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Meu coração anda lento,
carrega mais do que diz.
Eu olho o mundo lá fora,
mas dentro eu nunca quis.
O vento toca o meu rosto,
traz coisas pra recordar.
Antes de falar do outro,
eu tento me enxergar.

É tão fácil ver o cisco,
tão difícil me olhar.
O espelho fala comigo,
sem pressa pra me julgar.

Quero limpar meu olhar,
tirar essa trave de mim.
Só depois posso ajudar,
tocar o mundo com algo mais simples assim.
Quero um amor que devolve,
o peso que eu mesmo dou.
Quero um caminho de calma,
que nasce só quando eu vejo quem sou.

A vida passa devagar,
como um sino a ecoar.
O chão que eu piso murmura
segredos pra me mudar.
E quando eu erro comigo,
o céu parece falar:
a régua que eu ergo no outro
volta pra me alcançar.

É tão fácil ver o cisco,
tão difícil me olhar.
O espelho fala comigo,
pedindo pra eu me curar.

Quero limpar meu olhar,
tirar essa trave de mim.
Só depois posso ajudar,
tocar o mundo com algo mais simples assim.
Quero um amor que devolve,
o peso que eu mesmo dou.
Quero um caminho de calma,
que nasce só quando eu vejo quem sou.

Se a luz me toca por dentro,
a paz encontra lugar.
E o que um dia foi sombra,
agora aprende a cantar.

VCirculi

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