Arquivo de Atos dos Apóstolos - VCirculi https://vcirculi.com/category/volumina-pergaminhos/testimonium-testemunho/atos-dos-apostolos/ Corpus et Sanguis Christi Wed, 11 Mar 2026 00:22:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://vcirculi.com/wp-content/uploads/2025/07/cropped-et5t-Copia-32x32.png Arquivo de Atos dos Apóstolos - VCirculi https://vcirculi.com/category/volumina-pergaminhos/testimonium-testemunho/atos-dos-apostolos/ 32 32 Atos dos Apóstolos https://vcirculi.com/atos-dos-apostolos/ Tue, 10 Mar 2026 19:19:32 +0000 https://vcirculi.com/?p=33094 O post Atos dos Apóstolos apareceu primeiro em VCirculi.

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Atos dos Apóstolos 28 https://vcirculi.com/atos-dos-apostolos-28/ Fri, 21 Nov 2025 23:01:22 +0000 https://vcirculi.com/?p=13575 Aviso ao leitor Este livro – Atos dos Apóstolos – é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Novo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo. Trata-se...

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[1] Estando já a salvo, soubemos que a ilha se chamava Malta.

[2] Os nativos trataram-nos com extraordinária humanidade, acolhendo a todos nós junto a uma fogueira que tinham aceso. Isto, por causa da chuva que caía e do frio.

[3] Tendo Paulo ajuntado uma braçada de gravetos e atirando-os à fogueira, uma víbora, fugindo ao calor, prendeu-se à sua mão.

[4] Quando os nativos viram o animal pendente de sua mão, disseram uns aos outros: “Certamente este homem é um assassino; pois acaba de escapar ao mar, mas a vingança divina não o deixa viver”.

[5] Ele, porém, sacudindo o animal ao fogo, não sofreu mal algum.

[6] Quanto a eles, esperavam que Paulo viesse a inchar, ou caísse morto de repente. Mas, depois de muito esperar, ao verem que não lhe acontecia nada de anormal, mudando de parecer puseram-se a dizer que ele era um deus.

[7] Nas vizinhanças daquele local estava a propriedade do Primeiro da ilha, chamado Públio. Este nos recebeu e nos hospedou benignamente durante três dias.

[8] Acontece que o pai de Públio estava acamado, ardendo em febre e com disenteria. Paulo foi vê-lo, orou e impôs-lhe as mãos, e o curou.

[9] Diante disso, também os outros doentes que se encontravam na ilha vieram ter com Paulo e foram curados.

[10] Cumularam-nos, então, com muitos sinais de estima; e, quando estávamos para partir, levaram a bordo tudo o que nos era necessário.

[11] Ao fim de três meses, embarcamos num navio que havia passado o inverno na ilha; era de Alexandria, e tinha como insígnia os Dióscuros.

[12] Tendo aportado em Siracusa, aí ficamos três dias.

[13] De lá, seguindo a costa, chegamos a Régio. No dia seguinte, soprou o vento do Sul, e em dois dias chegamos a Putéoli.

[14] Encontrando ali alguns irmãos, tivemos o consolo de ficar com eles sete dias. E assim foi que chegamos a Roma.

[15] Os irmãos desta cidade, tendo ouvido falar a nosso respeito, vieram ao nosso encontro até o Foro de Ápio e Três Tabernas. Ao vê-los, Paulo deu graças a Deus e sentiu-se encorajado.

[16] Depois de chegarmos a Roma, foi permitido a Paulo morar em casa particular, junto com o soldado que o vigiava.

[17] Três dias após, convocou os principais dentre os judeus. Tendo eles comparecido, assim falou-lhes: “Meus irmãos, embora nada tenha feito contra nosso povo, nem contra os costumes dos nossos pais, desde Jerusalém vim preso e como tal fui entregue às mãos dos romanos.

[18] Tendo-me interrogado judicialmente, eles quiseram soltar-me, porque nada havia em mim que merecesse a morte.

[19] Como, porém, os judeus se opunham, fui constrangido a apelar para César, não porém como se tivesse algo de que acusar minha nação.

[20] Por esse motivo é que pedi para ver-vos e falar-vos, pois é por causa da esperança de Israel que estou carregado com esta corrente”.

[21] Eles então disseram-lhe: “Quanto a nós, não recebemos a teu respeito carta alguma da Judéia, e nenhum dos irmãos que aqui chegaram comunicou ou relatou algo de mal acerca de ti.

[22] Desejamos, porém, ouvir de tua boca o que pensas; porque, relativamente a esta seita, é de nosso conhecimento que ela encontra em toda parte contradição”.

[23] Marcaram um dia, pois, com ele, e vieram em maior número encontrá-lo em seu alojamento. Ele lhes fez uma exposição, dando testemunho do Reino de Deus e procurando persuadi-los a respeito de Jesus, tanto pela Lei de Moisés como pelos Profetas. Isto, desde a manhã até a tarde.

[24] Uns se deixaram persuadir pelo que ele dizia; outros, porém, recusavam-se a crer.

[25] Estando assim discordantes entre si, eles se foram, enquanto Paulo dizia uma só palavra: “Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por meio do profeta Isaías, quando disse:

[26] ‘Vai ter com este povo e dize-lhe: em vão escutareis, pois não compreendereis; em vão olhareis, pois não vereis.

[27] O coração deste povo embotou-se: com os ouvidos ouviram mal e seus olhos taparam; para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, e não entendam com o coração, nem se convertam, e eu não os cure!'”

[28] Ficai, pois, cientes: aos gentios é enviada esta salvação de Deus. E eles a ouvirão”.

[29] [Havendo dito isso, saíram dali os judeus, discutindo animosamente entre si.]

[30] Paulo ficou dois anos inteiros na moradia que havia alugado. Recebia todos aqueles que vinham visitá-lo,

[31] proclamando o Reino de Deus e ensinando o que se refere ao Senhor Jesus Cristo com toda a intrepidez e sem impedimento.

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Atos dos Apóstolos 27 https://vcirculi.com/atos-dos-apostolos-27/ Fri, 21 Nov 2025 22:59:25 +0000 https://vcirculi.com/?p=13572 Aviso ao leitor Este livro – Atos dos Apóstolos – é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Novo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo. Trata-se...

