Aviso ao leitor
Este livro - 2 Crônicas - é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Antigo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo, além de integrar a tradição bíblica judaica (onde compõe, junto com 1 Crônicas, o conjunto conhecido como Crônicas). O livro continua a releitura teológica da história, com foco nos reis de Judá, no templo, no culto e nos temas de fidelidade, reforma e queda que culminam no exílio e no horizonte de retorno.
[1] O espírito de Deus desceu sobre Azarias, filho de Oded,[2] o qual saiu ao encontro de Asa e disse-lhe: “Asa e vós todos, de Judá e de Benjamim, ouvi-me! Iahweh está convosco quando estais com ele. Se o procurardes, ele deixar-se-á encontrar, mas se o abandonardes, também ele vos abandonará.[3] Israel viverá muitos dias sem o Deus verdadeiro, sem sacerdote para ensiná-lo e sem lei;[4] mas em sua aflição voltará a Iahweh, Deus de Israel, ele o procurará e Iahweh se deixará encontrar por ele.[5] Nesse tempo, nenhum adulto conhecerá a paz, mas tribulações múltiplas recairão sobre todos os habitantes da terra.[6] As nações e as cidades se baterão umas contra as outras, pois Deus as ferirá com toda espécie de tribulações.[7] Quanto a vós, sede firmes, e que vossas mãos não se enfraqueçam, pois vossas ações terão sua recompensa.”[8] Quando Asa ouviu essas palavras e essa profecia, tomou a decisão de fazer desaparecer os horríveis ídolos de toda a terra de Judá e de Benjamim e das cidades que havia conquistado de Efraim, e restaurou o altar de Iahweh, que se achava diante do Vestíbulo de Iahweh.[9] Congregou todo o Judá e Benjamim, bem como os de Efraim, de Manassés e de Simeão que vieram habitar com eles, pois muitos israelitas tinham se aliado a Asa vendo que Iahweh, seu Deus, estava com ele.[10] No terceiro mês do décimo quinto ano do reinado de Asa, eles se reuniram em Jerusalém.[11] Ofereceram em sacrifício a Iahweh, naquele dia, uma parte dos despojos que tinham recolhido, a saber, setecentos bois e sete mil ovelhas.[12] Comprometeram-se por uma aliança a buscar a Iahweh, Deus de seus pais, de todo o seu coração e de toda a sua alma;[13] e todo aquele que não buscasse a Iahweh, Deus de Israel, seria morto, fosse ele grande ou pequeno, homem ou mulher.[14] Prestaram juramento a Iahweh em voz alta e por aclamação, ao som das trombetas e das trompas;[15] todos os de Judá se alegraram com este juramento que tinham feito de todo o coração. Foi com toda a sua boa vontade que procuraram a Iahweh. Por isso ele se deixou encontrar por eles e deu-lhes a paz em todas as suas fronteiras.[16] Até Maaca, avó do rei Asa, foi destituída da dignidade de grande Dama, por ter feito um ídolo para Aserá; Asa quebrou o ídolo, reduziu-o a pó e queimou-o na torrente do Cedron.[17] Os lugares altos não desapareceram de Israel; mas o coração de Asa permaneceu íntegro por toda a sua vida.[18] Depositou no Templo de Deus as oferendas sagradas de seu pai e suas próprias oferendas: prata, ouro e objetos.[19] Não houve guerra até o trigésimo quinto ano do reinado de Asa.

