[1] Além de tais montanhas, para o nordeste delas, foram-me mostradas outras montanhas, cheias de nardo escolhido, lentisco, cardamomo e pimenta.
[2] De ali continuei para o oriente de todas estas montanhas, longe delas, ao oriente da terra, fui levado por cima do mar Vermelho e me afastei muito dele, passei por cima da escuridão, longe dela.
[3] E fui levado ao lado do Paraíso de Justiça, e me foram mostradas desde longe árvores nele, árvores numerosas em excesso e grandes, diferentes umas das outras. Vi ali uma árvore que era distinta de todas as outras, muito grande, bela e magnífica, a árvore da sabedoria; os que comem de seu fruto aprendem grande sabedoria.
[4] A árvore é tão alta como um abeto, suas folhas se parecem com as do algarrobo e seu fruto é como um cacho de uvas, muito bonito; e a fragrância dessa árvore penetra até muito longe.
[5] E eu disse: Que formosa é esta árvore e como atrai olhá-la!
[6] Remeiel, o Vigilante e santo, que estava comigo, respondeu-me e disse: É a árvore da sabedoria, da qual comeram seu primeiro pai e sua primeira mãe e aprenderam a sabedoria, e seus olhos se abriram e compreenderam que estavam nus e foram expulsos do jardim do Éden.