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[1] Ao ser decidido o nosso embarque para a Itália, entregaram Paulo e alguns outros presos a um centurião chamado Júlio, da coorte Augusta.

[2] Subimos a bordo de um navio de Adramítio que ia partir para as costas da Ásia, e zarpamos. Estava conosco Aristarco, um macedônio de Tessalônica.

[3] No dia seguinte, aportamos em Sidônia. Tratando Paulo com humanidade, Júlio permitiu-lhe ver os amigos e receber deles assistência.

[4] Partindo dali, navegamos rente à ilha de Chipre, por serem contrários os ventos.

[5] A seguir, tendo atravessado o mar ao longo da Cilícia e da Panfília, desembarcamos em Mira, na Lícia, ao fim de quinze dias.

[6] Ali encontrou o centurião um navio alexandrino de partida para a Itália, e para ele nos transferiu.

[7] Durante vários dias navegamos lentamente, chegando com dificuldade à altura de Cnido. O vento, porém, não nos permitiu aportar. Velejamos rente a Creta, junto ao cabo Salmone

[8] e, costeando-a com dificuldade, chegamos a um lugar chamado Bons Portos, perto do qual está a cidade de Lasaia.

[9] Tendo transcorrido muito tempo, a navegação já se tornava perigosa, também porque já tinha passado o Jejum. Paulo, então, tentou adverti-los:

[10] “Amigos, vejo que a viagem está em vias de consumar-se com muito dano e prejuízo, não só da carga e do navio, mas também de nossas vidas”.

[11] O centurião, porém, deu mais crédito ao piloto e ao armador do que ao que Paulo dizia.

[12] O porto, aliás, não era próprio para se invernar. A maioria, pois, foi de opinião que se devia zarpar dali, para ver se poderiam chegar a Fênix. Este é um porto de Creta, ao abrigo dos ventos sudoeste e noroeste. Ali poderiam passar o inverno.

[13] Tendo soprado brandamente o vento sul, pensaram ter alcançado o que pretendiam: levantaram âncora e puseram-se a costear Creta mais de perto.

[14] Não muito depois, desencadeou-se do lado da ilha um vento em turbilhão, chamado Euroaquilão.

[15] O navio foi arrastado violentamente, incapaz de resistir ao vento: deixamo-nos, então, derivar.

[16] Passando rente a uma ilhota, chamada Cauda, com dificuldade conseguimos recolher o escaler.

[17] Após tê-lo içado, os tripulantes usaram de recursos de emergência, cingindo o navio com cabos. Contudo, temendo encalhar na Sirte, soltaram a âncora flutuante, e assim deixaram-se derivar.

[18] No dia seguinte, como fôssemos furiosamente batidos pela tempestade, começaram a alijar a carga.

[19] No terceiro dia, com as próprias mãos, lançaram ao mar até os apetrechos do navio.

[20] Nem sol nem estrelas haviam aparecido por vários dias, e a tempestade mantinha sua violência não pequena: afinal, dissipava-se toda a esperança de nos salvarmos.

[21] Havia muito tempo não tomávamos alimento. Então Paulo, de pé, no meio deles, assim falou: “Amigos, teria sido melhor ter-me escutado e não sair de Creta, para sermos poupados deste perigo e prejuízo.

[22] Apesar de tudo, porém, exorto-vos a que tenhais ânimo: não haverá perda de vida alguma dentre vós, a não ser a perda do navio.

[23] Pois esta noite apareceu-me um anjo do Deus ao qual pertenço e a quem adoro,

[24] o qual me disse: ‘Não temas, Paulo. Tu deves comparecer perante César, e Deus te concede a vida de todos os que navegam contigo’.

[25] Por isso, reanimai-vos, amigos! Confio em Deus que as coisas ocorrerão segundo me foi dito.

[26] É preciso, porém, que sejamos arremessados a uma ilha”.

[27] Quando chegou a décima quarta noite, continuando nós a ser batidos de um lado para outro no Adriático, pela meia-noite os marinheiros perceberam que se aproximava alguma terra.

[28] Lançaram então a sonda e deu vinte braças; avançando mais um pouco, lançaram novamente a sonda e deu quinze braças.

[29] Receosos de que fôssemos dar em escolhos, soltaram da popa quatro âncoras, anelando por que rompesse o dia.

[30] Entretanto, os marinheiros tentaram fugir do navio: desceram, pois, o escaler ao mar, a pretexto de irem largar as âncoras da proa.

[31] Mas Paulo disse ao centurião e aos soldados: “Se eles não permanecerem a bordo, não podereis salvar-vos!”

[32] Então os soldados cortaram as cordas do escaler e deixaram-no cair.

[33] À espera de que o dia raiasse, Paulo insistia com todos para que tomassem alimento. E dizia: “Hoje é o décimo quarto dia em que, na expectativa, ficais em jejum, sem nada comer.

[34] Por isso, peço que vos alimenteis, pois é necessário para a vossa saúde. Ora, não se perderá um só cabelo da cabeça de nenhum de vós!”

[35] Tendo dito isto, tomou o pão, deu graças a Deus diante de todos, partiu-o e pôs-se a comer.

[36] Então, reanimando-se todos, também eles tomaram alimento.

[37] Éramos no navio, ao todo, duzentas e setenta e seis pessoas.

[38] Tendo-se alimentado fartamente, puseram-se a aliviar o navio, atirando o trigo ao mar.

[39] Quando amanheceu, os tripulantes não reconheceram a terra. Divisando, porém, uma enseada com uma praia, consultaram entre si, a ver se poderiam impelir o navio para lá.

[40] Desprenderam então as âncoras, entregando o navio ao movimento do mar. Ao mesmo tempo soltaram as amarras dos lemes e, içando ao vento a vela da proa, dirigiram o navio para a praia.

[41] Mas, tendo-se embatido num banco, entre duas correntes, o navio encalhou. A proa, encravada, ficou imóvel, enquanto a popa começou a desconjuntar-se pela violência das ondas.

[42] Veio, então, aos soldados o pensamento de matar os prisioneiros, para evitar que algum deles, a nado, escapasse.

