[1] Portanto, supliquemos também nós pelos que se encontram em alguma falha, a fim de que lhes sejam concedidas moderação e humildade, e para que cedam, não a nós, e sim à vontade de Deus. Então, quando nos lembrarmos deles com espírito de misericórdia diante de Deus e dos santos, nossa oração produzirá frutos e será perfeita.
[2] Caríssimos, aceitemos a correção, contra a qual ninguém deverá indignar-se. A advertência que fazemos mutuamente é boa e extremamente útil, pois ela nos une à vontade de Deus.
[3] Com efeito, assim se exprime a palavra santa: “O Senhor me corrigiu e tornou a corrigir, para não me entregar à morte.”
[4] “O Senhor corrige os que ama, e castiga todo filho que lhe é aceito.”
[5] Disse também: “Que o justo me corrija com misericórdia e me acuse, mas que o óleo dos pecadores não unja minha cabeça.”
[6] E diz mais: “Feliz o homem a quem o Senhor não acusa; ele não recusa a advertência do Todo-poderoso, que o faz sofrer, mas depois o restabelece.”
[7] “Ele fere, mas as suas mãos curam.”
[8] “Por seis vezes ele te arrancará das calamidades e, pela sétima vez, o mal não te tocará.”
[9] “Na fome ele te salvará da morte, e na guerra ele te livrará da mão de ferro.”
[10] “Ele te protegerá do açoite da língua, e não temerás os males que te sobrevêm.”
[11] “Tu rirás dos injustos e dos maus, e não temerás as feras.”
[12] “Porque elas estarão em paz contigo.”
[13] “Depois reconhecerás que a tua casa está em paz e que a tua tenda não sofreu danos.”
[14] “Conhecerás numerosa posteridade, e teus filhos serão como a erva dos campos.”
[15] “Descerás à sepultura como trigo maduro, colhido no tempo certo, ou como feixe da eira, recolhido na hora exata.”
[16] Vede, caríssimos, como o Senhor protege aqueles que ele corrige. Como bom pai, ele nos corrige, tendo misericórdia de nós com a sua santa correção.

