Aviso ao leitor
Este livro - 2 Reis - é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Antigo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo, além de integrar a tradição bíblica judaica (onde compõe o conjunto histórico conhecido como “Reis”). O livro dá continuidade à narrativa da monarquia dividida, com destaque para os ministérios proféticos (como Elias e Eliseu) e para os acontecimentos que culminam na queda de Samaria e Jerusalém e no exílio.
[1] No seu tempo, Nabucodonosor, rei de Babilônia, marchou contra ele, e Joaquim lhe esteve sujeito durante três anos e depois se revoltou de novo contra ele.[2] Este mandou contra ele bandos de caldeus, arameus, moabitas e amonitas; incitou-os contra Judá para destruí-lo, conforme a palavra que Iahweh havia pronunciado por intermédio de seus servos, os profetas.[3] Isso aconteceu a Judá unicamente por causa da ira de Iahweh, que queria rejeitá-lo de sua presença, por causa dos pecados de Manassés, por tudo o que ele fez,[4] e também por causa do sangue inocente que ele havia derramado, inundando Jerusalém de sangue inocente. Iahweh não quis perdoar.[5] O resto da história de Joaquim, tudo o que fez, não está escrito no livro dos Anais dos reis de Judá?[6] Joaquim adormeceu com seus pais e Joaquin, seu filho, reinou em seu lugar.[7] O rei do Egito não saiu mais de sua terra, pois o rei de Babilônia havia conquistado, desde a Torrente do Egito até o rio Eufrates, tudo o que pertencia ao rei do Egito.[8] Joaquin tinha dezoito anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém; sua mãe chamava-se Noesta; era filha de Elnatã e natural de Jerusalém.[9] Ele fez o mal aos olhos de Iahweh, como o havia feito seu pai.[10] Naquele tempo, os oficiais de Nabucodonosor, rei de Babilônia, marcharam contra Jerusalém e a cidade foi sitiada.[11] Nabucodonosor, rei de Babilônia, veio em pessoa atacar a cidade, enquanto seus soldados a sitiavam.[12] Então Joaquin, rei de Judá, foi ter com o rei de Babilônia, ele e sua mãe, seus oficiais, seus dignitários e seus eunucos, e o rei de Babilônia os fez prisioneiros; isso foi no oitavo ano de seu reinado.[13] Nabucodonosor levou todos os tesouros do Templo de Iahweh e os tesouros do palácio real e quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, havia fabricado para o Templo de Iahweh, como Iahweh o havia anunciado.[14] Levou para o cativeiro Jerusalém inteira, todos os dignitários e todos os notáveis, ou seja, dez mil exilados, e todos os ferreiros e artífices; só deixou a população mais pobre da terra.[15] Deportou Joaquin para Babilônia; também deportou de Jerusalém para Babilônia a mãe do rei, suas mulheres, seus eunucos e os nobres da terra.[16] Todos os homens valentes, em número de sete mil, os ferreiros e os artífices, em número de mil, e todos os homens capazes de empunhar armas, foram conduzidos para o exílio de Babilônia pelo rei de Babilônia.[17] E em lugar de Joaquin o rei de Babilônia constituiu rei a seu tio Matanias, cujo nome mudou para Sedecias.[18] Sedecias tinha vinte e um anos quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém; sua mãe chamava-se Hamital, filha de Jeremias, e era de Lebna.[19] Ele fez o mal aos olhos de Iahweh, como o havia feito Joaquin.[20] Isso aconteceu a Jerusalém e a Judá por causa da ira de Iahweh que, por fim, os rejeitou de sua presença.

