[1] Nos limites da terra vi doze portas abertas para todas as regiões; por elas saem os ventos e desde elas sopram sobre a terra.
[2] Três delas estão abertas sobre a face do céu, três ao ocidente, três à direita do céu e três à esquerda.
[3] As três primeiras são as que estão ao oriente, as três seguintes ao sul, as três seguintes ao norte e as três seguintes ao ocidente.
[4] Por quatro delas saem os ventos que são para a cura da terra e para sua vivificação, e por oito saem os ventos prejudiciais que, quando são enviados, destroem toda a terra, as águas e tudo o que há nelas — o que cresce, floresce ou repta, tanto nas águas como na terra seca, e tudo o que vive nela.
[5] Primeiro sai o vento do oriente pela primeira porta oriental e se inclina para o sul; por ali sai a destruição, a seca, o calor e a desolação.
[6] Pela segunda porta, a do meio, sai o vento do leste-leste: a chuva, os frutos, a reanimação e o orvalho. Pela terceira porta sai o vento do nordeste, que está perto do vento do norte: frio e seca.
[7] Detrás deles, pelas três portas que estão ao sul dos céus, sai em primeiro lugar pela primeira porta um vento do sul que está ao sul e ao oriente um vento de calor.
[8] Pela segunda porta sai um vento do sul ao qual chamam sul: orvalho, chuva, bem-estar, reanimação.
[9] Pela terceira porta sai um vento do sudoeste: orvalho, chuva, lagosta e destruição.
[10] Atrás deste, sai um vento norte que vem da sétima porta, para o oriente, com orvalho, chuva, lagostas e desolação.
[11] Da porta do meio sai diretamente um vento com saúde, chuva, orvalho e prosperidade. Pela terceira porta, a que se inclina ao ocidente, vem um vento com nuvens, geada, neve, chuva, orvalho e lagostas.
[12] Depois destes estão os ventos do ocidente. Pela primeira porta, que está inclinada para o norte, sai um vento com orvalho, geada, frio, neve e geada.
[13] Pela porta do meio sai um vento com orvalho, chuva, prosperidade e bênção. Através da última porta, a que se inclina ao sul, sai um vento com carestia, ruína, queima e desolação.
[14] Se acabaram as doze portas dos quatro pontos cardeais do céu. Ensinei-te sua explicação completa, oh, meu filho, Matusalém!

