[1] Quando também a criação, renovada e liberta, frutificar profusamente todo tipo de comida, graças ao orvalho do céu e à fertilidade da terra, do modo como recordam os anciãos que viram João, discípulo do Senhor, ouvindo-o da maneira como o Senhor ensinava a respeito desses tempos.
[2] “Haverá dias em que nascerão vinhas, que terão cada uma dez mil videiras; cada videira terá dez mil ramos, e cada ramo terá mil ramos; cada ramo terá dez mil cachos, e cada cacho terá dez mil grãos, e cada bago espremido dará vinte e cinco metretas de vinho.
[3] Quando um dos santos pegar um cacho, o outro gritará: ‘Pega-me, porque eu sou melhor, e por meio de mim bendize ao Senhor.’ Do mesmo modo, um grão de trigo dará dez mil espigas, e cada espiga terá dez mil grãos; cada grão dará dez libras de farinha branca limpa. Também os outros frutos, sementes e ervas produzirão nessa mesma proporção. Todos os animais que se nutrem desses alimentos, que recebem da terra, se tornarão pacíficos e viverão harmoniosamente entre si. Eles se submeterão aos homens sem qualquer relutância.”
[4] Isso também atestou por escrito no seu quarto livro, Pápias, homem antigo, discípulo de João e companheiro de Policarpo.
[5] De fato, ele escreveu cinco livros.
[6] E acrescentou: “Essas coisas merecem fé para os que acreditam.
[7] E como diz Judas, o traidor, que não acreditava e perguntou: ‘Então como serão realizadas pelo Senhor tais produções?’
[8] O Senhor respondeu: ‘Os que chegarem a esses tempos o verão.’” (Apud Ireneu, Adversus Haereses, V, 33,1–5)

