Arquivo de Quinto livro de Irineu de Lião 15 - VCirculi https://vcirculi.com/category/verbum-palavra/adjuncta-estao-ao-lado/irineu-de-liao/quinto-livro-de-irineu-de-liao/quinto-livro-de-irineu-de-liao-15/ Corpus et Sanguis Christi Mon, 16 Mar 2026 02:12:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://vcirculi.com/wp-content/uploads/2025/07/cropped-et5t-Copia-32x32.png Arquivo de Quinto livro de Irineu de Lião 15 - VCirculi https://vcirculi.com/category/verbum-palavra/adjuncta-estao-ao-lado/irineu-de-liao/quinto-livro-de-irineu-de-liao/quinto-livro-de-irineu-de-liao-15/ 32 32 Quinto livro de Irineu de Lião 36 https://vcirculi.com/quinto-livro-de-irineu-de-liao-36/ Mon, 16 Mar 2026 02:09:47 +0000 https://vcirculi.com/?p=36931 Aviso ao leitor Este livro – Quinto livro de Irineu de Lião — comumente publicado como “Contra as Heresias, Livro V” – é apresentado aqui como literatura patrística do século...

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[1] Sendo homens reais também real deve ser a sua recolocação, e não cairão no nada, mas antes, progredirão no ser.

[2] Porque nem a substância nem a matéria da criação serão destruídas — é verdadeiro e estável quem as fez — mas passará a figura deste mundo, isto é, aquilo em que se deu a transgressão, porque o homem envelheceu nele.

[3] Eis por que esta figura foi feita temporária, visto que Deus já sabia de todas as coisas, como demonstramos no livro precedente, onde explicamos, enquanto possível, o por que da criação de um mundo temporário.

[4] Mas quando esta figura tiver passado e o homem estiver maduro para a incorruptibilidade a ponto de não poder mais envelhecer, haverá novo céu e nova terra, em que morará o homem novo, conversando com Deus de maneira sempre nova.

[5] E isto durará para sempre e sem fim, como diz Isaías: “Como o céu novo e a terra nova que criarei durarão para sempre diante de mim, diz o Senhor, assim perdurará a vossa descendência e o vosso nome”.

[6] E, como dizem os presbíteros, será então que os que forem julgados dignos de estar no reino dos céus entrarão aí, enquanto outros gozarão das delícias do paraíso e outros ainda possuirão o esplendor da cidade; mas Deus será visto de todos os lugares conforme o merecimento dos que o verão.

[7] Esta será a diferença das moradas entre os que frutificaram o cem por um, o sessenta por um e o trinta por um: os primeiros serão elevados aos céus, os segundos permanecerão no paraíso e os outros morarão na cidade.

[8] Foi este o motivo pelo qual o Senhor disse que há muitas moradas na casa de seu Pai.

[9] Com efeito, tudo é de Deus que dá a todos a sua morada; como diz o seu Verbo, o Pai as distribuirá em conformidade com os merecimentos presentes e futuros.

[10] Este é o salão de festa em que tomarão lugar e se banquetearão os convidados às núpcias.

[11] Estes são, na palavra dos presbíteros, discípulos dos apóstolos, a ordem e a disposição dos que se salvam, e os degraus pelos quais passarão: pelo Espírito subirão ao Filho e, depois, pelo Filho, ao Pai, quando o Filho entregar a sua obra ao Pai, conforme disse o Apóstolo: “É necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos para escabelo dos seus pés; e o último inimigo a ser vencido será a morte”.

[12] Nos tempos do reino o homem justo que vive na terra esquecerá de morrer.

[13] Mas, continua o Apóstolo, quando ele disser: Tudo está submetido, evidentemente excluir-se-á aquele que tudo lhe submeteu.

[14] E quando todas as coisas lhe tiverem sido submetidas, então o próprio Filho se submeterá àquele que tudo lhe submeteu, para que Deus seja tudo em todos”.

[15] Por isso João previu de forma precisa a primeira ressurreição, que é a dos justos, e a herança da terra que se deve realizar no reino, de pleno acordo com o que os profetas já tinham profetizado acerca desta ressurreição.

[16] E é exatamente também o que o Senhor ensinou, quando prometeu beber a nova taça com os discípulos, no reino.

[17] Também quando disse: “Virão dias em que os mortos que estão nos sepulcros ouvirão a voz do Filho do homem e ressuscitarão para a vida os que tiverem praticado o bem e os que tiverem feito o mal ressuscitarão para a condenação”.

[18] Com estas palavras afirma que os que tiverem feito o bem serão os primeiros a ressuscitar para ir no lugar do repouso e que em seguida ressuscitarão os que devem ser julgados.

[19] É o que já está escrito no Gênesis, segundo o qual a consumação deste mundo realizar-se-á no sexto dia, isto é, no sexto milênio.

[20] Haverá depois o sétimo dia, o dia do repouso, acerca do qual Davi diz: “Este é o lugar do meu repouso e os justos entrarão aí”; este sétimo dia é o sétimo milênio, o do reino dos justos em que os justos se prepararão para a incorruptibilidade após o que será renovada a criação por meio daqueles aos quais foi reservada esta tarefa.

[21] E o Apóstolo afirmou que a futura criação seria liberta da escravidão da corrupção para tomar parte da liberdade gloriosa dos filhos de Deus.

[22] Em tudo isto é indicado um só e idêntico Pai; aquele que modelou o homem; aquele que prometeu aos pais a herança da terra; aquele que a concederá na ressurreição dos justos e cumprirá as suas promessas no reino de seu Filho; aquele, enfim, que, na sua bondade, dará o que olho não viu nem ouvido ouviu nem passou pela cabeça de nenhum homem.

[23] Com efeito, único é o Filho que cumpriu a vontade do Pai, único é o gênero humano em que se cumprem os mistérios de Deus, que os anjos desejam ver, porque não conseguem perscrutar a Sabedoria de Deus pela qual a sua criatura, conformada e incorporada ao Filho, é levada à perfeição.

[24] De forma que, enquanto o Primogênito, isto é, o Verbo desce na criatura e a assume, por sua vez a criatura se apossa do Verbo e sobe até Deus, ultrapassando os anjos e tornando-se à imagem e semelhança de Deus.

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Quinto livro de Irineu de Lião 35 https://vcirculi.com/quinto-livro-de-irineu-de-liao-35/ Mon, 16 Mar 2026 02:07:24 +0000 https://vcirculi.com/?p=36923 Aviso ao leitor Este livro – Quinto livro de Irineu de Lião — comumente publicado como “Contra as Heresias, Livro V” – é apresentado aqui como literatura patrística do século...

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[1] Se alguns quiserem interpretar estas profecias em sentido alegórico não chegarão a acordo entre si sobre todos os pontos e serão refutados pelas próprias palavras sobre as quais discutem e dizem: “Quando as cidades das gentes estarão despovoadas por falta de habitantes e as casas por falta de homens e a terra ficará deserta”.

