Aviso ao leitor
Este livro - Testamento dos Doze Patriarcas - é um escrito judaico do período do Segundo Templo, provavelmente composto entre os séculos II a.C. e II d.C., com possíveis interpolações cristãs posteriores. A obra apresenta discursos atribuídos aos filhos de Jacó e circulou amplamente na Antiguidade como literatura edificante e sapiencial. Não integra o cânon bíblico nas tradições protestante, católica romana ou ortodoxa, sendo classificado como literatura pseudepigráfica. Sua inclusão nesta biblioteca tem finalidade histórica, literária e comparativa, contribuindo para o entendimento do ambiente religioso e moral do judaísmo antigo e de sua influência sobre o cristianismo primitivo, sem implicar canonização ou equiparação de autoridade às escrituras reconhecidas pelas diferentes tradições cristãs.
[1] Foi durante esse tempo que uma mulher de Mênfis, esposa de Potifar, passou por ali com grande pompa e pousou os olhos sobre mim, pois os seus eunucos já tinham lhe falado a meu respeito.
[2] Então ela comentou com seu esposo acerca de um mercador que havia enriquecido através de um jovem hebreu que havia sido sequestrado da terra de Canaã.
[3] Ela ainda sugeriu que o seu esposo executasse julgamento sobre o mercador, e que tomasse o jovem escravo para si, pois Deus o abençoaria grandemente, já que o favor do céu estava sobre o moço.

