[1] Vale a pena atentar para o fato de que Pápias menciona duas vezes o nome de João: na primeira vez, coloca-o na lista juntamente com Pedro, Tiago, Mateus e os outros apóstolos, indicando claramente o evangelista; o segundo João, porém, depois de cortar a frase, coloca-o à parte, fora do número dos apóstolos, antepondo a ele Aristião, e lhe dá claramente o nome de presbítero.
[2] De modo que, também por meio desse testemunho, se comprova a verdade histórica daqueles que dizem que houve na Ásia duas pessoas com o nome de João, e que existiu em Éfeso duas sepulturas e que ainda hoje as duas são atribuídas a João. É necessário prestar atenção a esses fatos, pois é verossímil que o segundo, se não se quer que este seja o primeiro, foi o que viu a revelação transmitida sob o nome de João.
[3] Pápias, de quem já falamos, reconhece ter recebido as palavras dos apóstolos diretamente dos que os seguiram; por outro lado, diz ter sido ouvinte pessoal de Aristião e de João, o presbítero. De fato, ele os menciona frequentemente pelo nome em seus escritos, para transmitir as tradições deles.