[2] “Eis, pois, diz Isaías, o dia do Senhor terrível, cheio de furor e de ira. Ele vem para tornar deserta a terra e exterminar os pecadores”.

[3] Ele diz ainda: “Será eliminada, para que não veja a glória do Senhor”.

[4] E depois que isso tiver acontecido, diz: “O Senhor afastará os homens e os que ficarem se multiplicarão sobre a terra”.

[5] “Construirão casas que eles mesmos habitarão e plantarão vinhas cujos frutos eles mesmos comerão”.

[6] Todas estas profecias se referem, sem contestação, à ressurreição dos justos, que se realizará depois do advento do Anticristo e da eliminação de todas as nações submetidas à sua autoridade, quando os justos reinarão sobre a terra, aumentarão pela aparição do Senhor e se acostumarão, por ele, a participar da glória do Pai e, com os santos anjos, participarão da vida, da comunhão e da unidade espirituais, neste reino.

[7] Os que o Senhor encontrar na carne, esperando-o vindo dos céus, depois de ter suportado a tribulação e escapado das mãos do ímpio, são aqueles dos quais fala o profeta: “Os abandonados sobre a terra se multiplicarão”, e também todos os que, dentre os pagãos, o Senhor tiver preparado, para que, após ser deixados, se multipliquem sobre a terra, sejam governados pelos santos e sirvam a Jerusalém.

[8] O profeta Jeremias falou mais claramente ainda sobre Jerusalém e o reino que será estabelecido nela, dizendo: “Dirige o teu olhar para o oriente, Jerusalém, e vê a alegria que te vem da parte de Deus! Olha, estão chegando teus filhos a quem vistes partir; eles vêm, reunidos do nascente ao poente pela palavra do Santo, jubilando com a glória de Deus.

[9] Despe, Jerusalém, a veste da tua tristeza e desgraça e reveste para sempre a beleza da glória que vem do teu Deus.

[10] Cobre-te com o manto da justiça e cinge a cabeça com o diadema da glória eterna.

[11] Pois Deus mostrará o teu esplendor a toda a terra que está debaixo do céu e te chamará com o nome que vem de Deus para sempre: Paz-da-justiça e Glória-da-piedade.

[12] Levanta, Jerusalém, coloca-te sobre o alto e olha na direção do oriente: vê teus filhos, reunidos desde o pôr-do-sol até o nascente à ordem do Santo, alegres por Deus ter-se lembrado deles.

[13] Eles saíram de ti a pé, arrastados por inimigos, mas Deus os reconduziu a ti, carregados de glória, como por um trono real.

[14] Pois Deus ordenou que sejam abaixadas toda alta montanha e as colinas eternas, e se encham os vales para aplainar a terra, a fim de que Israel possa acorrer com segurança, à glória de Deus.

[15] Também as florestas e todas as árvores aromáticas darão sombra a Israel, por ordem de Deus.

[16] Pois Deus conduzirá Israel com alegria, à luz da sua glória, com a misericórdia e a justiça que dele procedem”.

[17] Todas estas coisas não se referem a mundos supracelestes, porque diz: “Deus mostrará o teu esplendor a toda a terra que está debaixo do céu”, mas aos tempos do reino, quando a terra será renovada por Cristo e Jerusalém será reconstruída conforme o modelo da Jerusalém do alto, da qual o profeta Isaías disse: “Eis que desenhei teus muros nas minhas mãos e tu me estás sempre diante dos olhos”.

[18] E o Apóstolo, escrevendo aos Gálatas, diz: “A Jerusalém do alto é livre e é a mãe de todos nós”.

[19] Neste momento não pensa no Éon errante, nem em Potência separada do Pleroma chamada Prounicos, e sim na Jerusalém desenhada nas mãos de Deus.

[20] E é esta mesma que João, no Apocalipse, viu descer a uma terra nova.

[21] De fato, depois dos tempos do reino, ele diz, “eu vi um grande trono branco e aquele que estava assentado nele; o céu e a terra fugiram de diante dele e não se encontrou mais lugar para eles”.

[22] Então ele descreve a ressurreição e o juízo universais, dizendo: “Eu vi os mortos, os grandes e os pequenos.

[23] Pois a morte restituiu os mortos que se encontravam nela; a morte e o inferno restituíram os que estavam neles.

[24] E foram abertos os livros.

[25] Foi aberto também o livro da vida e os mortos foram julgados de acordo com o que estava escrito nestes livros e conforme as suas obras.

[26] Depois, a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo, que é a segunda morte”.

[27] É o que se chama Geena e o Senhor o chama fogo eterno.

[28] “E quem não estava escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”.

[29] A seguir diz: “Eu vi um céu novo e uma terra nova, porque o primeiro céu e a terra se foram, e o mar já não existia.

[30] E vi a cidade santa, a nova Jerusalém descer do céu, enfeitada como esposa para o seu esposo.

[31] E ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: Eis a morada de Deus com os homens e habitará com eles e eles serão o seu povo; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus.

[32] E enxugará toda lágrima dos seus olhos, e não haverá mais morte, nem luto, nem gritos, nem dores, porque as coisas de antes passaram”.

[33] É o que já dissera Isaías: “Haverá céu novo e terra nova; não se lembrarão mais das primeiras coisas e elas não voltarão à memória, mas encontrarão nela a alegria e o regozijo”.

[34] Foi isso também que o Apóstolo disse: “Com efeito, passa a figura deste mundo”.

[35] E o Senhor: “O céu e a terra passarão”.

[36] Quando terão passado estas coisas, diz João, o discípulo do Senhor, descerá a Jerusalém do alto sobre uma terra nova, como esposa adornada para o seu esposo, e ela será o tabernáculo de Deus, em que Deus habitará com os homens.

[37] A Jerusalém que se encontrava na terra de antes é a imagem da Jerusalém em que os justos se exercitarão para a incorruptibilidade e se prepararão para a salvação.

[38] Foi deste tabernáculo que Moisés recebeu o modelo no monte.

[39] E tudo isto não pode ser interpretado alegoricamente, mas se deve crer tudo verdadeiro, certo e real, realizado por Deus para a alegria dos homens justos.

[40] Como é realmente Deus que ressuscita o homem e não em sentido alegórico, como demonstramos de várias maneiras.

[41] E como realmente ressuscita, assim realmente se exercitará na incorruptibilidade e crescerá e amadurecerá nos tempos do reino para ser capaz da glória de Deus Pai.

[42] Em seguida, renovadas todas as coisas, habitará verdadeiramente na cidade de Deus.

[43] Com efeito, diz João: “Aquele que está assentado no trono diz: Eis que faço novas todas as coisas.

[44] E o Senhor diz: Escreve tudo isso, porque estas palavras são certas e verdadeiras.

[45] E me disse: Assim foi feito”.

[46] Nada de mais justo.

