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[1] O rei Assuero impôs tributo sobre o continente e as ilhas do mar.

[2] Todos os seus atos de poder e de valor, bem como o relato da grandeza de Mardoqueu, a quem havia exaltado, tudo isso está consignado no livro das Crônicas dos reis dos medos e dos persas.

[3] Pois o judeu Mardoqueu era o primeiro depois do rei Assuero. Era um homem considerado pelos judeus e amado pela multidão de seus irmãos, pois procurava o bem de seu povo e preocupava-se com a felicidade de sua raça.

[3a] E disse Mardoqueu: “Tudo isto vem de Deus!

[3b] Se recordo o sonho que tive a esse respeito, nada foi omitido:

[3c] nem a pequena fonte que se converteu em rio, nem a luz que brilha, nem o sol, nem a abundância das águas. Ester é esse rio, ela que se casou com o rei, que a fez rainha.

[3d] Os dois dragões, somos Amã e eu.

[3e] Os povos são aqueles que se coligaram para destruir os judeus.

[3f] Meu povo é Israel, aqueles que invocaram a Deus e foram salvos. Sim, o Senhor salvou o seu povo, o Senhor nos arrebatou de todos esses males, Deus realizou prodígios e maravilhas como jamais houve entre as nações.

[3g] Por isso estabeleceu dois destinos: um em favor de seu povo, outro para as nações. Esses destinos se realizaram na terra, no tempo e no dia determinados segundo seus desígnios e diante de todos os povos.

[3h] Deus se recordou do seu povo, fez justiça à sua herança

[3i] para que esses dias, o décimo quarto e o décimo quinto do mês de Adar, sejam doravante dias de assembléia, de regozijo e alegria diante de Deus, para todas as gerações e perpetuamente, em Israel, seu povo.”

[3] No quarto ano de Ptolomeu e de Cleópatra, Dositeu, que se dizia sacerdote e levita, assim como seu filho Ptolomeu, trouxeram a presente carta concernente aos Purim. Eles a deram como autêntica e traduzida por Lisímaco, filho de Ptolomeu, da comunidade de Jerusalém.

[1] O rei Assuero impôs um tributo sobre o continente e sobre as ilhas do mar.

[2] Tudo o que concerne a seu poder e suas façanhas e os detalhes sobre a elevação de Mardoqueu pelo rei estão escritos no Livro das Crônicas dos reis dos medos e dos persas.

[3] Porque o judeu Mardoqueu era o primeiro depois do rei Assuero. Ele gozava de grande consideração entre os judeus e era amado pela multidão de seus irmãos. Procurava o bem de seu povo e falava a favor da felicidade de toda a sua nação. Traduzi com toda a fidelidade o que se acha no texto hebraico. As passagens que seguem encontrei-as apenas na edição “vulgata” (isto é, “divulgada”) em língua e caracteres gregos e as coloquei aqui no fim do livro, marcadas – como é nosso costume – com o óbelo, quero dizer, o sinal distintivo à margem:

[4] E Mardoqueu disse: “De Deus veio tudo isso.

[5] Lembro-me de um sonho que tive a esse respeito. Nada foi omitido:

[6] a pequena fonte tornada um rio, a luz, o sol, a massa de água. O rio é Ester que o rei tomou por esposa e a quem tornou rainha.

[7] Amã e eu – eis as duas serpentes.

[8] Os povos são aqueles que se reuniram para destruir o nome dos judeus.

[9] Minha nação é Israel que invocou o Senhor e que foi salva; porque o Senhor salvou seu povo e nos livrou de todos esses males. Deus fez prodígios e maravilhas, como não fez semelhantes entre todas as nações.

[10] Porque Deus preparou dois destinos: um para seu povo e outro para todas as nações.

[11] E esses dois destinos se cumpriram na hora, no tempo e no dia marcados por Deus para todas as nações.

[12] Então, o Senhor lembrou-se dos seus e fez justiça à sua herança.

[13] E esses dias do mês de Adar, o catorze e o quinze, serão celebrados em comum, pelo povo de Israel, com gozo e alegria diante de Deus em todas as gerações, para sempre.

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