[1] São cinco o número dos escritos que levam o nome de Pápias, intitulados: “Explicação de Sentenças do Senhor”.
[2] Ireneu também menciona esses como os únicos escritos de Pápias, dizendo o seguinte: “Isso também atestou por escrito Pápias, discípulo de João e companheiro de Policarpo, homem antigo, no seu quarto livro, porque ele compôs cinco livros.”
[3] Este é o testemunho de Ireneu.
[4] Na verdade, o próprio Pápias, na introdução de seus discursos, não afirma de modo nenhum ter sido ouvinte dos santos apóstolos, nem de tê-los conhecido pessoalmente.
[5] Ele ensina, porém, com as mesmas expressões que usa, ter recebido o que se refere à fé daqueles que foram familiares dos próprios apóstolos.
[6] “Para ti eu não hesitarei em acrescentar às minhas explicações o que outrora ouvi muito bem dos presbíteros, e cuja lembrança guardei muito bem, pois estou seguro de sua verdade.
[7] De fato, eu não me comprazia, como faz a maioria, com os que falam muito, mas com os que ensinam a verdade.
[8] Eu também não me comprazia com os que recordam mandamentos alheios, mas com os que recordam os mandamentos dados pelo Senhor à fé e nascidos da própria verdade.
[9] Se acontecia, por acaso, vir algum dos que tinham seguido os presbíteros, eu me informava a respeito da palavra dos presbíteros: o que haviam dito André, Pedro, Filipe, Tomé, Tiago, João, Mateus, ou qualquer outro dos discípulos do Senhor.
[10] E também o que dizem Aristião e o presbítero João, discípulos do Senhor.
[11] Eu não pensava que as coisas conhecidas pelos livros não me ajudassem tanto quanto as coisas ouvidas, através da palavra viva e permanente.” (Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica, III, 39,1-4)