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Quinto livro de Irineu de Lião 34 https://vcirculi.com/quinto-livro-de-irineu-de-liao-34/ Mon, 16 Mar 2026 02:04:59 +0000 https://vcirculi.com/?p=36915 Aviso ao leitor Este livro – Quinto livro de Irineu de Lião — comumente publicado como “Contra as Heresias, Livro V” – é apresentado aqui como literatura patrística do século...

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[1] O próprio Isaías anunciou manifestamente a alegria que haverá na ressurreição dos justos, quando diz: “Os mortos ressuscitarão, os que estão nos sepulcros se levantarão, porque o orvalho que vem de ti é uma cura para eles”.

[2] Igualmente diz Ezequiel: “Eis que abrirei os vossos túmulos, e vos farei subir dos vossos túmulos, ó meu povo. Porei o meu espírito dentro de vós e revivereis; eu vos reporei em vossa terra, e sabereis que eu sou o Senhor”.

[3] O mesmo profeta diz ainda: “Eis o que diz o Senhor: Reunirei Israel de todas as nações, por onde foram espalhados, revelarei entre eles a minha santidade aos olhos das nações e habitarão na terra que dei ao meu servo Jacó. Nela habitarão em segurança, edificarão casas e plantarão vinhas; habitarão em segurança, quando executarei o julgamento contra todos os que os desprezam dentre os seus vizinhos, e saberão que eu sou o Senhor, Deus deles e dos seus pais”.

[4] Ora, indicamos mais acima, que a Igreja é a posteridade de Abraão; por isso, para que saibamos que tudo isso se realizará na Nova Aliança, que reunirá os que são salvos de todas as nações, suscitando das pedras filhos para Abraão, Jeremias diz: “Eis que dias virão, diz o Senhor, em que não se dirá mais: Viva Javé que tirou os israelitas do Egito. Em lugar disso dirão: Viva o Senhor que fez subir Israel da terra do Norte e de todas as regiões onde os tinha dispersado e os reconduzirá à terra deles, que dera a seus pais”.

[5] Que toda criatura deva, conforme a vontade de Deus, crescer e chegar à plenitude de seu desenvolvimento, para produzir e amadurecer os frutos, é o que diz Isaías: “Sobre todo monte alto e sobre todo outeiro elevado, haverá cursos de água e mananciais, no dia da grande matança, ao ruírem as fortalezas. Então a luz da lua será igual à luz do sol, e a luz do sol será sete vezes mais forte, como a luz de sete dias reunidos, no dia em que o Senhor pensar a ferida de seu povo e curar a dor da tua praga”.

[6] A “dor da praga” é aquela com que foi atingido o homem no princípio, quando em Adão desobedeceu, e é a morte, da qual Deus nos curará, ressuscitando-nos dentre os mortos e restabelecendo-nos na herança dos pais, como diz ainda Isaías: “Porás a tua confiança no Senhor e te fará prosperar sobre toda a terra; ele te alimentará com a herança de Jacó, teu pai”.

[7] É o mesmo que diz o Senhor: “Bem-aventurados os servos que o Senhor na sua vinda encontrar vigilantes. Na verdade vos digo que se porá o avental, fá-los-á sentar à mesa, e passando diante deles servi-los-á. E, se chegar pela tarde e os encontrar assim, serão felizes, porque fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. E se chegar à segunda ou à terceira vigília, serão felizes”.

[8] A mesma coisa diz João no Apocalipse: “Bem-aventurado e santo quem participa na primeira ressurreição”.

[9] Isaías anunciou também o tempo em que acontecerão estas coisas: “E eu disse: Até quando, Senhor? Até que as cidades estejam despovoadas por falta de habitantes, bem como as casas por falta de homens e a terra fique deserta. Depois disto o Senhor afastará os homens e os que ficarem se multiplicarão”.

[10] Daniel diz o mesmo: “E o reino e o império e as grandezas dos reinos sob todos os céus serão entregues ao povo dos santos do Altíssimo. Seu império é império eterno, e todos os impérios o servirão e lhe prestarão obediência”.

[11] E para que não se pense que esta promessa se refere ao tempo presente, foi dito ao profeta: “Tu, vem, para receber a tua parte, no fim dos dias”.

[12] Que estas promessas não se dirigiam somente aos profetas e aos pais, e sim às igrejas reunidas de entre todas as nações, que o Espírito chama de ilhas; que elas sejam postas no meio do alvoroço e provem as tempestades das blasfêmias; que sejam porto de salvação para os que estão em perigo e refúgio para os que amam a verdade e se esforçam por fugir do abismo do erro, é o que diz Jeremias: “Nações, escutai a palavra do Senhor, anunciai-a às ilhas distantes. Dizei: Aquele que dispersa Israel o reunirá e o guardará como o pastor a seu rebanho. Porque o Senhor resgatou Jacó, libertou-o da mão do mais forte. Eles virão gritando de alegria sobre os altos de Sião, afluirão aos bens do Senhor: o trigo, o mosto, o azeite, as ovelhas e os bois; sua alma será como árvore frutífera, e não terão mais fome. Então as moças se alegrarão na companhia dos jovens e dos velhos. Converterei seu luto em alegria, eu os alegrarei e engrandecerei, e inebriarei a alma dos sacerdotes filhos de Levi, e o meu povo se saciará com os meus bens”.

[13] Mostramos no livro precedente que os levitas e os sacerdotes representam todos os discípulos do Senhor que no templo violam o sábado e ficam sem culpa.

[14] Essas promessas, portanto, significam com toda evidência o festim que esta criação, que recebeu a promessa de Deus, dará aos justos no reino.

[15] Isaías diz ainda a respeito de Jerusalém e de seu rei: “Bem-aventurado quem tem posteridade em Sião e parentes em Jerusalém. Eis que um Rei justo reinará e os príncipes reinarão com justiça”.

[16] E acerca dos preparativos para a sua reconstrução, diz: “Eis que te preparo carbúnculo como pedras e safira para as fundações, jaspe para as torres, cristal para as portas e pedras preciosas para as muralhas. Todos os teus filhos serão instruídos pelo Senhor e viverão em grande paz; e serás edificada na justiça”.

[17] O mesmo profeta diz ainda: “Regozijar-me-ei em Jerusalém, alegrar-me-ei em meu povo. Nela não se tornará a ouvir choro nem lamentação. Não haverá mais criancinhas que tenham morte prematura nem velhos que não completem o seu tempo. Os jovens terão cem anos e o pecador ao morrer aos cem anos será amaldiçoado. Construirão casas e eles mesmos as habitarão; plantarão vinhas e eles mesmos comerão seus frutos e beberão seu vinho. Já não construirão para que outro habite a sua casa, não plantarão para que outro coma o fruto, pois a duração dos dias de meu povo será como os dias da árvore da vida; consumirão eles mesmos o fruto do trabalho de suas mãos”.

