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[1] Ao passar, ele viu um homem, cego de nascença.

[2] Seus discípulos lhe perguntaram: “Rabi, quem pecou, ele ou seus pais, para que nascesse cego?”

[3] Jesus respondeu: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas é para que nele sejam manifestadas as obras de Deus.

[9] Alguns diziam: “É ele”. Diziam outros: “Não, mas alguém parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo”.

[10] Perguntaram-lhe, então: “Como se abriram os teus olhos?”

[11] Respondeu: “O homem chamado Jesus fez lama, aplicou-a nos meus olhos e me disse: ‘Vai a Siloé e lava-te’. Fui, lavei-me e recobrei a vista”.

[12] Disseram-lhe: “Onde está ele?” Disse: “Não sei”.

[13] Conduziram o que fora cego aos fariseus.

[14] Ora, era sábado o dia em que Jesus fizera lama e lhe abrira os olhos.

[15] Os fariseus perguntaram-lhe novamente como tinha recobrado a vista. Respondeu-lhes: “Ele aplicou-me lama nos olhos, lavei-me e vejo”.

[16] Diziam, então, alguns dos fariseus: “Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado”. Outros diziam: “Como pode um homem pecador realizar tais sinais?” E havia cisão entre eles.

[17] De novo disseram ao cego: “Que dizes de quem te abriu os olhos?” Respondeu: “É um profeta”.

[18] Os judeus não creram que ele fora cego enquanto não chamaram os pais do que recuperara a vista

[19] e perguntaram-lhes: “Este é o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como é que agora ele vê?”

[20] Seus pais então responderam: “Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego.

[21] Mas como agora ele vê não o sabemos; ou quem lhe abriu os olhos não o sabemos. Interrogai-o. Ele tem idade. Ele mesmo se explicará”.

[22] Seus pais assim disseram por medo dos judeus, pois os judeus já tinham combinado que, se alguém reconhecesse Jesus como Cristo, seria expulso da sinagoga.

[23] Por isso, seus pais disseram: “Ele já tem idade; interrogai-o”.

[24] Chamaram, então, uma segunda vez, o homem que fora cego e lhe disseram: “Dá glória a Deus! Sabemos que esse homem é pecador”.

[25] Respondeu ele: “Se é pecador, não sei. Uma coisa eu sei: é que eu era cego e agora vejo”.

[26] Disseram-lhe, então: “Que te fez ele? Como te abriu os olhos?”

[27] Respondeu-lhes: “Já vos disse e não ouvistes. Por que quereis ouvir novamente? Por acaso quereis também tornar-vos seus discípulos?”

[28] Injuriaram-no e disseram: “Tu, sim, és seu discípulo; nós somos discípulos de Moisés.

[29] Sabemos que Deus falou a Moisés; mas esse, não sabemos de onde é”.

[30] Respondeu-lhes o homem: “Isso é espantoso: vós não sabeis de onde ele é e, no entanto, abriu-me os olhos!

[31] Sabemos que Deus não ouve os pecadores; mas, se alguém é religioso e faz a sua vontade, a este ele escuta.

[32] Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos de um cego de nascença.

[33] Se esse homem não viesse de Deus, nada poderia fazer”.

[34] Responderam-lhe: “Tu nasceste todo em pecados e nos ensinas?” E o expulsaram.

[35] Jesus ouviu dizer que o haviam expulsado. Encontrando-o, disse-lhe: “Crês no Filho do Homem?”

[36] Respondeu ele: “Quem é, Senhor, para que eu nele creia?”

[37] Jesus lhe disse: “Tu o estás vendo, é quem fala contigo”.

[38] Exclamou ele: “Creio, Senhor!” E prostrou-se diante dele.

[39] Então disse Jesus: “Para um discernimento é que vim a este mundo: para que os que não vêem, vejam, e os que vêem, tornem-se cegos”.

[40] Alguns fariseus, que se achavam com ele, ouviram isso e lhe disseram: “Acaso também nós somos cegos?”

[41] Respondeu-lhes Jesus: “Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas dizeis: ‘Nós vemos!’ Vosso pecado permanece.”

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