Aviso ao leitor
Este livro - 2 Reis - é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Antigo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo, além de integrar a tradição bíblica judaica (onde compõe o conjunto histórico conhecido como “Reis”). O livro dá continuidade à narrativa da monarquia dividida, com destaque para os ministérios proféticos (como Elias e Eliseu) e para os acontecimentos que culminam na queda de Samaria e Jerusalém e no exílio.
[1] No décimo sétimo ano de Facéia, filho de Romelias, Acaz, filho de Joatão, tornou-se rei de Judá.[2] Acaz tinha vinte anos quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Não fez o que é agradável aos olhos de Iahweh, seu Deus, como havia feito Davi, seu pai.[3] Imitou a conduta dos reis de Israel, e chegou a fazer passar seu filho pelo fogo, segundo os costumes abomináveis das nações que Iahweh havia expulsado de diante dos filhos de Israel.[4] Ofereceu sacrifícios e incenso nos lugares altos, nas colinas e debaixo de toda árvore verdejante.[5] Então Rason, rei de Aram, e Facéia, filho de Romelias, rei de Israel, partiram para atacar Jerusalém, sitiaram-na, mas não puderam tomá-la.[6] (Na mesma época, o rei de Edom reconquistou Elat para os edomitas, expulsou os judaítas de Elat, os edomitas a ocuparam e lá permanecem até hoje.)[7] Então Acaz enviou mensageiros a Teglat-Falasar, rei da Assíria, para dizer-lhe: “Sou teu servo e teu filho. Vem libertar-me das mãos do rei de Aram e do rei de Israel, que se insurgiram contra mim.”[8] Acaz tomou a prata e o ouro que havia no Templo de Iahweh e nos tesouros do palácio real e os enviou como presente ao rei da Assíria.[9] O rei da Assíria atendeu seu pedido, subiu contra Damasco e apoderou-se dela; deportou seus habitantes para Quir e mandou matar Rason.[10] O rei Acaz foi a Damasco para encontrar-se com Teglat-Falasar, rei da Assíria, e viu o altar que havia em Damasco. Então o rei Acaz mandou ao sacerdote Urias o modelo do altar e o desenho de toda a sua construção.[11] O sacerdote Urias construiu o altar, executando todas as instruções que o rei Acaz havia mandado de Damasco, antes que este chegasse de Damasco.[12] Quando o rei Acaz chegou de Damasco, viu o altar, aproximou-se e subiu a ele.[13] Fez queimar sobre o altar seu holocausto e suas oblações; derramou sua libação e espargiu o sangue dos seus sacrifícios de comunhão.[14] Quanto ao altar que estava diante de Iahweh, mandou tirá-lo de diante do Templo, onde ele estava entre o novo altar e o Templo de Iahweh, e mandou colocá-lo junto ao novo altar, do lado norte.[15] O rei Acaz deu esta ordem ao sacerdote Urias: “É sobre o altar grande que queimarás o holocausto da manhã e a oblação da tarde, o holocausto e a oblação do rei, o holocausto, a oblação e as libações de todo o povo; derramarás sobre ele todo o sangue dos holocaustos e dos sacrifícios. Quanto ao altar de bronze, competirá a mim determinar.”[16] O sacerdote Urias fez tudo o que lhe ordenara o rei Acaz.[17] O rei Acaz reduziu a pedaços as bases entalhadas, arrancou delas as bacias, mandou tirar o Mar de bronze de cima dos bois que o sustentavam e o colocou sobre um pavimento de pedras.[18] Em consideração para com o rei da Assíria, tirou do Templo de Iahweh o estrado do trono, que lá fora construído, e a entrada externa do rei.[19] O resto da história de Acaz, tudo o que fez, não está escrito no livro dos Anais dos reis de Judá?[20] Acaz adormeceu com seus pais, foi sepultado na Cidade de Davi e seu filho Ezequias reinou em seu lugar.