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Quinto livro de Irineu de Lião 33 https://vcirculi.com/quinto-livro-de-irineu-de-liao-33/ Mon, 16 Mar 2026 02:01:18 +0000 https://vcirculi.com/?p=36907 Aviso ao leitor Este livro – Quinto livro de Irineu de Lião — comumente publicado como “Contra as Heresias, Livro V” – é apresentado aqui como literatura patrística do século...

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[1] Por isso o Senhor, pouco antes da paixão, para anunciar a Abraão e aos que estavam com ele, a abertura da herança, deu graças sobre o cálice, bebeu dele e o passou aos seus discípulos, dizendo: “Bebei todos vós, este é o meu sangue do Novo Testamento, que será derramado por muitos, para remissão dos pecados. Eu vos digo: eu já não beberei do fruto desta videira, até o dia em que o beberei novamente convosco no reino de meu Pai”.

[2] Ele renovará a herança da terra e restaurará o ministério da glória dos filhos de Deus, como diz Davi: “Ele renovará a face da terra”.

[3] Prometendo beber do fruto da videira com os seus discípulos, mostrou juntamente a herança da terra na qual se bebe o novo fruto da videira e a ressurreição carnal dos seus discípulos.

[4] A carne que ressuscita renovada é a mesma que recebe a bebida nova, pois não se poderia entender que ele beba do fruto da videira num lugar supraceleste, nem que os que bebem não tenham um corpo de carne.

[5] Pertence à carne e não ao espírito a bebida que se extrai da videira.

[6] Por isso o Senhor dizia: “Quando ofereces um almoço ou um jantar não convides os ricos nem os amigos, vizinhos ou conhecidos para que eles te convidem em troca e te recompensem; mas convida coxos, cegos e mendigos e serás feliz, porque eles não têm com que te recompensar; receberás a recompensa no reino dos justos”.

[7] E continua dizendo: “Quem abandonará campos, ou casa, ou pais, ou irmãos, ou filhos por minha causa, receberá o cêntuplo neste mundo e herdará a vida eterna no futuro”.

[8] Onde estão o cêntuplo nesta vida, os almoços oferecidos aos pobres, e os jantares restituídos?

[9] Isto acontecerá nos tempos do reino, isto é, no sétimo dia que foi santificado quando Deus descansou de toda obra que tinha feito; o verdadeiro sábado dos justos, no qual não executarão nenhuma obra terrena, mas estarão diante de mesa preparada por Deus que os alimentará com todas as iguarias.

[10] Realiza-se também a bênção de Isaac ao filho menor Jacó: “Eis que a fragrância de meu filho é como a fragrância de um campo de trigo maduro, abençoado pelo Senhor”.

[11] O campo é o mundo, por isso acrescenta: “Que Deus te conceda o orvalho do céu, a fertilidade da terra, a abundância de trigo e de vinho. Que as nações te sirvam e os príncipes se prostrem diante de ti. Sê o senhor de teu irmão e que os filhos de teu pai se prosternem diante de ti. Seja maldito quem te amaldiçoar e bendito quem te abençoar!”

[12] Se estas palavras não se referem ao reino definitivo, encontrar-se-ão dificuldades e contradições consideráveis, justamente aquelas nas quais se encontram e se debatem os judeus.

[13] De fato, Jacó, durante a sua vida, não somente não viu as nações servi-lo, mas, depois da bênção, ele teve que partir para servir o tio Labão, o sírio, durante vinte anos.

[14] E não somente não se tornou o senhor do irmão, mas foi ele que se prostrou diante de Esaú, quando, da Mesopotâmia, voltou para o pai, e lhe ofereceu muitos presentes.

[15] E como recebeu aqui a herança da abundância do trigo e do vinho ele que, por causa da carestia que assolou a terra onde vivia, teve que emigrar para o Egito e submeter-se ao faraó, que então reinava no Egito?

[16] Ora, a bênção de que se falava, sem dúvida se refere aos tempos do reino, em que reinarão os justos, depois de ter ressuscitado dos mortos, quando a criação, libertada e renovada, produzirá abundantemente toda espécie de alimentos, pelo orvalho do céu e a fertilidade da terra.

[17] Isto pode ser confirmado pelo fato de que os presbíteros que conheceram pessoalmente João, o discípulo do Senhor, lembravam tê-lo ouvido referir o que o Senhor ensinava sobre estes tempos, com estas palavras: “Virão dias em que crescerão videiras com dez mil cepas e sobre cada cepa dez mil ramos; sobre cada ramo dez mil rebentos; sobre cada rebento dez mil cachos; em cada cacho dez mil grãos; e de cada grão esmagado se farão vinte e cinco metretas de vinho.

[18] E quando algum dos santos for apanhar um cacho, outro lhe dirá: eu sou melhor, apanha-me e bendize ao Senhor por mim!

[19] Da mesma forma um grão de trigo produzirá dez mil espigas, cada espiga terá dez mil grãos e cada grão produzirá vinte e cinco libras de farinha pura.

[20] Também os outros frutos, sementes e ervas terão abundância igual, conforme a sua natureza; e todos os animais se servirão deste alimento, que receberão da terra, viverão em paz e harmonia entre si e estarão completamente submetidos aos homens”.

[21] Eis o que Pápia, discípulo de João, amigo de Policarpo, homem venerável, atesta por escrito no seu quarto livro — existem cinco livros compostos por ele — quando diz: “Tudo isto é crível para os que têm fé.

[22] A Judas, o traidor que não acreditava e que perguntava: Como o Senhor poderia criar tais frutos?, o Senhor respondeu: Vê-lo-ão os que viverão naquele tempo”.

[23] Isaías, profetizando sobre estes tempos, dizia: “O lobo pastará com o cordeiro, o leopardo se deitará com o cabrito. O bezerro, o leão e o novilho pastarão juntos e um menino pequeno os guiará.

[24] A vaca e o urso pastarão juntos e juntas se deitarão as suas crias. O leão se alimentará de forragem como o boi.

[25] A criança de peito porá a mão na cova das serpentes, na cova dos seus filhotes, e não lhe farão mal e não poderão mais fazer morrer ninguém sobre a minha montanha santa”.

[26] E diz o mesmo, noutro lugar: “Os lobos e os cordeiros pastarão juntos e o leão comerá feno como o boi; para a serpente, a terra será como pão; não se fará mal nem violência no meu monte santo, diz o Senhor”.

[27] Eu sei que alguns se esforçam por aplicar estes textos de maneira metafórica àqueles homens selvagens, que, provindo de povos diversos e dedicados a ocupações de toda espécie, abraçaram a fé e vivem de acordo com os justos.

[28] Mas se isto vale para homens que chegaram a uma mesma fé, provenientes de vários povos, realizar-se-á também para estes animais, na ressurreição dos justos, como foi dito: Deus é rico em todas as coisas e é preciso que quando o mundo for restabelecido no seu estado primeiro, todos os animais selvagens obedeçam ao homem, lhe sejam submissos e voltem ao primeiro alimento que Deus lhes deu, assim como estavam submetidos a Adão antes da sua desobediência e comiam dos frutos da terra.

