Aviso ao leitor
Este livro - 2 Reis - é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Antigo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo, além de integrar a tradição bíblica judaica (onde compõe o conjunto histórico conhecido como “Reis”). O livro dá continuidade à narrativa da monarquia dividida, com destaque para os ministérios proféticos (como Elias e Eliseu) e para os acontecimentos que culminam na queda de Samaria e Jerusalém e no exílio.
[1] Quando a mãe de Ocozias, Atalia, soube que seu filho estava morto, resolveu exterminar toda a descendência real.[2] Mas Josaba, filha do rei Jorão e irmã de Ocozias, raptou Joás, seu sobrinho, dentre os filhos do rei que estavam sendo massacrados e o colocou, com sua ama, no quarto dos leitos; assim ela o escondeu de Atalia e ele não foi morto.[3] Ficou seis anos com ela, escondido no Templo de Iahweh, enquanto Atalia reinava sobre a terra.[4] No sétimo ano, Joiada mandou chamar os centuriões dos caritas e os guardas, e os convocou junto de si, no Templo de Iahweh. Concluiu com eles uma aliança, fê-los prestar juramento e mostrou-lhes o filho do rei.[5] Deu-lhes esta ordem: “Eis o que haveis de fazer: a terça parte de vós, que entra em serviço no sábado, montando guarda no palácio real,[6] e as duas outras seções vossas, que saem do serviço no sábado, montando guarda no Templo de Iahweh,[7] fareis um círculo em torno do rei, cada qual com suas armas na mão; e todo aquele que quiser forçar vossas fileiras será morto. Acompanhareis o rei em todo lugar a que ele for.”[8] Os centuriões fizeram tudo quanto lhes ordenara o sacerdote Joiada. Cada qual reuniu seus homens, tanto os que entravam em serviço no sábado, como os que o terminavam, e vieram para junto do sacerdote Joiada.[9] O sacerdote entregou aos centuriões as lanças e os escudos do rei Davi, que estavam no Templo de Iahweh.[10] Os guardas se postaram, de armas na mão, desde o ângulo sul até o ângulo norte do Templo, rodeando o altar e o Templo.[11] Então Joiada mandou que trouxessem o filho do rei, cingiu- o com o diadema e entregou-lhe o documento da aliança; proclamaram-no rei e deram-lhe a unção. Bateram palmas e gritaram: “Viva o rei!”[12] Ouvindo os gritos do povo, Atalia veio em direção ao povo no Templo de Iahweh.[13] Quando viu o rei de pé sobre o estrado, segundo o costume, os chefes e os tocadores de trombeta perto do rei, todo o povo da terra gritando de alegria e tocando as trombetas, Atalia rasgou suas vestes e bradou: “Traição! Traição!”[14] Então o sacerdote Joiada deu ordens aos comandantes da tropa: “Arrastai-a para fora, por entre as fileiras, e se alguém a seguir, passai-o ao fio da espada”; pois o sacerdote dissera: “Não a mateis dentro do Templo de Iahweh.”[15] Agarraram-na e, quando ela chegou ao palácio real, na entrada da Porta dos Cavalos, foi morta nesse lugar.[16] Joiada concluiu entre Iahweh, o rei e o povo uma aliança pela qual o povo se comprometia a ser o povo de Iahweh; e outra aliança entre o rei e o povo.[17] Todo o povo da terra dirigiu-se depois ao templo de Baal e o demoliu; quebraram totalmente os altares e as imagens e mataram Matã, sacerdote de Baal, diante dos altares. O sacerdote estabeleceu postos de vigilância no Templo de Iahweh.[18] Depois reuniu os centuriões, os caritas, os guardas e todo o povo da terra. Fizeram o rei descer do Templo de Iahweh e entraram no palácio pela Porta dos Guardas. Joás sentou-se no trono dos reis.[19] Todo o povo da terra estava em festa e a cidade estava calma. Atalia fora morta pela espada no palácio real.

