[1] Depois de haverem lançado José na cova eles trouxeram os alimentos. Mas por dois dias e duas noites eu não provei coisa alguma, antes me pus a suplicar por José. Judá também não quis comer com eles, mas retornou para olhar a cisterna, pois temia que Simeão e Gade lá voltassem para matar José. Ao perceber que eu não tinha me alimentado, eles me obrigaram a vigiar a cisterna até que José fosse vendido. E José permaneceu três dias e três noites naquela cisterna; estava faminto, e foi vendido já à beira da morte.
[2] Quando Ruben ficou sabendo que José fora vendido durante a sua ausência, ele rasgou as suas roupas e chorou, dizendo: Como poderei outra vez olhar nos olhos de meu pai Jacó? Depois tomou dinheiro e correu, a ver se alcançava os mercadores ismaelitas, mas não os encontrou, porquanto tivessem evitado a estrada principal e tomado as veredas mais rudes.
[3] Naquele dia Ruben não comia coisa alguma. Dan foi me procurar para dizer o seguinte: Não tens que chorar e nem por que estar triste, porque eu sei o que haveremos de dizer ao nosso pai. Vamos matar um cordeiro e derramar o seu sangue nas roupas de José, então as mostraremos a Jacó e diremos: Vê se não são as roupas de teu filho.
[4] A verdade é que eles haviam arrancado as roupas que Jacó tinha dado a José [porquanto valessem um bom dinheiro] e o fizeram vestir os andrajos de um escravo antes de o venderem. Suas vestes, portanto, estavam em poder de Simeão, pois não havia abandonado o propósito de matá-lo ao fio da espada. Ele estava furioso por saber que José havia escapado com vida.
[5] Mas nós outros nos levantamos contra ele e dissemos: Se não desistires desse intento, iremos dizer que tu sozinho cometeste esse mal em Israel. Então ele nos entregou as roupas de José, e fizemos da forma que Dan havia planejado.