[29] Por outro lado, não é este o momento para provar que o leão se alimentará de feno, porque isso somente significa a riqueza e a fartura dos frutos: porque, se um animal como o leão se alimentará da palha, o que não alimentará o trigo cuja simples palha é suficiente para alimentar os leões?

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Quinto livro de Irineu de Lião 32 https://vcirculi.com/quinto-livro-de-irineu-de-liao-32/ Mon, 16 Mar 2026 01:59:02 +0000 https://vcirculi.com/?p=36899 Aviso ao leitor Este livro – Quinto livro de Irineu de Lião — comumente publicado como “Contra as Heresias, Livro V” – é apresentado aqui como literatura patrística do século...

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[1] Visto que alguns se deixam induzir ao erro por causa de discurso herético e ignoram as disposições de Deus e o mistério da ressurreição dos justos e do reino que será o prelúdio da incorruptibilidade — reino pelo qual os que serão julgados dignos se acostumarão paulatinamente a possuir Deus —, é necessário dizer sobre isso que os justos, ressuscitando, à aparição de Deus, nesta criação renovada, primeiramente receberão a herança que Deus prometeu aos pais e reinarão nela, e somente depois se realizará o juízo de todos os homens.

[2] Com efeito, é justo que recebam o prêmio do sofrimento naquela mesma natureza em que sofreram e foram provados de todos os modos, e que naquela mesma em que foram mortos por amor a Deus e suportaram a escravidão, recebam a vida e reinem.

[3] É necessário que a própria natureza seja reconduzida ao seu estado primitivo para servir, sem limites, aos justos.

[4] É o que o Apóstolo afirma na epístola aos Romanos, com estas palavras: “A criação em expectativa, anseia pela revelação dos filhos de Deus, porque foi submetida à vaidade, não por seu querer, mas por vontade daquele que a submeteu na esperança de ela também ser libertada da escravidão da corrupção para entrar na liberdade da glória dos filhos de Deus”.

[5] Desta forma, continua igualmente válida a promessa que Deus outrora fez a Abraão: “Levanta os olhos e, do lugar onde estás agora, olha para o norte e o sul, para o oriente e para o mar ocidental: toda a terra que vês, eu a darei a ti e a tua posteridade para sempre”.

[6] E a seguir, diz: “Levanta-te e anda pelo seu comprimento e largura, porque eu ta darei”.

[7] Contudo Abraão não recebeu na terra nenhuma herança, sequer do tamanho de uma pegada, mas andou sempre nela como estrangeiro e hóspede de passagem.

[8] E quando morreu Sara, sua mulher, e os heteus queriam dar-lhe gratuitamente um lugar para sepultá-la, não aceitou, mas comprou de Efron, filho de Seor, a gruta e o campo por quatrocentos siclos de prata, na espera do cumprimento da promessa de Deus para que não parecesse que recebia dos homens o que Deus lhe tinha prometido dar-lhe, dizendo: “À tua posteridade darei esta terra, do rio do Egito até o grande rio, o Eufrates”.

[9] A propriedade da terra que Deus lhe tinha prometido e que não recebeu durante toda a sua estada aqui na terra, é necessário que a receba com a sua posteridade, isto é, os que temem a Deus e crêem nele, na ressurreição dos justos.

[10] A sua posteridade é a Igreja que, por meio do Senhor, recebe a filiação adotiva de Abraão, como dizia João Batista: “Deus pode fazer surgir destas pedras filhos a Abraão”.

[11] Também o Apóstolo na sua epístola aos Gálatas diz: “Vós, irmãos, sois filhos segundo a promessa como Isaac”.

[12] Na mesma epístola diz claramente que os que crêem em Cristo, receberam, por intermédio de Cristo, a promessa feita a Abraão: “As promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência”.

[13] Não diz: “e aos descendentes”, como referindo-se a muitos, mas como a um só: “e à tua descendência”, que é Cristo.

[14] E para confirmar tudo isso, diz ainda: “Foi assim que Abraão creu em Deus e isto lhe foi levado em conta de justiça. Sabei, portanto, que os que são pela fé, são filhos de Abraão. Prevendo que Deus justificaria pela fé os gentios, a Escritura preanunciou a Abraão: em ti serão abençoadas todas as nações. De modo que os que são pela fé são abençoados juntamente com Abraão, que teve fé”.

[15] Portanto, os que são pela fé são abençoados juntamente com Abraão, que teve fé, e são os filhos de Abraão.

[16] Ora, Deus prometeu a herança da terra a Abraão e sua posteridade; mas, se nem Abraão nem a sua posteridade, que são os justificados pela fé, recebem agora a herança na terra, eles a receberão na ressurreição dos justos, porque Deus é verídico e estável em todas as coisas.

[17] É por isso que o Senhor dizia: “Bem-aventurados os mansos porque herdarão a terra”.

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Quinto livro de Irineu de Lião 31 https://vcirculi.com/quinto-livro-de-irineu-de-liao-31/ Mon, 16 Mar 2026 01:57:07 +0000 https://vcirculi.com/?p=36891 Aviso ao leitor Este livro – Quinto livro de Irineu de Lião — comumente publicado como “Contra as Heresias, Livro V” – é apresentado aqui como literatura patrística do século...

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[1] Mas há alguns, julgados como ortodoxos, que passam por cima da ordem com que os justos hão de progredir e ignoram os passos graduais para a incorruptibilidade.

[2] Estes têm em si pensamentos heréticos — com efeito, os hereges, ao desprezar a obra modelada por Deus, ao não aceitar a salvação de sua carne, menosprezando a promessa de Deus e ultrapassando completamente, com a sua mente, a Deus, afirmam que logo depois da sua morte subirão acima dos céus, acima até do próprio Criador, para irem junto à Mãe ou ao Pai que eles inventaram.

[3] Por que nos devemos admirar se os que rejeitam toda ressurreição e, pelo que está em seu poder, a eliminam, não conhecem a ordem com que se realizará esta ressurreição?

[4] Recusando entender que se as coisas se verificassem realmente como eles querem, sequer o Senhor, em quem dizem acreditar, teria ressuscitado ao terceiro dia, mas logo que expirou sobre a cruz teria subido às alturas, abandonando o seu corpo sobre a terra.

[5] Ora, passou três dias onde estavam os mortos, em conformidade com o que o profeta diz dele: “O Senhor se lembrou dos seus santos mortos, dos que antes adormeceram na terra das sepulturas e desceu até eles para tirá-los de lá e salvá-los”.

[6] O próprio Senhor diz: “Como Jonas ficou três dias e três noites no ventre do cetáceo, assim acontecerá com o Filho do homem no seio da terra”.

[7] E o Apóstolo diz: “Que significa ‘subiu’ a não ser que tinha descido às regiões inferiores da terra?”

