Aviso ao leitor
Este livro - Josué - é apresentado aqui como parte das escrituras canônicas do Antigo Testamento, reconhecido no cânon protestante, católico romano e ortodoxo, além de integrar a tradição bíblica judaica. Por tratar de narrativas de conquista, posse de terra e conflitos antigos, é comum que existam notas sobre contexto histórico, linguagem narrativa, gêneros literários e debates interpretativos (inclusive questões éticas e culturais do mundo antigo).
[1] Iahweh disse a Josué:[2] “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: designai as cidades de refúgio de que vos falei por intermédio de Moisés,[3] onde poderá refugiar-se o homicida que matar alguém por inadvertência (involuntariamente), e que vos servirão de refúgio contra o vingador do sangue.[4] É, portanto, para uma destas cidades que o homicida deverá fugir. Ele se deterá à entrada da porta da cidade e exporá o seu caso aos anciãos da cidade. Estes o receberão na sua cidade e lhe designarão um lugar onde habitará entre eles.[5] Se o vingador do sangue o perseguir, não entregarão o homicida nas suas mãos, pois feriu o seu próximo involuntariamente, e não tinha antes ódio contra ele.[6] Deverá permanecer nessa cidade até que compareça em juízo diante da comunidade, até à morte do sumo sacerdote em exercício nesse tempo. Somente então poderá o homicida voltar à sua cidade e à sua casa, na cidade de onde fugiu.”[7] Consagraram, pois, Cedes na Galileia, na montanha de Neftali; Siquém, na montanha de Efraim; e Cariat-Arbe — que é Hebron —, na montanha de Judá.[8] Do outro lado do Jordão de Jericó, ao oriente, designaram no deserto, no planalto, Bosor, da tribo de Rúben; Ramot em Galaad, da tribo de Gad; e Golã em Basã, da tribo de Manassés.[9] Essas foram as cidades designadas para todos os filhos de Israel e para os estrangeiros que habitam entre eles, para que nelas possa refugiar-se todo aquele que haja matado alguém por inadvertência, e assim escape das mãos do vingador do sangue, até que compareça diante da comunidade.

