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[1] Quantas vezes a mulher de Potifar me ameaçou de morte! Ela muitas vezes me entregou ao verdugo para que me açoitasse, mas logo mudava de opinião e me fazia retornar.

[2] E muitas vezes contra a minha vontade eu tive de estar ao seu lado para ouvir me dizer: Tu serás meu senhor, e toda esta casa há de ser tua, pois se tu me aceitares, hás de ser feito dono de tudo.

[3] Mas eu me recordava dos conselhos que Jacó me dava, pelo que seguia para os meus aposentos e chorava em oração perante o Senhor.

[4] Jejuei muito durante aqueles sete anos, mas diante de meu senhor (Potifar) a minha aparência sempre foi ótima, pois aqueles que jejuam por amor a Deus recebem uma boa aparência.

[5] E se alguém me oferecia vinho, eu não o bebia; entregava-me ao jejum, e pegava a minha comida e a entregava ao pobre e ao desfalecido.

[6] Ao Senhor buscava pelas madrugadas, e pela mulher de Potifar suplicava, pois com muita frequência me tentava, e durante a noite me procurava sob pretexto de visitar-me, mas principalmente pelo fato de não ter um filho homem, e assim, fingindo considerar-me como filho, vinha para me tentar.

[7] Mas de tanto eu orar ao Senhor, ela teve um filho homem.

[8] Desde então ela pareceu ter se contentado, e até pensei que de fato houvesse me aceitado como a um filho, e não desconfiei de imediato.

[9] Até que novamente ela passou a me atrair para a fornicação.

[10] Ao perceber seu maligno intento, eu senti tristeza mortal.

[11] Quando ela ia embora, eu voltava para mim mesmo, e por ela lamentava por muitos dias, pois reconhecia sua ilusão e engano.

[12] Então lhe declarei a palavra do Altíssimo, a ver se enfim desistiria de sua loucura.

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