[1] Os ignorantes, os insensatos, os loucos e os grosseiros caçoam e zombam de nós, querendo se exaltar com seus próprios pensamentos.
[2] De fato, o que pode fazer o mortal? Qual é a força de quem nasce da terra?
[3] Com efeito, está escrito: “Não havia nenhuma forma diante dos meus olhos, mas eu ouvia um sopro e uma voz.
[4] O que seria? Um mortal poderá ser puro diante do Senhor? O homem poderá ser irrepreensível nas suas obras, quando Deus não confia sequer em seus servos e descobre erros até em seus anjos?
[5] Nem mesmo o céu é puro diante dele. O que será, então, dos que moram em casas de argila, entre os quais estamos nós, formados da mesma argila? Ele os esmagou como se esmaga um verme; entre o amanhecer e a tarde, eles não existem mais: pereceram, não podendo encontrar auxílio em si próprios.
[6] Ele soprou sobre eles, e morreram, porque não tinham sabedoria.
[7] Agora, invoca, para ver se alguém te escuta. Verás talvez um dos santos anjos. A ira arruína o insensato e a inveja mata o transviado.
[8] Vi insensatos lançarem raízes, mas logo a sua vida foi devorada.
[9] Que seus filhos fiquem longe da salvação; sejam desprezados junto às portas dos mais pobres, e não haja ninguém para libertá-los. Os justos comerão o que estava preparado para esses tais, que não serão libertados de seus males.”

