Aviso ao leitor
Este livro - 2 Crônicas - é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Antigo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo, além de integrar a tradição bíblica judaica (onde compõe, junto com 1 Crônicas, o conjunto conhecido como Crônicas). O livro continua a releitura teológica da história, com foco nos reis de Judá, no templo, no culto e nos temas de fidelidade, reforma e queda que culminam no exílio e no horizonte de retorno.
[1] Ao cabo de vinte anos, durante os quais Salomão construiu a Casa de Iahweh e seu próprio palácio,[2] ele restaurou as cidades que lhe dera Hiram e nelas estabeleceu os filhos de Israel.[3] Depois marchou contra Emat de Soba e apoderou-se dela;[4] restaurou Tadmor no deserto e todas as cidades-armazéns por ele edificadas no país de Emat.[5] Restaurou Bet-Horon superior e Bet-Horon inferior, cidades fortificadas, munidas de muros, portas e ferrolhos,[6] bem como Baalat, todas as cidades-armazéns pertencentes a Salomão, todas as cidades para os carros e as cidades para a cavalaria e tudo o que aprouve a Salomão construir em Jerusalém, no Líbano e em todos os países que lhe estavam sujeitos.[7] Toda a população que restava dos heteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, que não pertencia a Israel,[8] e todos os descendentes desses povos que ficaram depois deles no país sem serem exterminados pelos filhos de Israel, Salomão os levou para mão de obra nos trabalhos forçados, o que são ainda hoje.[9] Mas Salomão não utilizou nenhum dos filhos de Israel como escravo para suas obras, pois eles serviam como soldados; eram chefes de seus oficiais, comandantes de seus carros e de sua cavalaria.[10] Os chefes dos inspetores do rei Salomão eram em número de duzentos e cinqüenta, encarregados de governar o povo.[11] Salomão mandou vir a filha do Faraó da Cidade de Davi para a casa que lhe havia construído. Com efeito, ele dizia: “Nenhuma mulher poderia habitar por minha causa no palácio de Davi, rei de Israel, porque esses são lugares sagrados, por ter entrado neles a Arca de Iahweh.”[12] Salomão ofereceu, então, holocaustos a Iahweh sobre o altar de Iahweh que ele tinha edificado diante do Pórtico.[13] Segundo o ritual cotidiano dos holocaustos, conforme a ordem de Moisés sobre os sábados, as neomênias e as três solenidades anuais — a festa dos Ázimos, a festa das Semanas e a festa das Tendas —[14] ele estabeleceu, segundo a disposição de Davi, seu pai, as classes dos sacerdotes em seu serviço, os levitas em sua função para louvarem e assistirem os sacerdotes, segundo o ritual cotidiano, e os porteiros, segundo sua respectiva classe, em cada porta, pois essa foi a norma de Davi, homem de Deus.[15] Em nenhum outro ponto, nem no que concerne ao tesouro, se afastaram da norma que o rei dera aos sacerdotes e aos levitas.[16] E toda a obra de Salomão, que não fora senão preparada até o dia da fundação da Casa de Iahweh, ficou concluída quando ele terminou a Casa de Iahweh.[17] Então Salomão partiu para Asiongaber e Elat, junto ao mar, no país de Edom.[18] Hiram enviou-lhe navios pilotados por seus súditos, como também gente que conhecia o mar. Com os servos de Salomão eles foram a Ofir e, de lá, trouxeram quatrocentos e cinqüenta talentos de ouro, que entregaram ao rei Salomão.

