Aviso ao leitor
Este livro - Testamento dos Doze Patriarcas - é um escrito judaico do período do Segundo Templo, provavelmente composto entre os séculos II a.C. e II d.C., com possíveis interpolações cristãs posteriores. A obra apresenta discursos atribuídos aos filhos de Jacó e circulou amplamente na Antiguidade como literatura edificante e sapiencial. Não integra o cânon bíblico nas tradições protestante, católica romana ou ortodoxa, sendo classificado como literatura pseudepigráfica. Sua inclusão nesta biblioteca tem finalidade histórica, literária e comparativa, contribuindo para o entendimento do ambiente religioso e moral do judaísmo antigo e de sua influência sobre o cristianismo primitivo, sem implicar canonização ou equiparação de autoridade às escrituras reconhecidas pelas diferentes tradições cristãs.
[1] Então Simeão dormiu com os seus pais, depois de haver dado esses mandamentos aos seus filhos.
[2] E era ele da idade de cento e vinte anos quando morreu.
[3] Seus filhos então o puseram em um caixão de madeira e transportaram os seus ossos para Hebron.
[4] Mas o fizeram secretamente, durante uma das guerras do Egito.
[5] Os egípcios haviam depositado os ossos de José na tumba dos faraós, porquanto os seus magis dissessem que, se os ossos de José fossem retirados de lá, as trevas e a escuridão cairiam sobre o Egito de uma extremidade a outra, e tão espessa seria essa escuridão que nem mesmo com o uso de uma lâmpada seria possível a um egípcio reconhecer o rosto do seu irmão.

