Aviso ao leitor
Este livro - Testamento dos Doze Patriarcas - é um escrito judaico do período do Segundo Templo, provavelmente composto entre os séculos II a.C. e II d.C., com possíveis interpolações cristãs posteriores. A obra apresenta discursos atribuídos aos filhos de Jacó e circulou amplamente na Antiguidade como literatura edificante e sapiencial. Não integra o cânon bíblico nas tradições protestante, católica romana ou ortodoxa, sendo classificado como literatura pseudepigráfica. Sua inclusão nesta biblioteca tem finalidade histórica, literária e comparativa, contribuindo para o entendimento do ambiente religioso e moral do judaísmo antigo e de sua influência sobre o cristianismo primitivo, sem implicar canonização ou equiparação de autoridade às escrituras reconhecidas pelas diferentes tradições cristãs.
[1] De agora em diante observarás tudo que te ordeno, tu e os teus filhos; porque te tenho feito saber as coisas que ouvi dos meus pais.
[2] Eis que sou limpo de toda impiedade e transgressão que irás praticar no fim dos tempos contra o Salvador do mundo, quando agires impiamente, para decepção de Israel, de modo que Jerusalém não suportará a sua perversidade, e o véu do templo se rasgará, de sorte que não cobrirá a sua vergonha (ou culpa).
[3] Então sereis dispersos entre as nações, pois sereis como vergonha e maldição, e como esmagadura sob os seus pés.
[4] Mas a casa que o Senhor eleger se chamará Jerusalém, como também está escrito no livro de Enoque o Justo.