[43] Mas o centurião, querendo preservar a Paulo, opôs-se a este desígnio. E mandou, aos que sabiam nadar, que saltassem primeiro e alcançassem terra.

[44] Quanto aos outros, que os seguissem agarrados a pranchas, ou sobre quaisquer destroços do navio. Foi assim que todos chegaram, sãos e salvos, em terra.

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Atos dos Apóstolos 26 https://vcirculi.com/atos-dos-apostolos-26/ Fri, 21 Nov 2025 22:57:49 +0000 https://vcirculi.com/?p=13569 Aviso ao leitor Este livro – Atos dos Apóstolos – é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Novo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo. Trata-se...

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[1] Dirigindo-se a Paulo, disse Agripa: “Tens permissão de falar em teu favor”. Então, estendendo a mão, começou Paulo a sua defesa:

[2] “Considero-me feliz, ó rei Agripa, por poder hoje, diante de ti, defender-me de todas as coisas de que pelos judeus sou acusado.

[3] Tanto mais porque estás ao corrente de todos os costumes e controvérsias dos judeus, razão também pela qual te peço que me escutes com paciência.

[4] O que foi o meu modo de viver, desde a mocidade, como transcorreu desde o início, no meio do meu povo e em Jerusalém, sabem-no todos os judeus.

[5] Eles me conhecem de longa data e podem atestar, se quiserem, que tenho vivido segundo a seita mais severa de nossa religião, como fariseu.

[6] E agora, estou sendo aqui julgado por causa da esperança na promessa feita por Deus aos nossos pais,

[7] à qual esperam chegar as nossas doze tribos, que servem a Deus noite e dia, com toda a diligência. É por causa dessa esperança, ó rei, que pelos judeus sou acusado.

[8] Entretanto, por que se julga incrível, entre vós, que Deus ressuscite os mortos?

[9] Quanto a mim, parecia-me necessário fazer muitas coisas contra o nome de Jesus, o Nazareu.

[10] Foi o que fiz em Jerusalém: a muitos dentre os santos eu mesmo encerrei nas prisões, recebida a autorização dos chefes dos sacerdotes; e, quando eram mortos, eu contribuía com o meu voto.

[11] Muitas vezes, percorrendo todas as sinagogas, por meio de torturas quis forçá-los a blasfemar; e, no excesso do meu furor, cheguei a persegui-los até em cidades estrangeiras.

[12] Com este intuito encaminhei-me a Damasco, com a autoridade e a permissão dos chefes dos sacerdotes.

[13] No caminho, pelo meio-dia, eu vi, ó rei, vinda do céu e mais brilhante que o sol, uma luz que me circundou a mim e aos que me acompanhavam.

[14] Caímos todos por terra, e ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: ‘Saul, Saul, por que me persegues? É duro para ti recalcitrar contra o aguilhão.’

[15] Perguntei: ‘Quem és, Senhor?’ E o Senhor respondeu: ‘Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo.

[16] Mas levanta-te e fica firme em pé, porque este é o motivo por que te apareci: para constituir-te servo e testemunha da visão na qual me viste e daquelas nas quais ainda te aparecerei.

[17] Eu te livrarei do povo e das nações gentias, às quais te envio

[18] para lhes abrires os olhos e assim se converterem das trevas à luz, e da autoridade de Satanás para Deus. De tal modo receberão, pela fé em mim, a remissão dos pecados e a herança entre os santificados’.

[19] Quanto a mim, rei Agripa, não me mostrei rebelde à visão celeste.

[20] Ao contrário, primeiro aos habitantes de Damasco, aos de Jerusalém e em toda a região da Judéia, e depois aos gentios, anunciei o arrependimento e a conversão a Deus, com a prática de obras dignas desse arrependimento.

[21] É por causa disso que os judeus, tendo-se apoderado de mim no Templo, tentaram matar-me.

[22] Tendo alcançado, porém, o auxílio que vem de Deus, até o presente dia continuo a dar o meu testemunho diante de pequenos e de grandes, nada mais dizendo senão o que os Profetas e Moisés disseram que havia de acontecer:

[23] que o Cristo devia sofrer e que, sendo o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios”.

[24] Dizendo ele estas coisas em sua defesa, Festo o interrompeu em alta voz: “Estás louco, Paulo: teu enorme saber te levou à loucura”.

[25] Paulo, porém, retrucou: “Não estou louco, excelentíssimo Festo, mas são palavras de verdade e de bom senso que profiro.

[26] Pois destas coisas tem conhecimento o rei, ao qual me dirijo com toda a audácia, persuadido de que nada disto lhe é estranho. Aliás, não foi num recanto remoto que isto aconteceu.

[27] Crês nos profetas, rei Agripa? Eu sei que tu crês”.

[28] Agripa então retorquiu a Paulo: “Ainda um pouco e, por teus raciocínios, fazes de mim um cristão!”

[29] E Paulo: “Eu pediria a Deus que, por pouco ou por muito, não só tu, mas todos os que me escutam hoje vos tornásseis tais como eu sou, com exceção destas correntes!”

[30] Levantou-se o rei, assim como o governador, Berenice e os que estavam sentados com eles.

[31] Ao se retirarem, falavam entre si: “Um homem como este nada pode ter feito que mereça a morte ou a prisão”.

[32] E Agripa concluiu, dizendo a Festo: “Este homem bem poderia ser solto, se não tivesse apelado para César”.

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Atos dos Apóstolos 25 https://vcirculi.com/atos-dos-apostolos-25/ Fri, 21 Nov 2025 22:55:52 +0000 https://vcirculi.com/?p=13566 Aviso ao leitor Este livro – Atos dos Apóstolos – é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Novo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo. Trata-se...

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[1] Três dias depois de sua chegada à província, Festo subiu de Cesaréia a Jerusalém.

[2] Logo os chefes dos sacerdotes e os mais notáveis dentre os judeus fizeram-lhe representação contra Paulo. E ao mesmo tempo solicitaram-lhe,

[3] pedindo como especial favor, mas em detrimento de Paulo, que o transferisse para Jerusalém: é que preparavam uma emboscada para matarem-no durante o trajeto.

[4] Mas Festo respondeu que Paulo encontrava-se preso em Cesaréia, e que ele mesmo partiria muito em breve para lá.

