[1] Cerinto, asiático, ensina que o mundo não foi feito pelo primeiro Deus, mas por uma Potência distinta e bem afastada da Potência que está acima de todas as coisas, que não conhecia o Deus que está acima de tudo.
[2] Jesus, segundo Cerinto, não nasceu da Virgem, porque isto lhe parecia impossível, mas foi filho de José e de Maria de maneira semelhante à dos outros homens e sobressaiu entre todos pela santidade, prudência e sabedoria.
[3] Depois do batismo desceu sobre ele, daquela Potência que está acima de todas as coisas, o Cristo, na forma de pomba, e desde então começou a anunciar o Pai incógnito e a fazer milagres.
[4] Finalmente o Cristo saiu de Jesus, voltou para o alto e Jesus sofreu e ressuscitou, enquanto o Cristo permanecia impassível, porque era pneumático.
[5] Os chamados ebionitas admitem que o mundo foi criado por Deus, mas acerca do Senhor pensam da mesma forma que Cerinto e Carpócrates.
[6] Utilizam somente o evangelho segundo Mateus e rejeitam o apóstolo Paulo como apóstata da Lei.
[7] Procuram interpretar as profecias de maneira bastante curiosa; praticam a circuncisão e continuam a observar a Lei e os costumes judaicos da vida e até adoram Jerusalém como se fosse a casa de Deus.
[8] Os nicolaítas tiveram por mestre Nicolau, um dos sete primeiros diáconos ordenados pelos apóstolos.
[9] Vivem desordenadamente. São plenamente caracterizados no Apocalipse de João, porquanto ensinam que a fornicação e o comer carne oferecida aos ídolos são coisas indiferentes.
[10] Por isso é que está escrito acerca deles: “Tens em teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, que eu também odeio”.

