[1] Não sei se ainda se levanta algum outro ponto para lançar controvérsia sobre o batismo.
[2] Permiti que eu recorde o que omiti acima, para que eu não pareça interromper, no meio, o curso dos pensamentos que estavam por vir.
[3] Para nós há um só batismo, e não mais que um, tanto segundo o Evangelho do Senhor como segundo as cartas do apóstolo, visto que ele diz: um só Deus, um só batismo e uma só Igreja nos céus.
[4] Contudo, deve-se admitir que a questão “que regras devem ser observadas com relação aos hereges?” é digna de tratamento.
[5] Pois é a nós que aquela afirmação se refere.
[6] Os hereges, porém, não têm comunhão com a nossa disciplina, e o simples fato de sua excomunhão testifica que eles são de fora.
[7] Não sou obrigado a reconhecer neles algo que me é ordenado reconhecer, porque eles e nós não temos o mesmo Deus, nem um só Cristo, isto é, o mesmo Cristo.
[8] E, portanto, o batismo deles também não é um conosco, porque não é o mesmo.
[9] E um batismo que eles não possuem devidamente, sem dúvida alguma não possuem de modo nenhum.
[10] Nem se pode considerar existente aquilo que não é realmente possuído.
[11] Assim, eles tampouco o podem receber, porque não o têm.
[12] Mas este ponto já recebeu de nossa parte uma discussão mais ampla em grego.
[13] Nós entramos na fonte uma só vez.
[14] Uma só vez os pecados são lavados, porque eles nunca devem ser repetidos.
[15] Mas o Israel judeu se banha diariamente, porque diariamente está se contaminando.
[16] E, para que entre nós também não se estabelecesse essa prática de contaminação, foi estabelecida a determinação acerca do único banho.
[17] Feliz água, que lava de uma vez por todas.
[18] Que não zomba dos pecadores com esperanças vãs.
[19] Que não volta a contaminar, por ser infectada pela repetição das impurezas, aqueles a quem já lavou.