[5] E completou: “Aqueles dentre vós que detêm o poder desçam comigo. E se há algo de irregular nesse homem, apresentem acusação contra ele”.

[6] Tendo, pois, passado entre eles não mais de oito ou dez dias, desceu a Cesaréia. No dia seguinte, sentando-se no tribunal, mandou trazer Paulo.

[7] Quando este compareceu, os judeus que haviam descido de Jerusalém o rodearam, aduzindo muitas e graves acusações, as quais, porém, não podiam provar.

[8] Paulo, defendendo-se, dizia: “Não cometi falta alguma contra a Lei dos judeus, nem contra o Templo, nem contra César”.

[9] Então Festo, querendo agradar aos judeus, dirigiu-se a Paulo: “Queres subir a Jerusalém, para lá, em minha presença, seres julgado a respeito destas coisas?”

[10] Paulo, porém, replicou: “Estou perante o tribunal de César, e é aqui que devo ser julgado. Nenhum crime pratiquei contra os judeus, como tu perfeitamente reconheces.

[11] Mas, se de fato cometi injustiça, ou pratiquei algo que mereça a morte, não recuso morrer. Se, ao contrário, não há nada daquilo de que me acusam, ninguém pode entregar-me a eles. Apelo para César!”

[12] Então Festo, depois de ter conferenciado com o seu conselho, respondeu: “Para César apelaste, a César irás!”

[13] Passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesaréia e foram saudar Festo.

[14] Como se demorassem ali por mais tempo, Festo expôs ao rei o caso de Paulo: “Há um homem aqui, disse ele, a quem Félix deixou detido.

[15] Estando eu em Jerusalém, os chefes dos sacerdotes e anciãos dos judeus representaram contra ele, pedindo a sua condenação.

[16] Respondi-lhes, porém, que não é costume dos romanos entregar um homem antes que ele, quando acusado, possa confrontar seus acusadores e tenha meios de defender-se da acusação.

[17] Vindo eles junto comigo para cá, já no dia seguinte sentei-me no tribunal, sem dilação alguma, e mandei trazer o homem.

[18] Comparecendo perante ele, seus acusadores não aduziram nenhuma acusação de crimes de que eu pudesse suspeitar.

[19] Tinham somente certas questões sobre sua própria religião e a respeito de um certo Jesus, já morto, e que Paulo afirmava estar vivo.

[20] Estando eu perplexo quanto à investigação dessas coisas, perguntei-lhe se preferia ir a Jerusalém, para lá ser julgado.

[21] Mas Paulo interpôs apelação, para que sua causa fosse reservada ao juízo de Augusto. Ordenei, pois, que ficasse detido, até que eu possa enviá-lo a César”.

[22] Disse então Agripa a Festo: “Eu também quisera ouvir este homem”. E Festo: “Amanhã o ouvirás”.

[23] De fato, no dia seguinte, Agripa e Berenice vieram com grande pompa e foram à sala de audiências, junto com os tribunos e as personalidades importantes da cidade. A uma ordem de Festo, trouxeram Paulo.

[24] Festo disse então: “Rei Agripa, e vós todos conosco aqui presentes, estais vendo este homem, por causa do qual toda a comunidade dos judeus recorreu a mim tanto em Jerusalém como aqui, clamando que ele não deve continuar a viver.

[25] Eu, porém, averiguei que nada fez que mereça a morte. Contudo, como ele mesmo apelou para Augusto, decidi enviá-lo.

[26] Acontece que nada tenho de concreto, sobre ele, para escrever ao Soberano. Por isso, faço-o comparecer diante de vós, sobretudo diante de ti, rei Agripa, a fim de que, feita a argüição, eu tenha o que escrever.

[27] Pois me parece irrazoável enviar um detido sem também indicar as acusações movidas contra ele”.

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Atos dos Apóstolos 24 https://vcirculi.com/atos-dos-apostolos-24/ Fri, 21 Nov 2025 22:53:44 +0000 https://vcirculi.com/?p=13563 Aviso ao leitor Este livro – Atos dos Apóstolos – é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Novo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo. Trata-se...

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[1] Cinco dias depois, desceu o sumo sacerdote Ananias com alguns anciãos e um advogado, certo Tertulo, os quais, diante do governador, representaram contra Paulo.

[2] Tendo sido este chamado, Tertulo iniciou a acusação nestes termos: “Gozando de paz profunda por teu intermédio, e tendo-se processado melhorias para este povo por tua providência,

[3] tudo isto reconhecemos, ó excelentíssimo Félix, sempre e em toda parte, com toda a gratidão.

[4] Mas, para que eu não te detenha por muito tempo, peço-te nos escutes por um instante, com a tua reconhecida benevolência.

[5] Verificamos que este homem é uma peste: ele suscita conflitos entre todos os judeus do mundo inteiro, e é um dos da linha-de-frente da seita dos nazareus.

[6] Tentou mesmo profanar o Templo, e por isso o detivemos.

[7] [Quisemos julgá-lo segundo a nossa Lei, mas, sobrevindo o tribuno Lísias, no-lo tirou das mãos com grande violência, ordenando que os seus acusadores comparecessem diante de ti.]

[8] É de sua boca que poderás, tu mesmo, interrogando-o, certificar-te de todas as coisas de que nós o estamos acusando”.

[9] Apoiavam-no também os judeus, sustentando que as coisas eram mesmo assim.

[10] Então, tendo o governador feito sinal para que falasse, Paulo respondeu: “Ciente de que há muitos anos és o juiz desta nação, de bom ânimo passo a defender a minha causa.

[11] Tu podes assegurar-te do seguinte: não há mais de doze dias que subi a Jerusalém em peregrinação.

[12] Ora, nem no Templo, nem nas sinagogas, nem pela cidade, viu-me alguém discutindo com outrem ou provocando motins entre a multidão.

[13] Eles não podem provar-te aquilo de que agora me acusam.

[14] Isto, porém, confesso-te: é segundo o Caminho, a que chamam de seita, que eu sirvo ao Deus de meus pais, crendo em tudo o que está conforme a Lei e se encontra escrito nos Profetas.

