Aviso ao leitor
Este livro - Testamento dos Doze Patriarcas - é um escrito judaico do período do Segundo Templo, provavelmente composto entre os séculos II a.C. e II d.C., com possíveis interpolações cristãs posteriores. A obra apresenta discursos atribuídos aos filhos de Jacó e circulou amplamente na Antiguidade como literatura edificante e sapiencial. Não integra o cânon bíblico nas tradições protestante, católica romana ou ortodoxa, sendo classificado como literatura pseudepigráfica. Sua inclusão nesta biblioteca tem finalidade histórica, literária e comparativa, contribuindo para o entendimento do ambiente religioso e moral do judaísmo antigo e de sua influência sobre o cristianismo primitivo, sem implicar canonização ou equiparação de autoridade às escrituras reconhecidas pelas diferentes tradições cristãs.
[1] Portanto, meus filhos, vocês devem me escutar em tudo; vocês precisam escolher entre a luz e as trevas, e entre a Lei do Senhor e as obras de Belial.
[2] Então os seus filhos lhe responderam: Nós andaremos na presença do Senhor segundo a sua Lei.
[3] E o seu pai lhes disse: O Senhor é testemunha, e os anjos são testemunhas, e vocês mesmos são testemunhas, e eu também sou testemunha das palavras dos vossos lábios.
[4] Seus filhos assim responderam: Nós somos testemunhas.
[5] Desde então Levi cessou de dar mandamentos aos seus filhos. Então esticou os pés sobre a cama e foi se ajuntar aos seus pais depois de ter vivido cento e trinta e sete anos.
[6] Ele foi colocado em um caixão e em seguida o sepultaram em Hebron, com Abraão, Isaque e Jacó.

