[1] Poderão nos objetar que alguns detidos foram condenados como malfeitores.
[2] Pode ser. Contudo, muitas vezes condenais muitos outros, depois de averiguar a vida de cada um dos acusados, mas não os condenais pelos motivos de que antes foram condenados.
[3] De modo geral, não há inconveniente em confessar que, da mesma forma que entre os gregos, aos que seguem as opiniões que lhes agradam todo mundo lhes dá o nome de filósofos, como também entre os bárbaros levam um nome comum os que foram e pareceram sábios, o mesmo acontece com os cristãos.
[4] Nós vos pedimos, portanto, que sejam examinadas as ações de todos os que vos são denunciados, a fim de que o culpado seja castigado como iníquo, mas não como cristão; por outro lado, aquele que for comprovadamente inocente, seja absolvido como cristão, por não ter cometido nenhum crime.
[5] Com efeito, não pedimos que castigueis os nossos acusadores, pois eles já padecem bastante com a maldade que levam consigo e com a sua ignorância do bem.