[15] E tenho em Deus a esperança, que também eles acalentam, de que há de acontecer a ressurreição, tanto de justos como de injustos.

[16] Eis porque também eu me esforço por manter uma consciência irrepreensível constantemente, diante de Deus e diante dos homens.

[17] Depois de muitos anos, vim trazer esmolas para o meu povo e também apresentar ofertas.

[18] Foi ao fazê-las que me encontraram no Templo, já purificado, sem ajuntamento e sem tumulto.

[19] Alguns judeus da Ásia, porém… são eles que deveriam apresentar-se a ti e acusar-me, caso tivessem algo contra mim.

[20] Ou digam estes, que aqui estão, se encontraram algum delito em mim ao comparecer eu perante o Sinédrio.

[21] A não ser que se trate desta única palavra que bradei, de pé, no meio deles: ‘É por causa da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado, hoje, diante de vós!'”.

[22] Félix, que era muito bem informado no que concerne ao Caminho, reenviou-os para outra audiência, dizendo: “Quando o tribuno Lísias descer, julgarei a vossa questão”.

[23] E ordenou ao centurião que o mantivesse detido, mas lhe desse bom tratamento, e a nenhum dos seus impedisse de prestar-lhe assistência.

[24] Alguns dias depois, veio Félix com sua mulher Drusila, que era judia. Mandou chamar Paulo e ouviu-o falar sobre a fé em Cristo Jesus.

[25] Mas, como Paulo se pusesse a discorrer sobre a justiça, a continência e o julgamento futuro, Félix ficou amedrontado e interrompeu: “Por agora, retira-te. Quando tiver mais tempo, mandarei chamar-te”.

[26] Ele esperava, além disso, que Paulo lhe desse dinheiro; por isso, mandava chamá-lo frequentemente e conversava com ele.

[27] Passados dois anos, Félix teve como sucessor Pórcio Festo. Entretanto, querendo agradar aos judeus, Félix mantivera Paulo encarcerado.

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Atos dos Apóstolos 23 https://vcirculi.com/atos-dos-apostolos-23/ Fri, 21 Nov 2025 22:51:55 +0000 https://vcirculi.com/?p=13560 Aviso ao leitor Este livro – Atos dos Apóstolos – é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Novo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo. Trata-se...

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[1] Fixando os olhos no Sinédrio, Paulo assim falou: “Irmãos, é inteiramente em boa consciência que eu me tenho conduzido perante Deus, até o dia de hoje”.

[2] Foi quando o sumo sacerdote Ananias mandou a seus assistentes que lhe batessem na boca.

[3] Então lhe disse Paulo: “Deus vai ferir-te a ti, parede caiada! Tu te sentas para julgar-me segundo a Lei, e violando a Lei ordenas que me batam?”

[4] Os que estavam a seu lado observaram-lhe: “Tu insultas o sumo sacerdote de Deus?”

[5] Paulo respondeu: “Não sabia, irmãos, que este é o sumo sacerdote. Pois está escrito: Não amaldiçoarás o chefe do teu povo”.

[6] A seguir, tendo conhecimento de que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram fariseus, exclamou no Sinédrio: “Irmãos, eu sou fariseu, e filho de fariseus. É por nossa esperança, a ressurreição dos mortos, que estou sendo julgado”.

[7] Apenas disse isto, formou-se um conflito entre fariseus e saduceus, e a assembléia se dividiu.

[8] Pois os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo nem espírito, enquanto os fariseus sustentam uma e outra coisa.

[9] Levantou-se um vozerio enorme. Então, alguns escribas do partido dos fariseus puseram-se a protestar, dizendo: “Nenhum mal encontramos neste homem. E se lhe tivesse falado um espírito ou um anjo?”

[10] Crescia em proporções o conflito. Receando o tribuno que Paulo viesse a ser estraçalhado por eles, ordenou que o destacamento descesse e o subtraísse ao meio deles, reconduzindo-o à fortaleza.

[11] Na noite seguinte, aproximou-se dele o Senhor e lhe disse: “Tem confiança! Assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que testemunhes também em Roma!”

[12] Quando se fez dia, os judeus se reuniram e se comprometeram, sob anátema, a não comer nem beber enquanto não matassem Paulo.

[13] Eram mais de quarenta os que fizeram esta conjuração.

[14] Foram então procurar os chefes dos sacerdotes e os anciãos e lhes disseram: “Acabamos de jurar solenemente, sob anátema, que não tomaremos alimento algum enquanto não matarmos Paulo.

[15] Agora, pois, vós com o Sinédrio, notificai ao tribuno que ele vo-lo traga, sob pretexto de quererdes examinar com mais exatidão a sua causa. Quanto a nós, estaremos prontos para matá-lo antes que chegue aqui.

[16] Mas o filho da irmã de Paulo, tendo sabido da trama, foi à fortaleza, entrou e preveniu a Paulo.

[17] Então este, chamando um dos centuriões, disse-lhe: “Leva o rapaz ao tribuno, porque tem algo a lhe comunicar”.

[18] O centurião o conduziu, pois, ao tribuno, e disse a este: “O prisioneiro Paulo chamou-me e pediu que te trouxesse este jovem, o qual tem algo a te dizer”.

[19] Tomando-o pela mão, o tribuno o levou à parte e perguntou-lhe: “Que é que tens a comunicar-me?”

[20] Ele respondeu: “Os judeus combinaram pedir-te que amanhã faças descer Paulo ao Sinédrio, a pretexto de mais acuradamente examinarem a sua causa.

[21] Tu, porém, não lhes dês crédito. Mais de quarenta dentre eles estão de emboscada contra ele, depois de terem jurado, sob anátema, não comer nem beber enquanto não o matarem. E agora estão de prontidão, apenas esperando a tua anuência”.

[22] O tribuno despediu então o rapaz, tendo antes recomendado: “Não digas a ninguém que me trouxeste estas informações”.

[23] Chamou, depois, dois dos centuriões e ordenou-lhes: “Tende de prontidão, desde a terceira hora da noite, duzentos soldados, setenta cavaleiros e duzentos lanceiros, para irem até Cesaréia.

[24] E também montarias, para que Paulo possa viajar e ser conduzido são e salvo ao governador Félix”.

