Aviso ao leitor
Este livro - 2 Crônicas - é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Antigo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo, além de integrar a tradição bíblica judaica (onde compõe, junto com 1 Crônicas, o conjunto conhecido como Crônicas). O livro continua a releitura teológica da história, com foco nos reis de Judá, no templo, no culto e nos temas de fidelidade, reforma e queda que culminam no exílio e no horizonte de retorno.
[1] Manassés tinha doze anos quando começou a reinar e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém.[2] Fez o mal aos olhos de Iahweh, imitando as abominações das nações que Iahweh tinha expulsado de diante dos israelitas.[3] Reconstruiu os lugares altos que Ezequias, seu pai, havia destruído, ergueu altares para os baals, fabricou postes sagrados, prostrou-se diante de todo o exército do céu e lhe prestou culto.[4] Construiu altares no Templo de Iahweh, do qual Iahweh dissera: “É em Jerusalém que meu Nome estará para sempre.”[5] Construiu altares para todo o exército do céu nos dois pátios do Templo de Iahweh.[6] Foi ele que fez passar seus próprios filhos pelo fogo no vale dos filhos de Enom. Praticou encantamentos, adivinhação e magia; instituiu a necromancia e a bruxaria e multiplicou as ações que Iahweh considera como más, provocando assim sua ira.[7] Colocou o ídolo, que mandara esculpir, no Templo de Deus, do qual Deus tinha dito a Davi e a Salomão, seu filho: “Neste Templo e em Jerusalém, cidade que escolhi entre todas as tribos de Israel, farei residir meu Nome para sempre.[8] Não mais farei com que o pé de Israel vagueie fora da terra onde estabeleci vossos pais, contanto que cumpram tudo o que lhes ordenei segundo toda a Lei, os estatutos e as normas transmitidos por Moisés.”[9] Mas Manassés corrompeu os habitantes de Judá e de Jerusalém, a tal ponto que fizeram mais mal que as nações que Iahweh havia exterminado diante dos filhos de Israel.[10] Iahweh falou a Manassés e a seu povo, mas não lhe deram ouvidos.[11] Então Iahweh fez vir contra eles os generais do rei da Assíria, que puseram Manassés em ferros, amarraram-no com cadeias e levaram-no para Babilônia.[12] No tempo dessa provação, procurou aplacar a Iahweh, seu Deus, humilhou-se profundamente diante do Deus de seus pais;[13] orou a Iahweh, que se deixou comover. Ouviu sua súplica e o reintegrou em sua realeza, em Jerusalém. Manassés reconheceu que é Iahweh que é Deus.[14] Depois disso, ele restaurou a muralha externa da Cidade de Davi, a oeste do Gion, no vale, até a porta dos Peixes; ela rodeava o Ofel e ele a elevou a uma grande altura. Pôs também generais em todas as cidades fortificadas de Judá.[15] Fez desaparecer do Templo de Iahweh os deuses estrangeiros e a estátua, como também todos os altares que havia construído sobre a montanha do Templo e em Jerusalém; e os lançou para fora da cidade.[16] Reconstruiu o altar de Iahweh, ofereceu sacrifícios de comunhão e de louvor, e ordenou a Judá que servisse a Iahweh, Deus de Israel.[17] Mas o povo continuava a sacrificar nos lugares altos, ainda que somente a Iahweh seu Deus.[18] O resto da história de Manassés, a oração que fez a seu Deus e as palavras dos videntes que se dirigiram a ele em nome de Iahweh, Deus de Israel, acham-se nas Atas dos reis de Israel.[19] Sua oração e como foi ouvido, todos os seus pecados e sua impiedade, os sítios onde havia construído os lugares altos e erguido aserás e ídolos antes de se ter humilhado, tudo está consignado na história de Hozai.[20] Manassés adormeceu com seus pais e foi sepultado no jardim de seu palácio. Amon, seu filho, reinou em seu lugar.[21] Amon tinha vinte e dois anos quando começou a reinar e reinou dois anos em Jerusalém.[22] Fez o mal aos olhos de Iahweh, como havia feito seu pai Manassés. Amon ofereceu sacrifícios e rendeu culto a todos os ídolos que seu pai Manassés tinha feito.[23] Não se humilhou diante de Iahweh como se tinha humilhado seu pai Manassés; ao contrário, tornou-se gravemente culpado.[24] Seus servos tramaram contra ele e o mataram no seu palácio;[25] mas o povo da terra matou todos os que haviam conspirado contra Amon e proclamou rei, em seu lugar, a seu filho Josias.

