[1] Outras vezes, porém, ela me elogiava como a um santo homem, e com dissimulação exaltava a minha castidade perante o seu marido; mas se estávamos a sós, ela logo tentava me agarrar.
[2] Porque se abertamente ela elogiava a minha castidade, quando estávamos a sós, me dizia: Não tenhas medo de meu marido, pois ele acredita piamente em você, e se acontecer de alguém eventualmente nos denunciar, ele não acreditará em uma só palavra.
[3] Por causa dessas coisas, eu me lançava ao chão e pedia a Deus para que Ele me livrasse daquele engano.
[4] E uma vez que ela não prevalecesse em nenhuma de suas investidas, veio até mim alegando que queria ser instruída na Lei de Deus.
[5] Porque dizia: Se é da tua vontade que eu abandone os meus ídolos, aceites o meu plano, e eu persuadirei o meu marido a abandonar os deuses do Egito, e assim caminharemos na Lei do teu Deus.
[6] Mas eu lhe respondi: O Senhor não admite que aqueles que o adoram vivam na impureza, pois não tem contentamento no homem que pratica o adultério; mas naquele que Dele se aproxima com um coração limpo e com lábios puros.
[7] Ela parecia se contentar com isso, mas eu entendia que estava a maquinar meios de me levar ao pecado.
[8] Portanto, me entregava ainda mais ao jejum e à oração, para que Deus me livrasse de suas investidas.

