Aviso ao leitor
Este livro - 2 Reis - é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Antigo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo, além de integrar a tradição bíblica judaica (onde compõe o conjunto histórico conhecido como “Reis”). O livro dá continuidade à narrativa da monarquia dividida, com destaque para os ministérios proféticos (como Elias e Eliseu) e para os acontecimentos que culminam na queda de Samaria e Jerusalém e no exílio.
[1] Joás tinha sete anos quando começou a reinar.[2] No sétimo ano de Jeú, Joás tornou-se rei e reinou quarenta anos em Jerusalém; sua mãe chamava-se Sebias e era de Bersabéia.[3] Joás fez o que é agradável aos olhos de Iahweh, durante toda a sua vida, pois o sacerdote Joiada o havia educado.[4] Contudo, os lugares altos não desapareceram e o povo continuou a oferecer sacrifícios e incenso sobre os lugares altos.[5] Joás disse aos sacerdotes: “Todo o dinheiro das oferendas sagradas que for trazido ao Templo de Iahweh, o dinheiro das taxas pessoais e todo o dinheiro oferecido espontaneamente ao Templo de Iahweh,[6] recebam-no os sacerdotes, cada qual da mão dos seus conhecidos, e o empreguem no templo, para fazer as restaurações necessárias.”[7] Ora, no vigésimo terceiro ano do rei Joás, os sacerdotes não tinham ainda restaurado o Templo;[8] então Joás chamou o sacerdote Joiada e os outros sacerdotes e disse-lhes: “Por que não restaurais o Templo? Doravante, não recebereis mais o dinheiro dos vossos conhecidos, mas o dareis para os reparos do Templo.”[9] Os sacerdotes concordaram em não mais receberem dinheiro do povo e em não serem mais os encarregados da restauração do Templo.[10] Então o sacerdote Joiada tomou um cofre, fez-lhe um buraco na tampa e o colocou ao lado do altar, à direita de quem entrava no Templo de Iahweh; e os sacerdotes que guardavam os umbrais nele depositavam todo o dinheiro oferecido ao Templo de Iahweh.[11] Quando viam que havia muito dinheiro no cofre, vinha o secretário real, fundia-se e contava-se o dinheiro que se achava no Templo de Iahweh.[12] Uma vez conferido o dinheiro, era entregue aos empreiteiros contratados para as obras do Templo de Iahweh e estes o empregavam pagando os carpinteiros e os construtores que trabalhavam no Templo de Iahweh,[13] os pedreiros e escultores, e na compra de madeira e pedras de cantaria, destinadas à restauração do Templo de Iahweh; em suma, para todas as despesas de restauração do Templo.[14] Mas não se faziam no Templo de Iahweh taças de prata, cutelos, bacias para aspersão, trombetas, nem objeto algum de ouro ou de prata, com o dinheiro que era oferecido;[15] este era entregue aos empreiteiros, que o empregavam na restauração do Templo de Iahweh.[16] Nem se pediam contas dos homens aos quais era entregue o dinheiro para dá-lo aos operários, porque agiam com honestidade.[17] O dinheiro oferecido pela expiação de um delito ou de um pecado não era destinado ao Templo de Iahweh, mas ficava para os sacerdotes.[18] Então Hazael, rei de Aram, partiu para combater Gat e tomou-a; depois resolveu subir para atacar Jerusalém.[19] Joás, rei de Judá, tomou todos os objetos que haviam consagrado os reis de Judá, seus pais, Josafá, Jorão e Ocozias, e também os que ele próprio havia consagrado, bem como todo o ouro que se encontrava nos tesouros do Templo de Iahweh e do palácio real, e enviou tudo isso a Hazael, rei de Aram, o qual se retirou de Jerusalém.[20] O resto da história de Joás e todos os seus feitos, não está tudo escrito no livro dos Anais dos reis de Judá?[21] Seus servos sublevaram-se e fizeram uma conspiração; mataram Joás em Bet-Melo…[22] Jozacar, filho de Semaat, e Jozabad, filho de Somer, o feriram e ele morreu. Foi sepultado com seus pais na Cidade de Davi, e seu filho Amasias reinou em seu lugar.

