Eles falam alto…
mas o coração é mudo.
Olham minhas mãos,
não veem o que guardo no fundo.
Tanta regra ao vento,
tanto medo da luz…
mas o fogo real
é o que a alma produz.
E eu sinto… eu sinto…
a poeira do mundo caindo de mim.
E eu vejo… eu vejo…
que o mal começa no lugar sem fim.
O que sai da boca
abre a janela do coração.
Se a alma chora, a voz revela
tudo que estava na escuridão.
Purifica dentro,
lava o que ninguém vê.
Se o amor renasce,
a vida volta a acontecer.
Eles tocam a porta,
mas não entram no quarto.
Polindo segredos,
escondendo o que é farto.
Falam de pureza,
mas temem o espelho.
A verdade que cura
nasce no meio do peito.
E eu peço… eu peço…
que a minha voz não minta pra mim.
E eu tremo… eu tremo…
quando a verdade chega assim.
O que sai da boca
abre a janela do coração.
Se a alma chora, a voz revela
tudo que estava na escuridão.
Purifica dentro,
lava o que ninguém vê.
Se o amor renasce,
a vida volta a acontecer.
Não são mãos,
não são ritos…
é o espaço escondido,
é o passo perdido,
é o peso antigo…
que só Tu podes remover.
Que a luz me encontre.
Que a graça me lave.
Que o coração fale…
e fale de Ti.