[8] Igualmente disse Davi, profetizando sobre ele: “Libertaste a minha alma das profundezas do inferno”.

[9] Ao ressuscitar no terceiro dia, dizia a Maria, a primeira que o via e o adorava: “Não me toques, porque ainda não subi ao Pai; mas vá aos meus discípulos e dize-lhes: Subo ao meu Pai e vosso Pai”.

[10] Se o Senhor se submeteu às leis da morte para ser primogênito entre os mortos e ficou três dias nas regiões inferiores da terra antes de ressuscitar na carne, para mostrar aos discípulos também os sinais dos pregos, e assim subir ao Pai, devem-se envergonhar os que afirmam que o inferno é este nosso mundo e que o homem interior sobe para um lugar supraceleste, deixando aqui o corpo.

[11] Tendo o Senhor ido entre as sombras da morte, onde estavam as almas dos mortos, e ressuscitando depois corporalmente, e depois de ressuscitado, sendo levado ao céu, indicou que o mesmo aconteceria com seus discípulos, pois era para eles que o Senhor fez tudo isso: as almas deles irão a um lugar invisível estabelecido por Deus e aí ficarão até a ressurreição, à espera dela.

[12] Depois, reassumirão seus corpos numa ressurreição perfeita, isto é, nos seus corpos, da mesma forma que o Senhor ressuscitou, e irão à presença de Deus.

[13] “Nenhum discípulo é superior ao mestre, mas todo discípulo será perfeito como o seu mestre”.

[14] Como o nosso Mestre não voltou logo para o céu, mas esperou o tempo da sua ressurreição, estabelecido pelo Pai e indicado pela história de Jonas, e ressuscitando depois de três dias, foi assunto ao céu; assim nós devemos esperar o momento da nossa ressurreição estabelecido pelo Pai e prenunciado pelos profetas.

[15] Então, ressuscitando, serão levados ao céu os que, entre nós, o Senhor julgará dignos.

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Quinto livro de Irineu de Lião 30 https://vcirculi.com/quinto-livro-de-irineu-de-liao-30/ Mon, 16 Mar 2026 01:54:53 +0000 https://vcirculi.com/?p=36883 Aviso ao leitor Este livro – Quinto livro de Irineu de Lião — comumente publicado como “Contra as Heresias, Livro V” – é apresentado aqui como literatura patrística do século...

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[1] Sendo essa a situação, visto que este número se encontra em todos os manuscritos mais antigos e cuidados, é atestado pelos que viram João com seus próprios olhos e, racionalmente, o número do nome da besta, contado à maneira dos gregos, somando o valor das letras que formam este nome, é de seiscentos e sessenta e seis, isto é, igual número de centenas, dezenas e unidades — o número seis, assim conservado, indica a recapitulação de toda a apostasia perpetrada no princípio, no meio e no fim dos tempos — não entendo como alguns se puderam enganar, levados por uma opinião particular a corrigir o número do meio, diminuindo-o de cinquenta unidades e deixando somente uma dezena no lugar das seis.

[2] Penso que houve erro do copista, coisa que acontece frequentemente quando os algarismos são escritos por meio de letras, porque é fácil confundir a letra grega que indica sessenta com o iota, que indica o dez.

[3] Em seguida aceitou-se o novo número sem discussão: por alguns, com simplicidade e sem segundas intenções, por outros, por ignorância, procurando nomes que indicassem este número errado.

[4] Os que agiram com simplicidade e sem malícia pode-se acreditar que serão perdoados por Deus, mas todos os que por vanglória apresentarão nomes que contêm este número errado e afirmarão que o nome que eles imaginaram é o de quem deve vir, não se sairão bem, por ter seduzido a si mesmos e os que acreditam neles.

[5] O primeiro prejuízo é o de se afastar da verdade e julgar verdadeiro o que não é, e o segundo é que, se é verdade que quem acrescenta ou elimina alguma coisa das Escrituras sofrerá castigo exemplar, inevitavelmente será atingido quem agir desta forma.

[6] Correm ainda o perigo, e este não leve, os que pensam erroneamente conhecer o nome do Anticristo, porque se o que deve vir tem nome diverso do que eles pensam, facilmente serão seduzidos por ele, pensando não ser aquele de quem se devem guardar.

[7] É necessário que estes aprendam a conhecer o verdadeiro número do nome se não quiserem ser contados entre os falsos profetas.

[8] Conhecendo, pois, com certeza, o número indicado pelas Escrituras, isto é, seiscentos e sessenta e seis, devem primeiramente esperar a divisão do reino entre os dez reis e depois, quando eles reinarão pensando em aumentar o seu poder e ampliar o seu reino, prestar atenção ao homem que, tendo no nome o número indicado, virá improvisamente reivindicar o reino e a aterrorizar estes reis, a fim de saber que ele é realmente a abominação da desolação.

[9] É o que diz o Apóstolo: “Quando dirão: paz e segurança, então cairá sobre eles, improvisa, a morte”.

[10] Jeremias não somente indica a instantaneidade da sua vinda, mas também a tribo donde ele virá, com estas palavras: “Ouviremos o barulho da velocidade dos seus cavalos vindo de Dã; pelo relinchar dos seus corcéis em corrida, toda terra se turvará; e ele virá, e devorará a terra e o que ela contém, a cidade e os seus habitantes”.

[11] É esta a razão pela qual esta tribo não será contada, no Apocalipse, entre as que se salvam.

[12] É mais seguro e sem perigo esperar o cumprimento desta profecia do que se entregar a elucubrações e conjecturas sobre nomes, porque é possível encontrar quantidade enorme deles que combinam com este número, e o problema continuará o mesmo, pois, se há muitos nomes com este número, continuará a valer a pergunta de quem será o nome do que deve vir.

[13] Com efeito, não é por falta de nomes que tenham o número do nome do Anticristo que falamos assim, mas por temor de Deus e pelo zelo da verdade.

[14] Por exemplo, a palavra EYANTHAS contém o número procurado, mas não dizemos nada sobre ela.

[15] Também a palavra LATEINOS contém este número, seiscentos e sessenta e seis, e pode-se até acreditar que este seja o nome, que significa o último reino, visto que são os latinos que dominam neste momento; contudo não insistiremos neste nome.

[16] A palavra TEITAN, quando se escreve a primeira sílaba com duas vogais gregas, o épsilon e o iota, de todas as que conhecemos, merece atenção maior.

[17] De fato possui o número que dissemos: compõe-se de seis letras, de duas sílabas com três letras; é nome antigo e excepcional, visto que nenhum dos nossos reis se chamou Titã e nenhum dos ídolos adorados pelos gregos ou pelos bárbaros tem este nome.

[18] Além disso, muitos pensam que é divino, tanto que alguns contemporâneos chamam Titã ao sol.

[19] É nome que contém sentido de castigo e de vingança e o Anticristo simulará a vingança das vítimas de maus tratos.

