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[1] Pareceu-me necessário acrescentar a isso tudo também o que tentam convencer acerca do Pró-pai, preten-samente desconhecido por todos antes da vinda do Cristo, escolhendo textos da Escritura para demonstrar como nosso Senhor anunciou outro Pai diferente deste criador do universo, que com blasfêmia ímpia, como já lembramos, dizem ser fruto da degradação.

[2] E citam as palavras do profeta Isaías: “Israel não me conheceu e o povo não me entendeu”; eles querem que Isaías tenha falado da ignorância que se tinha do abismo invisível; e o que se lê em Oséias: “…porque não há fidelidade em Israel, nem conhecimento de Deus na terra”, eles o desviam forçosamente no mesmo sentido.

[3] O versículo: “Não há quem entenda nem quem procure a Deus, todos se desviaram e ao mesmo tempo se corromperam”, eles o compreendem como a ignorância que se tinha a respeito do Abismo invisível.

[4] E a que foi dita por Moisés: “Ninguém verá a Deus e viverá”, indica a mesma coisa.

[5] Dizem que os profetas viram o Demiurgo, e o que foi escrito: ninguém verá a Deus e viverá se refere à Grandeza invisível, não conhecida por ninguém.

[6] Que ninguém verá a Deus se refira ao Pai invisível, criador de todas as coisas, é evidente para todos nós; que, porém, não se refere a este Abismo inventado por eles, mas ao Demiurgo, que se identifica com o Deus invisível, será demonstrado no evolver do discurso.

[7] Daniel significaria a mesma coisa ao pedir ao Anjo a solução da parábola, porque ele a ignorava.

[8] O Anjo, escondendo-lhe o grande mistério do Abismo, lhe diz: “Retira-te, Daniel, estas são palavras de sentido recôndito até que os inteligentes as entendam e os puros sejam purificados”.

[9] E eles se gabam de serem os puros e os inteligentes.

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