Aviso ao leitor
Este livro - Primeira Apologia de Justino Mártir - é apresentado aqui como literatura patrística do século II: uma defesa pública do cristianismo dirigida às autoridades do Império, com argumentos filosóficos, morais e teológicos e referências valiosas sobre a fé e a prática das primeiras comunidades. Não integra o cânon bíblico nas tradições protestante, católica romana ou ortodoxa. Sua presença nesta biblioteca tem finalidade histórica, teológica e comparativa, ajudando a compreender como os cristãos antigos explicavam e defendiam sua fé em seu próprio contexto.
[1] Por isso, também nós somos chamados de ateus; e, tratando-se desses supostos deuses, confessamos ser ateus.
[2] Não, porém, do Deus verdadeiríssimo, pai da justiça, do bom senso e das outras virtudes, no qual não há mistura de maldade.
[3] A ele e ao Filho, que dele veio e nos ensinou tudo isso, ao exército dos outros anjos bons, que o seguem e lhe são semelhantes, e ao Espírito profético, nós cultuamos e adoramos, honrando-os com razão e verdade, e ensinando generosamente, a quem deseja sabê-lo a mesma coisa que aprendemos.