[25] E escreveu uma carta do seguinte teor:

[26] “Cláudio Lísias, ao excelentíssimo governador Félix, saudações!

[27] Este homem, caído em poder dos judeus, estava prestes a ser morto por eles, quando acorri com a tropa e lho arranquei das mãos, ao saber que era cidadão romano.

[28] Querendo averiguar o motivo por que o acusavam, fi-lo conduzir ao Sinédrio deles.

[29] Verifiquei que era incriminado por questões referentes à Lei que os rege, nenhum crime havendo que justificasse morte ou prisão.

[30] Tendo-me sido denunciada uma emboscada contra a sua vida, tratei de enviá-lo prontamente a ti, comunicando, porém, a seus acusadores que exponham diante de ti o que haja contra ele”.

[31] Os soldados, conforme lhes fora ordenado, tomaram Paulo e o conduziram de noite até Antipátrida.

[32] No dia seguinte, deixando os cavaleiros seguirem viagem com ele, voltaram para a fortaleza.

[33] Chegando a Cesaréia, os cavaleiros entregaram a carta ao governador e apresentaram-lhe Paulo.

[34] Lida a carta, o governador quis saber da sua província de origem. Informado que era da Cilícia,

[35] disse-lhe: “Ouvir-te-ei quando também teus acusadores tiverem chegado”. E mandou que ficasse detido no pretório de Herodes.

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Atos dos Apóstolos 22 https://vcirculi.com/atos-dos-apostolos-22/ Fri, 21 Nov 2025 22:49:58 +0000 https://vcirculi.com/?p=13557 Aviso ao leitor Este livro – Atos dos Apóstolos – é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Novo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo. Trata-se...

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[1] “Irmãos e pais, escutai a minha defesa, que tenho agora a vos apresentar.”

[2] Tendo ouvido que lhes dirigia a palavra em língua hebraica, fizeram mais silêncio ainda. Ele prosseguiu:

[3] “Eu sou judeu. Nasci em Tarso, da Cilícia, mas criei-me nesta cidade, educado aos pés de Gamaliel na observância exata da Lei de nossos pais, cheio de zelo por Deus, como vós todos no dia de hoje.”

[4] “Persegui de morte este Caminho, prendendo e lançando à prisão homens e mulheres,”

[5] “como o podem testemunhar o sumo sacerdote e todos os anciãos. Deles cheguei a receber cartas de recomendação para os irmãos em Damasco e para lá me dirigi, a fim de trazer algemados para Jerusalém os que lá estivessem, para serem aqui punidos.”

[6] “Ora, aconteceu que, estando eu a caminho e aproximando-me de Damasco, de repente, por volta do meio-dia, uma grande luz vinda do céu brilhou ao redor de mim.”

[7] “Caí ao chão e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saul, Saul, por que me persegues?'”

[8] “Respondi: ‘Quem és, Senhor?’ Ele me disse: ‘Eu sou Jesus, o Nazareu, a quem tu estás perseguindo’.”

[9] “Os que estavam comigo viram a luz, mas não escutaram a voz de quem falava comigo.”

[10] “Eu prossegui: ‘Que farei, Senhor?’ E o Senhor me disse: ‘Levanta-te e entra em Damasco: lá te dirão tudo o que te é ordenado fazer’.”

[11] “Como eu não enxergasse mais por causa do fulgor daquela luz, cheguei a Damasco levado pela mão dos que estavam comigo.”

[12] “Certo Ananias, homem piedoso segundo a Lei, de quem davam bom testemunho todos os judeus da cidade,”

[13] “veio ter comigo. De pé, diante de mim, disse-me: ‘Saul, meu irmão, recobra a vista’. E eu, na mesma hora, pude vê-lo.”

[14] “Ele disse então: ‘O Deus de nossos pais te predestinou para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a voz saída de sua boca.'”

[15] “Pois tu hás de ser sua testemunha, diante de todos os homens, do que viste e ouviste.”

[16] “E agora, que estás esperando? Recebe o batismo e lava-te dos teus pecados, invocando o seu nome!'”

[17] “Depois, tendo eu voltado a Jerusalém, e orando no Templo, sucedeu-me entrar em êxtase.”

[18] “E vi o Senhor, que me dizia: ‘Apressa-te, sai logo de Jerusalém, porque não acolherão o teu testemunho a meu respeito’.”

[19] “Retruquei então: ‘Mas, Senhor, eles sabem que era eu quem andava prendendo e vergastando, de sinagoga em sinagoga, os que criam em ti.'”

[20] “E quando derramavam o sangue de Estêvão, tua testemunha, eu próprio estava presente, apoiando aqueles que o matavam, e mesmo guardando suas vestes’.”

[21] “Ele, contudo, me disse: ‘Vai, porque é para os gentios, para longe, que eu quero enviar-te’.”

[22] Escutaram-no até este ponto. A estas palavras, porém, começaram a gritar: “Tira da terra este indivíduo! Ele não merece viver!”

[23] E vociferavam, arremessavam os mantos e atiravam poeira aos ares.

[24] O tribuno mandou então recolhê-lo à fortaleza, ordenando também que o interrogassem sob os açoites, a fim de averiguar o motivo por que gritavam tanto contra ele.

[25] Depois de o amarrarem com as correias, Paulo observou ao centurião presente: “Ser-vos-á lícito açoitar um cidadão romano, ainda mais sem ter sido condenado?”

[26] A estas palavras, o centurião foi ter com o tribuno para preveni-lo: “Que vais fazer? Este homem é cidadão romano!”

[27] Vindo então o tribuno, perguntou a Paulo: “Dize-me: tu és cidadão romano?” “Sim”, respondeu ele.

[28] O tribuno retomou: “Precisei de um vultoso capital para adquirir esta cidadania”. “Pois eu, disse Paulo, a tenho de nascença.”

[29] Imediatamente se afastaram dele os que iam torturá-lo. O próprio tribuno teve receio, ao reconhecer que era um cidadão romano, e que mesmo assim o havia acorrentado.

[30] No dia seguinte, querendo saber com segurança por que motivo estava ele sendo acusado pelos judeus, o tribuno soltou-o e ordenou que se reunissem os chefes dos sacerdotes e todo o sinédrio. Fez então descer Paulo e apresentou-o perante eles.