[20] Finalmente, sobretudo, porque é antigo e verossímil para um rei e mais ainda para um tirano.

[21] Por todos estes motivos o nome de Titã possui grau de probabilidade que nos permite concluir que poderia muito bem ser o nome do que deve vir.

[22] Mas não nos arriscaremos em declarar peremptoriamente que terá este nome, bem sabendo que se o seu nome tivesse que ser proclamado no nosso tempo, já teria sido manifestado pelo vidente do Apocalipse, porque não faz muito tempo que ele foi visto, e sim próximo aos nossos dias, no fim do reinado de Domiciano.

[23] Com efeito, João nos deu a conhecer o número do nome dele para que estejamos atentos à sua vinda, sabendo quem é; mas passou sob silêncio o nome, porque não era conveniente que fosse anunciado pelo Espírito Santo.

[24] Se o tivesse anunciado talvez tivesse que durar por muito tempo, mas visto que foi e “já não é, e que sobe do abismo para ir à perdição” como se nunca tivesse vindo, assim o nome dele não foi anunciado; com efeito, não se anuncia o nome de quem não existe.

[25] Ora, depois que o Anticristo tiver destruído todas as coisas neste mundo, reinado três anos e seis meses e tiver assentado no templo de Jerusalém, o Senhor virá do alto do céu, sobre as nuvens, na glória do Pai, e o lançará no lago de fogo com todos os seus seguidores.

[26] Para os justos trará os tempos do reino, isto é, o repouso do sétimo dia santificado, e dará a Abraão a herança prometida, aquele reino, diz o Senhor, ao qual “muitos virão do oriente e do ocidente para se assentar à mesa com Abraão, Isaac e Jacó”.

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Quinto livro de Irineu de Lião 29 https://vcirculi.com/quinto-livro-de-irineu-de-liao-29/ Mon, 16 Mar 2026 01:49:23 +0000 https://vcirculi.com/?p=36875 Aviso ao leitor Este livro – Quinto livro de Irineu de Lião — comumente publicado como “Contra as Heresias, Livro V” – é apresentado aqui como literatura patrística do século...

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[1] Nos livros precedentes expusemos os motivos pelos quais Deus permitiu que acontecessem estas coisas e mostramos como todas elas se cumpriram em benefício do homem que se salva, amadurecendo-lhe o livre-arbítrio para a imortalidade e tornando-o mais apto para a eterna submissão a Deus.

[2] É por isso que a criação está submetida ao homem, porque não é o homem que foi feito para ela, mas ela para o homem.

[3] Até os pagãos que não levantaram os olhos ao céu, não agradeceram o seu Criador e não quiseram ver a luz da verdade, escondendo-se como ratos cegos nas profundezas da sua loucura, foram justamente considerados como uma gota que cai do balde, ou como um grão de pó nos pratos da balança e como nada, úteis para os justos quanto o pode ser uma espiga para o crescimento do trigo ou uma palha para o fogo que derrete o ouro.

[4] Por isso, quando, no fim, de repente a Igreja será levada daqui, “haverá, como está escrito, uma tribulação como nunca houve desde o princípio e nunca mais haverá”; será a última prova dos justos e os vencedores serão coroados com a incorruptibilidade.

[5] Por isso, na besta que há de vir, haverá a recapitulação de toda a iniquidade e de todo o engano, para que todo o poder da apostasia que se ajuntou e recolheu nela, seja lançado na fornalha ardente.

[6] Por esta razão o número de seu nome será justamente seiscentos e sessenta e seis, recapitulando em si toda a mistura do mal que se desencadeou antes do dilúvio em consequência da apostasia dos anjos — Noé tinha seiscentos anos quando se precipitou o dilúvio na terra, destruindo a rebelião da terra por causa da geração perversa dos tempos dele —; recapitulando também toda a falsidade que houve depois do dilúvio, aquela que recomendava o culto dos ídolos, a matança dos profetas e o suplício do fogo infligido aos justos.

[7] Com efeito, a estátua construída por Nabucodonosor tinha sessenta côvados de altura e seis de largura e, por se terem recusado a adorá-la, Ananias, Azarias e Misael foram lançados na fornalha acesa, profetizando com o que lhes acontecera, a prova do fogo a que serão submetidos os justos no final dos tempos.

[8] Aliás toda esta estátua foi a prefiguração da vinda daquele que pretendia se fazer adorar por absolutamente todos os homens.

[9] Assim os seiscentos anos de Noé, na época do dilúvio que se deu por causa da apostasia, e o número dos côvados da estátua, por causa da qual os justos foram lançados na fornalha acesa, indicam o número do nome daquele em que será recapitulada toda apostasia, a injustiça, a iniquidade, a pseudoprofecia e o engano de seis mil anos, por causa dos quais acontecerá o dilúvio de fogo.

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Quinto livro de Irineu de Lião 28 https://vcirculi.com/quinto-livro-de-irineu-de-liao-28/ Mon, 16 Mar 2026 01:46:31 +0000 https://vcirculi.com/?p=36867 Aviso ao leitor Este livro – Quinto livro de Irineu de Lião — comumente publicado como “Contra as Heresias, Livro V” – é apresentado aqui como literatura patrística do século...

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[1] Assim pois, visto que neste mundo alguns acorrem à luz e se unem a Deus pela fé, ao passo que outros se afastam da luz e se separam de Deus, o Verbo de Deus veio para dar a cada um a morada apropriada: a uns, na luz, para que gozem dos bens que ela contém, e a outros, nas trevas, a fim de partilhar as penas que encerram.

[2] É por isso que o Senhor diz que chamará os da sua direita para o reino do Pai e mandará os da sua esquerda para o fogo eterno, porque eles, sozinhos, se privaram de todos os bens.

[3] Eis por que o Apóstolo diz: “Visto que não acolheram o amor da verdade a fim de serem salvos, por isso Deus lhes manda o poder da sedução para que acreditem na mentira e sejam condenados todos os que não acreditaram na verdade, mas antes consentiram na iniquidade”.

[4] Com efeito, virá aquele que deve vir, o Anticristo, e voluntariamente recapitulará em si a apostasia e por sua vontade e arbítrio fará tudo o que fará, sentar-se-á no templo de Deus, para que os seus seguidores o adorem como Cristo: assim será justamente lançado ao lago de fogo.

[5] Deus, na sua previdência, conhece todas as coisas, fará vir em tempo oportuno aquele que deve ser o tal “para que acreditem na mentira e sejam condenados todos os que não acreditaram na verdade, mas antes consentiram na iniquidade”.

[6] A sua vinda é anunciada por João, desta forma: “A besta que eu vi parecia pantera, seus pés eram como de urso e a sua boca como a boca de leão; e o dragão lhe entregou o seu poder, seu trono e grande autoridade; uma de suas cabeças parecia mortalmente ferida, mas a ferida mortal foi curada.”

[7] “Cheia de admiração, a terra inteira seguia a besta e adorou o dragão por ter entregue a autoridade à besta, e adorou a besta dizendo: Quem é comparável à besta e quem pode lutar contra ela?”

