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[1] Além de todos estes, existe ainda o oitavo, que é o espírito da sonolência, com o qual é gerado o fascínio da natureza do homem, bem como a própria imagem da morte.

[2] A estes espíritos se somam os espíritos do erro. O primeiro é o espírito da fornicação, que permeia a natureza e os sentidos.

[3] O segundo é o espírito da gula, que é a insatisfação do ventre.

[4] O terceiro é o espírito da briga, que é a contenda, e que jaz no fígado e no fel.

[5] O quarto é o espírito da bajulação e da astúcia; porque usando dessas coisas um homem ímpio poderá assumir uma falsa aparência de bondade.

[6] O quinto é o espírito do orgulho, o qual torna a pessoa presunçosa e arrogante.

[7] O sexto é o espírito da falsidade, cheio de perdição e ciúme para cometer fraudes, e para criar dissensões entre parentes e amigos.

[8] O sétimo é o espírito da injustiça, pelo qual são praticados os roubos e os furtos, e por ele o homem pode cumprir os [maus?] intentos do coração; porque a injustiça opera com outros espíritos por meio de artifícios.

[9] Aliado a todos esses, está o espírito da sonolência, que é o oitavo espírito, e que está unido ao engano e a fantasia.

[10] Assim vão perecendo todos os filhos da mocidade, tendo entenebrecido as suas mentes para não compreenderem a verdade, nem entenderem a Lei de Deus, ou mesmo para desobedecerem às admoestações de seus pais, tal como aconteceu a mim mesmo durante os dias da minha mocidade.

[11] Portanto, meus filhos, amem a verdade, pois ela libertará a vocês. E eu lhes aconselho a que me ouçam.

[12] Não vale a pena atentar para a aparência de uma mulher, nem se envolver ocultamente com uma fêmea que está sob a autoridade do seu marido, nem se intrometer nos negócios femininos.

[13] Porque se eu não tivesse contemplado Bila se banhando em um lugar coberto, eu não teria cometido tão grande iniqüidade.

[14] Mas aconteceu que a minha mente, poluída pela beleza daquela mulher, não me deixaria dormir até que tivesse levado a cabo aquela abominação.

[15] Porque estando nosso pai Jacó ausente, com o seu pai Isaque, e nós estando em Gader, próxima de Belém, Bila se embriagou e se largou despida em sua câmara, onde também adormeceu.

[16] Assim, quando eu entrei e vi a sua nudez, cometi o tão impiedoso ato, pelo que a deixei adormecida e desapareci.

[17] Mas imediatamente um anjo de Deus fez saber a Jacó acerca da minha iniqüidade, pelo que ele veio e lamentou sobre mim, e desde aquele dia em diante não voltou mais a tocar em Bila.

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