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Atos dos Apóstolos 21 https://vcirculi.com/atos-dos-apostolos-21/ Fri, 21 Nov 2025 22:48:06 +0000 https://vcirculi.com/?p=13554 Aviso ao leitor Este livro – Atos dos Apóstolos – é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Novo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo. Trata-se...

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[1] Então, tendo-nos como que arrancado de seus braços, embarcamos e navegamos em linha reta à ilha de Cós. No dia seguinte chegamos a Rodes e, de lá, a Pátara.

[2] Encontrando aí um navio que fazia a travessia para a Fenícia, embarcamos e nos fizemos ao mar.

[3] Chegando à vista de Chipre, deixamo-la à esquerda e continuamos a vogar rumo à Síria, aportando em Tiro: aí devia o navio descarregar.

[4] Encontrando os discípulos, ficamos lá sete dias. Movidos pelo Espírito, eles diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém.

[5] Completados os dias da nossa permanência, pusemo-nos a caminho para partir. Todos quiseram acompanhar-nos, com suas mulheres e crianças, até fora da cidade. Na praia pusemo-nos de joelhos, para orar.

[6] Depois, despedimo-nos mutuamente e embarcamos. Eles voltaram para suas casas.

[7] Quanto a nós, concluindo nossa viagem, de Tiro chegamos a Ptolemaida. Ali, tendo saudado os irmãos, ficamos um dia com eles.

[8] Partindo no dia seguinte, dirigimo-nos a Cesaréia. Lá dirigimo-nos à casa de Filipe, o Evangelista, que era um dos Sete, com quem nos hospedamos.

[9] Ele tinha quatro filhas virgens, que profetizavam.

[10] Enquanto passávamos aí vários dias, desceu da Judéia um profeta, chamado Ágabo.

[11] Vindo ter conosco, ele tomou o cinto de Paulo e, amarrando-se de pés e mãos, declarou: “Isto diz o Espírito Santo: O homem a quem pertence este cinto, assim o prenderão em Jerusalém os judeus, e o entregarão às mãos dos gentios”.

[12] Ao ouvirmos essas palavras, nós e os do lugar começamos a suplicar a Paulo que não subisse a Jerusalém.

[13] Mas ele respondeu: “Que estais fazendo, chorando e afligindo o meu coração? Pois estou pronto, não somente a ser preso, mas até a morrer em Jerusalém, pelo nome do Senhor Jesus”.

[14] Como não se deixasse persuadir, aquietamo-nos, dizendo: “Seja feita a vontade do Senhor!”

[15] Depois desses dias, tendo-nos preparado, começamos a subir a Jerusalém.

[16] Acompanharam-nos alguns dos discípulos de Cesaréia, e nos levaram à casa de certo Mnason, de Chipre, antigo discípulo, com quem nos deveríamos hospedar.

[17] Ao chegarmos a Jerusalém, receberam-nos os irmãos com alegria.

[18] No dia seguinte, Paulo foi conosco à casa de Tiago, onde todos os anciãos se reuniram.

[19] Depois de havê-los saudado, começou a expor minuciosamente o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério.

[20] Eles, ouvindo-o, glorificavam a Deus. Mas depois disseram-lhe: “Tu vês, irmão, quantos milhares de judeus há que abraçaram a fé, e todos são zeladores da Lei!

[21] Ora, foram informados, a teu respeito, que ensinas todos os judeus, que vivem no meio dos gentios, a apostatarem de Moisés, dizendo-lhes que não circuncidem mais seus filhos nem continuem a seguir suas tradições.

[22] Que fazer? Certamente há de aglomerar-se a multidão, ao saberem que chegaste.

[23] Faze, pois, o que te vamos dizer. Estão aqui quatro homens que têm a sua promessa a cumprir.

[24] Leva-os contigo, purifica-te com eles, e encarrega-te das despesas para que possam mandar raspar a cabeça. Assim todos saberão que nada existe do que se propala a teu respeito, mas que andas firme, tu também observante da Lei.

[25] Quanto aos gentios que abraçaram a fé, já lhes escrevemos sobre nossas decisões: que se abstenham das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das uniões ilegítimas.

[26] Paulo, então, levou os homens consigo. No dia seguinte purificou-se com eles e entrou no Templo, comunicando o prazo em que, terminados os dias da purificação, devia ser oferecido o sacrifício na intenção de cada um deles.

[27] Os sete dias estavam chegando ao fim, quando os judeus da Ásia, tendo-o percebido no Templo, amotinaram toda a multidão e o agarraram,

[28] gritando: “Homens de Israel, socorro! Este é o indivíduo que ensina a todos e por toda parte contra o nosso povo, a Lei e este Lugar! Além disso, trouxe gregos para dentro do Templo, assim profanando este santo Lugar”.

[29] De fato, haviam visto antes a Trófimo, o efésio, com ele na cidade, e julgavam que Paulo o houvesse introduzido no Templo.

[30] A cidade toda agitou-se e houve aglomeração do povo. Apoderaram-se de Paulo e arrastaram-no para fora do Templo, fechando-se imediatamente as portas.

[31] Já procuravam matá-lo, quando chegou ao tribuno da coorte a notícia: “Toda Jerusalém está amotinada!”

[32] Ele imediatamente destacou soldados e centuriões e arremeteu contra os manifestantes. Estes, à vista do tribuno e dos soldados, cessaram de bater em Paulo.

[33] Aproximou-se então o tribuno, deteve-o e mandou que o prendessem com duas correntes; depois perguntou quem era e o que havia feito.

[34] Uns gritavam uma coisa, outros outra, na multidão. Não podendo, pois, obter uma informação segura, por causa do tumulto, ordenou que o conduzissem para a fortaleza.

[35] Quando chegou aos degraus, Paulo teve de ser carregado pelos soldados, por causa da violência da multidão.

[36] Pois a massa do povo o seguia, gritando: “À morte com ele!”

[37] Estando para ser recolhido à fortaleza, disse Paulo ao tribuno: “É-me permitido dizer-te uma palavra?” Replicou o tribuno: “Sabes o grego?

