para Davi e sua tropa, pois eram todos heróis valorosos e se tornaram oficiais no exército.[23] Cada dia, com efeito, Davi recebia novos reforços, de tal modo que seu acampamento se tornou gigantesco.[24] Eis o número de guerreiros equipados para a guerra que vieram para junto de Davi, em Hebron, para transferir-lhe a realeza de Saul, segundo a ordem de Iahweh:[25] Filhos de Judá, armados de escudo e lança: seis mil e oitocentos guerreiros equipados para a guerra;[26] dos filhos de Simeão, sete mil e cem soldados valentes na guerra;[27] dos filhos de Levi, quatro mil e seiscentos,[28] e Joiada, comandante dos aaronidas, com três mil e setecentos destes últimos;[29] Sadoc, jovem e valente guerreiro, e vinte e dois oficiais de sua família;[30] dos filhos de Benjamim, três mil irmãos de Saul, a maioria dos quais ligados até então ao serviço da casa de Saul;[31] dos filhos de Efraim, vinte mil e oitocentos guerreiros valentes, homens ilustres de sua família;[32] da meia tribo de Manassés, dezoito mil homens nominalmente designados para irem proclamar Davi rei;[33] dos filhos de Issacar, que sabiam discernir os momentos em que Israel devia agir e a maneira de fazê-lo, duzentos chefes e todos os seus irmãos sob suas ordens;[34] de Zabulon, cinqüenta mil homens aptos para o serviço militar, em ordem de combate, com toda sorte de armas, e prontos para se alinhar na batalha de coração resoluto;[35] de Neftali, mil oficiais e com eles trinta e sete mil homens armados de escudo e lança;[36] dos danitas, vinte e oito mil e seiscentos homens prontos para o combate;[37] de Aser, quarenta mil homens prontos para partirem para a guerra em ordem de batalha;[38] da Transjordânia, cento e vinte mil homens de Rúben, de Gad e da meia tribo de Manassés, com toda espécie de armas bélicas.[39] Todos esses homens de guerra, vindos para reforço em boa ordem, dirigiram-se a Hebron de coração sincero, a fim de proclamar Davi rei sobre todo o Israel; além disso, todos os demais de Israel eram unânimes em conferir a Davi a realeza.[40] Durante três dias ficaram lá, comendo e bebendo em companhia de Davi. Seus irmãos haviam preparado tudo para eles;[41] e mais: das vizinhanças e até de Issacar, Zabulon e Neftali traziam víveres sobre jumentos e camelos, sobre mulas e bois: provisões de farinha, figos e uvas secas, vinho e azeite, bois e ovelhas em abundância, pois havia alegria em Israel.

