[1] Caríssimos, vigiai para que seus numerosos benefícios não se tornem condenação para nós, caso não vivamos de maneira digna dele, realizando na concórdia o que é bom e agradável aos seus olhos. Com efeito, em algum lugar se diz: “O espírito do Senhor é lâmpada que perscruta as profundezas das entranhas.”
[2] Consideremos que ele está próximo e que nada lhe escapa de nossos pensamentos e de nossas decisões interiores.
[3] É justo, portanto, que não abandonemos nosso lugar contra a vontade dele.
[4] É melhor estar em conflito com homens ignorantes, faltos de bom senso, soberbos e jactanciosos em seus arrogantes discursos, do que estar em conflito com Deus.
[5] Veneremos o Senhor Jesus Cristo, cujo sangue foi dado em nosso favor; respeitemos aqueles que nos guiam; honremos os anciãos; instruamos os jovens, ensinando-lhes o temor de Deus; dirijamos nossas mulheres no reto caminho do bem.
[6] Que elas mostrem em si mesmas o amável hábito da castidade; que provem com doçura sua resolução sincera; que manifestem a moderação de sua língua, por meio de seu silêncio; que exerçam a caridade, não com parcialidade, mas na santidade e na equidade em relação a todos aqueles que temem a Deus.
[7] Que nossos filhos participem da educação em Cristo; aprendam qual é o poder da humildade junto de Deus; qual o poder do amor casto junto dele; como o temor de Deus é belo, como é grande e como salva aqueles que vivem santamente nele, de coração puro.
[8] Com efeito, ele perscruta nossos pensamentos e intenções. Seu sopro está em nós e, quando quiser, ele o retomará.

