É estranho cair, né?
Quando a força vira pó no ar.
O som do mundo se cala,
e eu só consigo respirar.
O inimigo vem, gigante,
sussurrando: “vai parar”.
Mas uma Voz por dentro corta:
“Em Mim, você vai levantar.”
E vem a lembrança
do Rosto que me fez lutar:
o Cordeiro que venceu a morte,
o Nome que me faz ficar.
A promessa ainda pulsa
quando a alma quer ceder:
“Minha graça te sustenta,
Eu estou com você.”
Então levanta, filho cansado,
mesmo tremendo, pisa o chão.
O tempo inteiro para e olha
pro Cristo vivo em teu coração.
Levanta, filho ferido,
a cruz não foi em vão pra você.
No silêncio Deus te refaz:
quem morre em Cristo volta a viver.
Cada cicatriz é mapa
do amor que te guardou.
O mundo chama isso “fim”,
mas Deus chama “recomeçou”.
E quando a poeira baixa,
o sol volta a brilhar:
não é sorte, é misericórdia
me ensinando a caminhar.
Porque o medo é só um eco
do velho eu tentando ficar,
mas o Espírito me chama
pra mais perto do altar.
E eu não corro sozinho:
Teu braço me faz vencer,
Jesus, meu descanso eterno,
meu motivo de viver.
Então levanta, filho cansado,
mesmo tremendo, pisa o chão.
O tempo inteiro para e olha
pro Cristo vivo em teu coração.
Levanta, filho ferido,
a dor não pode te deter.
No silêncio Deus te refaz:
quem morre em Cristo volta a viver.
E no fim…
não é o chão que some.
É o céu que se abre.
Não pra ver um antigo eu voltar…
mas pra ver Cristo nascer de novo em mim.

