[1] O número dos filhos de Israel será como a areia do mar que não se pode medir nem contar; no mesmo lugar onde se lhes dizia: “Não sois meu povo”, se lhes dirá: “Filhos do Deus vivo”.
[2] Os filhos de Judá e os filhos de Israel se reunirão, constituirão para si um único chefe — e se levantarão da terra, porque será grande o dia de Jezrael.
[3] Dizei aos vossos irmãos: “Meu povo”, e às vossas irmãs: “Amada”.
[4] Processai a vossa mãe, processai. Porque ela não é a minha esposa, e eu não sou o seu esposo. Que ela afaste do seu rosto as suas prostituições e de entre os seios os seus adultérios.
[5] Senão eu a despirei completamente, a deixarei como no dia de seu nascimento, torná-la-ei semelhante a um deserto, transformá-la-ei numa terra seca, fá-la-ei morrer de sede.
[6] Não amarei os seus filhos, porque são filhos da prostituição.
[7] Sim, sua mãe prostituiu-se, cobriu-se de vergonha aquela que os concebeu, quando dizia: “Quero correr atrás de meus amantes, daqueles que me dão o meu pão e a minha água, a minha lã e o meu linho, o meu óleo e a minha bebida”.
[8] Por isso cercarei o seu caminho com espinhos e o fecharei com uma barreira, para que não encontre suas sendas.
[9] Perseguirá seus amantes, sem os alcançar, procurá-los-á, mas não os encontrará. Dirá então: “Quero voltar ao meu primeiro marido, pois eu era outrora mais feliz do que agora”.
[10] Mas ela não reconheceu que era eu quem lhe dava o trigo, o mosto e o óleo, quem lhe multiplicava a prata e o ouro que eles usavam para Baal!
[11] Por isso retomarei o meu trigo a seu tempo e o meu mosto na sua estação, retirarei a minha lã e o meu linho, que cobriam a sua nudez.
[12] Agora vou descobrir a sua vergonha aos olhos dos seus amantes, e ninguém a livrará de minha mão.
[13] Acabarei com a sua alegria, com as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados e com todas as suas assembléias solenes.
[14] Devastarei a sua vinha e a sua figueira, das quais dizia: “Este é o pagamento que me deram os meus amantes”. Farei delas um matagal, e os animais selvagens as devorarão.
[15] Eu a castigarei pelos dias dos baals, aos quais queimava incenso. Enfeitava-se com o seu anel e o seu colar e corria atrás de seus amantes, mas de mim ela se esquecia! Oráculo de Iahweh.
[16] Por isso, eis que vou, eu mesmo, seduzi-la, conduzi-la ao deserto e falar-lhe ao coração.
[17] Dali lhe restituirei as suas vinhas, e o vale de Acor será uma porta de esperança. Ali ela responderá como nos dias de sua juventude, como no dia em que subiu da terra do Egito.
[18] Acontecerá, naquele dia — oráculo de Iahweh — que me chamarás “Meu marido”, e não mais me chamarás “Meu Baal”.
[19] Afastarei de seus lábios os nomes dos baals, para que não sejam mais lembrados por seus nomes.
[20] Farei em favor deles, naquele dia, um pacto com os animais do campo, com as aves do céu e com os répteis da terra. Exterminarei da face da terra o arco, a espada e a guerra; fá-los-ei repousar em segurança.
[21] Eu te desposarei a mim para sempre, eu te desposarei a mim na justiça e no direito, no amor e na ternura.
[22] Eu te desposarei a mim na fidelidade e conhecerás a Iahweh.
[23] Naquele dia, eu responderei — oráculo de Iahweh — eu responderei ao céu e ele responderá à terra.
[24] A terra responderá ao trigo, ao mosto e ao óleo e eles responderão a Jezrael.
[25] Eu a semearei para mim na terra, amarei a Lo-Ruhamah e direi a Lo-Ammi: “Tu és meu povo”, e ele dirá: “Meu Deus”.

