Aviso ao leitor
Este livro - 1 Samuel - é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Antigo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo, além de integrar a tradição bíblica judaica (normalmente junto ao conjunto conhecido como “Samuel”). Por narrar a transição de Israel do período dos juízes para a monarquia — com figuras centrais como Samuel, Saul e Davi — é comum que existam notas sobre contexto histórico, costumes do antigo Oriente Próximo, geografia e possíveis camadas literárias do texto.
[1] Entretanto, os filisteus atacaram Israel, e os homens de Israel fugiram perseguidos por eles e caíram, feridos de morte, no monte Gelboé.[2] Os filisteus fizeram o cerco a Saul e seus filhos, e mataram Jônatas, Abinadab e Melquisua, filhos de Saul.[3] Todo o peso do combate se concentrou sobre Saul. Os arqueiros o surpreenderam, e foi gravemente ferido por eles.[4] Então disse Saul ao seu escudeiro: “Desembainha a tua espada e transpassa-me, para que não venham esses incircuncisos e escarneçam de mim.” Mas o seu escudeiro não quis obedecer-lhe, porque estava assombrado. Então Saul arrancou a sua espada e lançou-se sobre ela.[5] Vendo que Saul estava morto, também o escudeiro se lançou sobre a sua espada e morreu com ele.[6] Assim morreram juntos naquele dia Saul, os seus três filhos e o seu escudeiro.[7] Quando os homens de Israel que estavam do outro lado do vale e os que estavam na outra margem do Jordão viram que os homens de Israel tinham sido derrotados e que Saul e os seus filhos tinham perecido, abandonaram as suas cidades e fugiram. Os filisteus vieram e se estabeleceram ali.[8] No dia seguinte, quando os filisteus vieram para despojar os mortos, acharam Saul e os seus três filhos que jaziam no monte Gelboé.[9] Cortaram-lhe a cabeça e despojaram-no das suas armas, e fizeram-nas transportar circulando pelo território dos filisteus, para anunciar a boa notícia aos seus ídolos e ao seu povo.[10] Depuseram as suas armas no templo de Astarte e fixaram o seu cadáver no muro de Betsã.[11] Assim que os habitantes de Jabes de Galaad souberam o que os filisteus tinham feito com Saul,[12] todos os valentes se puseram a caminho e, depois de terem andado a noite toda, retiraram do muro de Betsã o cadáver de Saul e os dos seus filhos, e os trouxeram a Jabes, onde os incineraram.[13] Depois recolheram os seus ossos e os enterraram debaixo da tamareira de Jabes, e jejuaram durante sete dias.

