[5] Sua mãe disse aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser”.
[6] Havia ali seis talhas de pedra para a purificação dos judeus, cada uma contendo de duas a três medidas.
[7] Jesus lhes disse: “Enchei as talhas de água”. Eles as encheram até à borda.
[8] Então lhes disse: “Tirai agora e levai ao mestre-sala”. Eles levaram.
[9] Quando o mestre-sala provou a água transformada em vinho — ele não sabia de onde vinha, mas o sabiam os serventes que haviam retirado a água — chamou o noivo
[10] e lhe disse: “Todo homem serve primeiro o vinho bom e, quando os convidados já estão embriagados serve o inferior. Tu guardaste o vinho bom até agora!”
[11] Esse princípio dos sinais, Jesus o fez em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele.
[12] Depois disso, desceram a Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãos e seus discípulos, e ali ficaram apenas alguns dias.
[13] Estando próxima a Páscoa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém.
[14] No Templo, encontrou os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados.
[15] Tendo feito um chicote de cordas, expulsou todos do Templo, com as ovelhas e com os bois; lançou ao chão o dinheiro dos cambistas e derrubou as mesas
[16] e disse aos que vendiam pombas: “Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio”.
[17] Recordaram-se seus discípulos do que está escrito: O zelo por tua casa me devorará.
[18] Os judeus interpelaram-no, então, dizendo: “Que sinal nos mostras para agires assim?”
[19] Respondeu-lhes Jesus: “Destruí este templo, e em três dias eu o levantarei”.
[20] Disseram-lhe, então, os judeus: “Quarenta e seis anos foram precisos para se construir este Templo, e tu o levantarás em três dias?”
[21] Ele, porém, falava do templo do seu corpo.
[22] Assim, quando ele ressuscitou dos mortos seus discípulos lembraram-se de que dissera isso, e creram na Escritura e na palavra dita por Jesus.
[23] Enquanto estava em Jerusalém, para a festa da Páscoa, vendo os sinais que fazia, muitos creram em seu nome.
[24] Mas Jesus não tinha confiança neles, porque os conhecia a todos
[25] e não necessitava que lhe dessem testemunho sobre o homem, porque ele conhecia o que havia no homem.

