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[1] Baldad de Suás tomou a palavra e disse:

[2] É um soberano temível, Aquele que conserva a paz nas suas alturas.

[3] Pode ser contado o número de suas tropas? E sobre quem não se levanta a sua luz?

[4] Como pode o homem justificar-se diante de Deus? Ou mostrar-se puro quem nasceu de mulher?

[5] Se até a própria lua não brilha e as estrelas não são puras a seus olhos,

[6] quanto menos o homem, essa larva, e o filho de homem, esse verme? As sombras tremem debaixo da terra, as águas e seus habitantes estão com medo.

[7] O Xeol está nu a seus olhos e a Perdição está sem véu.

[8] Estendeu o setentrião sobre o vazio e suspendeu a terra sobre o nada.

[9] Ele prende as águas nas nuvens, sem que estas se rasguem com o peso.

[10] Encobre a face da lua cheia e estende sobre ela sua nuvem.

[11] Traçou um círculo sobre a superfície das águas, onde a luz confina com as trevas.

[12] As colunas do céu se abalam, assustadas com sua ameaça.

[13] Com seu poder aquietou o Mar, com sua destreza aniquilou Raab.

[14] O seu sopro clareou os Céus e sua mão traspassou a Serpente fugitiva.

[15] Tudo isso é o exterior das suas obras, e ouvimos apenas um suave eco. Quem compreenderá o estrondo do seu poder?

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