[1] Simeão e Gade deram sobre José para matá-lo, e ele lhes falou em lágrimas: Meus irmãos, tenham piedade de mim, e sejam misericordiosos com as cãs de Jacó nosso pai. Não estendam as vossas mãos contra mim para derramarem o sangue inocente, pois em nada tenho pecado contra vós. Mas se de alguma maneira vos tenho injuriado, com vara me castiguem, mas por amor de nosso pai não se adiantem em me matar.
[2] E depois de lhes falar com estas palavras, ele se lastimou o quanto pôde. Eu estava pronto para atender aos seus lamentos, e me pus a chorar até que meu intestino se desprendeu. Eu chorava por José, e o meu coração com ele sofria de tal modo que as juntas do corpo tremiam e me impediam de ficar de pé.
[3] Quando José notou que eu chorava com ele, e que os meus irmãos já vinham para matá-lo, ele se escondeu atrás de mim. Foi aí que Ruben interferiu, dizendo: Meus irmãos, não é bom que o matemos, senão que o lancemos naquela cisterna que está vazia.
[4] Ora, aquela cisterna havia sido cavada por nossos pais, e foi o Senhor que permitiu que ela não desse água a fim de que a vida de José fosse conservada. Então o pusemos ali até que fosse vendido aos ismaelitas.