[38] Não és tu, acaso, o egípcio que, dias atrás, sublevou e arrastou ao deserto quatro mil bandidos?”

[39] Respondeu-lhe Paulo: “Eu sou judeu, de Tarso, da Cilícia, cidadão de uma cidade insigne. Agora, porém, peço-te: permite-me falar ao povo”.

[40] Dando-lhe ele a permissão, Paulo, de pé sobre os degraus, fez sinal com a mão ao povo. Fazendo-se grande silêncio, dirigiu-lhes a palavra em língua hebraica.

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Atos dos Apóstolos 20 https://vcirculi.com/atos-dos-apostolos-20/ Fri, 21 Nov 2025 22:46:11 +0000 https://vcirculi.com/?p=13551 Aviso ao leitor Este livro – Atos dos Apóstolos – é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Novo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo. Trata-se...

O post Atos dos Apóstolos 20 apareceu primeiro em VCirculi.

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[1] Depois que cessou o tumulto, Paulo convocou os discípulos, exortou-os e despediu-se, partindo em direção à Macedônia.

[2] Atravessando aquelas regiões, proferiu muitas palavras de exortação, e assim chegou à Grécia.

[3] Tendo aí passado três meses, houve uma conspiração dos judeus contra ele, pouco antes do seu embarque para a Síria. Tomou então a decisão de voltar pela Macedônia.

[4] Foram seus companheiros de viagem: Sópatro, filho de Pirro, de Beréia; Aristarco e Segundo, de Tessalônica; Gaio, de Doberes, e Timóteo; e ainda Tíquico e Trófimo, da Ásia.

[5] Estes seguiram à frente, e nos aguardaram em Trôade.

[6] Quanto a nós, deixamos Filipos por mar após os dias dos Pães sem fermento. Cinco dias depois, fomos encontrá-los em Trôade, onde permanecemos uma semana.

[7] No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para a fração do pão, Paulo entretinha-se com eles. Estando para partir no dia seguinte, prolongou suas palavras até a meia-noite.

[8] Havia muitas lamparinas na sala superior, onde estávamos reunidos.

[9] Um adolescente, chamado Eutico, que estava sentado no peitoril da janela, adormeceu profundamente enquanto Paulo alongava a sua exposição. Vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo. Quando foram levantá-lo, estava morto.

[10] Paulo desceu, debruçou-se sobre ele, tomou-o nos braços e disse: “Não vos perturbeis: a sua alma está nele!”

[11] Depois subiu novamente, partiu o pão e comeu; e discorreu por muito tempo ainda, até o amanhecer. Então partiu.

[12] Quanto ao rapaz, reconduziram-no vivo, o que os reconfortou sem medida.

[13] Nós, porém, seguindo à frente, embarcamos num navio rumo a Assos, onde devíamos recolher Paulo. Assim havia ele determinado, devendo ele mesmo vir por terra.

[14] Quando nos alcançou em Assos, recolhemo-lo a bordo e prosseguimos para Mitilene.

[15] De lá zarpando no dia seguinte, chegamos à frente de Quio. Um dia depois, aportamos em Samos. Ainda um dia e, depois de nos termos detido em Trogílio, chegamos a Mileto.

[16] Efetivamente, Paulo decidira passar ao largo de Éfeso, para não lhe acontecer de prolongar demais sua estada na Ásia. Ele estava apressando-se a fim de passar o dia de Pentecostes em Jerusalém, se lhe fosse possível.

[17] De Mileto, mandou emissários a Éfeso para chamarem os anciãos daquela igreja.

[18] Quando chegaram, assim lhes falou: “Vós bem sabeis como procedi para convosco todo o tempo, desde o primeiro dia em que cheguei à Ásia.

[19] Eu servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas, e no meio das provações que me sobrevieram pelas ciladas dos judeus.

[20] E nada do que vos pudesse ser útil eu negligenciei de anunciar-vos e ensinar-vos, em público e pelas casas,

[21] conjurando judeus e gregos ao arrependimento diante de Deus e à fé em Jesus, nosso Senhor.

[22] Agora, acorrentado pelo Espírito, dirijo-me a Jerusalém, sem saber o que lá me sucederá.

[23] Senão que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte dizendo que me aguardam cadeias e tribulações.

[24] Mas de forma alguma considero minha vida preciosa a mim mesmo, contanto que leve a bom termo a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus: dar testemunho do Evangelho da graça de Deus.

[25] Agora, porém, estou certo de que não mais vereis minha face, vós todos entre os quais passei proclamando o Reino.

[26] Eis porque eu o atesto, hoje, diante de vós: estou puro do sangue de todos,

[27] pois não me esquivei de vos anunciar todo o desígnio de Deus para vós.

[28] Estai atentos a vós mesmos e a todo o rebanho: nele o Espírito Santo vos constituiu guardiães, para apascentardes a Igreja de Deus, que ele adquiriu para si pelo sangue do seu próprio Filho.

[29] Bem sei que, depois de minha partida, introduzir-se-ão entre vós lobos vorazes que não pouparão o rebanho.

[30] Mesmo do meio de vós surgirão alguns falando coisas pervertidas, para arrastarem atrás de si os discípulos.

[31] Vigiai, portanto, lembrados de que, durante três anos, dia e noite, não cessei de exortar com lágrimas a cada um de vós.

[32] Agora, pois, recomendo-vos a Deus e à palavra de sua graça, que tem o poder de edificar e de vos dar a herança entre todos os santificados.

[33] De resto, não cobicei prata, ouro, ou vestes de ninguém.

[34] Vós mesmos sabeis que, às minhas precisões e às de meus companheiros, proveram estas mãos.

[35] Em tudo vos mostrei que é afadigando-nos assim que devemos ajudar os fracos, tendo presentes as palavras do Senhor Jesus, que disse: ‘Há mais felicidade em dar que em receber’”.

[36] Após estas palavras, ajoelhou-se, e orou com todos eles.

[37] Todos, então, prorromperam num choro convulsivo. E, lançando-se ao pescoço de Paulo, beijavam-no,

[38] veementemente aflitos, sobretudo pela palavra que dissera: que não mais haveriam de ver a sua face. E acompanharam-no até ao navio.

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