Aviso ao leitor
Este livro - 2 Crônicas - é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Antigo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo, além de integrar a tradição bíblica judaica (onde compõe, junto com 1 Crônicas, o conjunto conhecido como Crônicas). O livro continua a releitura teológica da história, com foco nos reis de Judá, no templo, no culto e nos temas de fidelidade, reforma e queda que culminam no exílio e no horizonte de retorno.
[1] Quando sua realeza estava estabelecida e consolidada, Roboão abandonou a Lei de Iahweh, e todo o Israel seguiu seu exemplo.[2] No quinto ano do reinado de Roboão, o rei do Egito, Sesac, marchou contra Jerusalém, pois ela fora infiel a Iahweh,[3] com mil e duzentos carros, sessenta mil cavaleiros e um exército incontável formado de líbios, suquitas e etíopes que vieram com ele do Egito.[4] Tomou as cidades fortificadas de Judá e chegou até Jerusalém.[5] Semeias, o profeta, veio ter com Roboão e os príncipes de Judá que se tinham reunido perto de Jerusalém, fugindo de Sesac, e disse-lhes: “Assim fala Iahweh: Vós me abandonastes e eu, por minha vez, também vos abandonei nas mãos de Sesac.”[6] Então os príncipes de Israel e o rei se humilharam e disseram: “Iahweh é justo.”[7] Quando Iahweh viu que eles se humilhavam, a palavra de Iahweh foi dirigida a Semeias nestes termos: “Eles se humilharam, não os exterminarei; em breve lhes permitirei escapar e não é pelas mãos de Sesac que minha ira se abaterá sobre Jerusalém.[8] Mas eles se tornarão escravos seus e saberão o que é me servir e servir os reinos das terras!”[9] Sesac, rei do Egito, marchou contra Jerusalém. Tomou os tesouros do Templo de Iahweh e os do palácio real; apoderou-se de tudo, até dos escudos de ouro que Salomão fizera;[10] para substituí-los, o rei Roboão mandou fazer escudos de bronze e os confiou aos chefes dos guardas que vigiavam a porta do palácio real.[11] Cada vez que o rei ia ao Templo de Iahweh, os guardas vinham e os tomavam, e depois os devolviam à sala dos guardas.[12] Mas porque se humilhara, a ira de Iahweh se afastou dele e não o aniquilou completamente. E mais: fatos auspiciosos se deram em Judá.[13] O rei Roboão pôde consolidar-se em Jerusalém e reinar. Com efeito, tinha quarenta e um anos quando subiu ao trono e reinou dezessete anos em Jerusalém, cidade que Iahweh escolhera entre todas as tribos de Israel para nela colocar seu Nome. Sua mãe chamava-se Naama, a amonita.[14] Ele, porém, fez o mal, porque não dispusera o seu coração a buscar Iahweh.[15] A história de Roboão, do começo ao fim, não está porventura escrita na história do profeta Semeias e do vidente Ado? Houve guerras contínuas entre Roboão e Jeroboão.[16] Roboão adormeceu com seus pais e foi enterrado na Cidade de Davi; seu filho Abias reinou em seu lugar.