[8] “Foi-lhe dada uma boca para proferir palavras insolentes e blasfêmias e, também, poder para agir durante quarenta e dois meses.”

[9] “Ela então abriu a boca em blasfêmias contra Deus, blasfemando contra o seu nome, sua tenda e os que habitam no céu.”

[10] “Foi-lhe dada autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação.”

[11] “Adoraram-na, então, todos os habitantes da terra, cujo nome não está escrito, desde a fundação do mundo, no livro da vida do Cordeiro imolado.”

[12] “Se alguém tem ouvidos, ouça: Se alguém está destinado à prisão, irá à prisão; se alguém deve morrer pela espada é preciso que morra pela espada.”

[13] “Nisto repousa a perseverança e a fé dos santos”.

[14] João fala depois do escudeiro da besta, que chama pseudoprofeta: “Falava, ele diz, como um dragão.”

[15] “Toda a autoridade da primeira besta, ela a exerce diante desta.”

[16] “Ela faz com que a terra e seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.”

[17] “Ela opera grandes maravilhas até mesmo a de fazer descer fogo do céu sobre a terra, à vista dos homens.”

[18] “E seduz os habitantes da terra”.

[19] Não se julgue que faça isso graças a poder divino, mas o faz graças a operação de mágica.

[20] E não é de se admirar se, com a ajuda dos demônios e dos espíritos apóstatas, opera prodígios que hão de seduzir os habitantes da terra.

[21] “E os incitará, continua João, a fazerem uma imagem em honra da besta, e infundirá espírito na imagem, de modo que a imagem fale e mate todos os que não a adorarem.”

[22] “Faz também com que todos recebam uma marca na fronte ou na mão direita, para que ninguém possa comprar e vender, se não tiver a marca, o nome da besta ou o número de seu nome: e seu número é seiscentos e sessenta e seis”, isto é, seis centenas, seis dezenas e seis unidades, que é a recapitulação de toda a apostasia perpetrada durante seis mil anos.

[23] Quantos foram os dias empregados a criar este mundo, tantos serão os milênios da sua duração total.

[24] Eis por que o livro do Gênesis diz: “Assim foram concluídos os céus e a terra e toda a sua ornamentação. Deus concluiu no sexto dia toda a obra que fizera e no sétimo dia descansou de todas as obras que fizera”.

[25] Esta é descrição do passado, tal como aconteceu, e ao mesmo tempo uma profecia para o futuro: com efeito, “se um dia do Senhor é como mil anos”, se a criação foi acabada em seis dias, está claro que a consumação das coisas acontecerá no sexto milênio.

[26] Eis por que durante todo este tempo, o homem, modelado no princípio pelas mãos de Deus, isto é, o Filho e o Espírito, vai crescendo na imagem e semelhança de Deus; descartada a palha, — que é a apostasia, — o trigo é recolhido no celeiro, — isto é, aqueles cuja fé frutifica para Deus.

[27] Por isso também é necessária a tribulação para os que se salvam, a fim de que, de certo modo moídos e amassados pela paciência e assados pelo Verbo de Deus, se tornem prontos para a festa de núpcias do Rei.

[28] Como disse alguém dos nossos condenado às feras, por causa do testemunho que prestou a Deus: “Eu sou o trigo de Cristo moído pelos dentes das feras para me tornar o pão puro de Deus”.

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Quinto livro de Irineu de Lião 27 https://vcirculi.com/quinto-livro-de-irineu-de-liao-27/ Mon, 16 Mar 2026 01:43:51 +0000 https://vcirculi.com/?p=36859 Aviso ao leitor Este livro – Quinto livro de Irineu de Lião — comumente publicado como “Contra as Heresias, Livro V” – é apresentado aqui como literatura patrística do século...

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[1] Com efeito, se o Pai não julga, é porque ou não lhe importa nada tudo o que fazemos ou o aprova.

[2] Assim, se ele não julga, todos os homens serão iguais e estarão todos na mesma condição.

[3] Então a vinda de Cristo seria supérflua e sem sentido se não viesse para julgar.

[4] Porque “veio separar o homem de seu pai, a filha de sua mãe e a sogra da nora”; veio tomar um e deixar outro de dois que se encontram na mesma cama e de duas mulheres ocupadas a moer juntas, tomar uma e deixar a outra; veio para ordenar aos ceifadores, no fim dos tempos, que juntem primeiro o joio, amarrem-no em feixes e queimem-no no fogo inextinguível e depois recolham o trigo nos celeiros; e finalmente veio reunir os cordeiros no reino preparado para eles e enviar os cabritos para o fogo eterno, que o Pai preparou para o diabo e os seus anjos.

[5] O que dizer? Que o Verbo veio para a ruína e a ressurreição de muitos: para a ruína dos que não crêem nele e que ameaçou, no dia do juízo, de uma pena mais severa do que aquela de Sodoma e Gomorra; e para a ressurreição dos que crêem e obedecem à vontade de seu Pai que está nos céus.

[6] Se o Filho veio para todos igualmente, mas julga e distingue os que crêem dos que não crêem — porque espontaneamente os que crêem fazem a sua vontade e espontaneamente os que não crêem não recebem os seus ensinamentos — está claro que o Pai criou todos iguais, cada um possuindo o seu poder de decisão e seu livre-arbítrio, mas vê tudo e providencia para todos e “faz nascer o sol sobre os maus e os bons e faz chover sobre os justos e os injustos”.

[7] E a todos os que guardam o seu amor oferece a sua comunhão; a comunhão de Deus é vida, é luz, é gozo dos bens que vêm dele.

[8] Para aqueles, porém, que por sua própria vontade se afastam dele, confirma a separação que escolheram; a separação de Deus é a morte, a separação da luz são as trevas, é a perda de todos os bens que vêm dele.

[9] Os que, portanto, pela sua apostasia, perderam tudo o que acabamos de dizer, sendo privados de todos os bens, estão imersos em todos os castigos, não porque Deus não tivesse no princípio a intenção de puni-los, mas o castigo veio como consequência da privação de todos os bens.

[10] Os dons de Deus são eternos e sem fim e a privação deles é também eterna e sem fim, como os que se autocegaram por uma luz violenta ou o foram por outros, estão privados permanentemente do gozo da luz, não porque a própria luz cegue, mas porque sua cegueira aumenta a sua desgraça.

[11] Por isso o Senhor dizia: “Quem crê em mim não é julgado”, isto é, não é separado de Deus, porque está unido a Deus pela fé.

[12] E acrescentava: “Mas quem não crê já está condenado porque não creu no nome do Unigênito Filho de Deus”, isto é, separou-se de Deus por sua livre decisão.

[13] “Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz.

[14] Quem faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, a fim de que as suas obras não sejam desmascaradas.

[15] Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que se manifeste que as suas obras são feitas em Deus”.

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