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[1] Qual deles o Senhor não confunde quando ensina que os profetas não foram enviados por nenhum outro Deus a não ser o seu Pai nem por substâncias diversas, mas por um só e único Pai e que somente o seu Pai criou as coisas deste mundo?

[2] Com efeito ele diz: “Havia um pai de família que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, fez nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a uns agricultores e saiu de viagem. Quando chegou o tempo da colheita mandou seus servos aos agricultores para receber os frutos que eram seus. Mas os agricultores, apoderando-se dos servos, bateram num, mataram outro e lapidaram outro. Então mandou outros servos, em maior número que os primeiros, mas eles os trataram da mesma forma. Finalmente mandou-lhes o seu filho único, dizendo: Talvez respeitem o meu filho. Os agricultores, porém, ao ver o filho disseram entre si: Esse é o herdeiro, vinde, matemo-lo e possuiremos sua herança. E, apoderando-se dele, o lançaram fora da vinha e o mataram. Quando, portanto, virá o dono da vinha, o que fará a estes agricultores? Eles lhe disseram: Fará perecer miseravelmente estes miseráveis e arrendará a vinha a outros agricultores que lhe entregarão os frutos no tempo devido. Então o Senhor lhes disse: Nunca leram: a pedra rejeitada pelos construtores se tornou a pedra fundamental; isso foi feito pelo Senhor e é admirável aos nossos olhos? Por isso vos digo: o reino de Deus vos será tirado e entregue aos pagãos que o farão frutificar”.

[3] Com isso mostrou claramente aos discípulos que uno e idêntico é o Pai de família, isto é, Deus Pai que por si mesmo fez todas as coisas; mas os vinhateiros são vários, alguns insolentes e orgulhosos, e infrutuosos e assassinos do Senhor; e outros que entregam os frutos no tempo devido; que é o mesmo Pai de família que ora envia os servos, ora o seu Filho.

[4] O Pai que enviou o Filho aos vinhateiros que o mataram é o mesmo que já enviara os servos; mas o Filho que vinha da parte do Pai, com maior autoridade, dizia: “Mas eu vos digo”, enquanto os servos que vinham a serviço da parte do Senhor diziam: “Isto diz o Senhor…”

[5] Portanto, aquele que eles pregavam aos incrédulos é o mesmo que o Cristo fez conhecer como Pai aos que lhe obedecem, e o Deus que primeiramente tinha chamado os homens por meio da Lei de escravidão é o mesmo que em seguida os acolheu pela adoção.

[6] Com efeito Deus plantou a vinha do gênero humano primeiramente com a criação de Adão e a eleição dos patriarcas.

[7] Em seguida entregou-a a vinhateiros com a legislação mosaica, cercou-a com sebe, isto é, delimitou a terra que deviam cultivar, edificou uma torre, isto é, escolheu Jerusalém, preparou um lagar, isto é, receptáculo para o Espírito profético.

[8] E assim enviou-lhes profetas antes do exílio de Babilônia e, depois do exílio, outros ainda mais numerosos que os primeiros, para solicitar os frutos e dizer-lhes: “Eis o que diz o Senhor: corrigi os vossos caminhos e os vossos costumes, fazei juízos justos e cada um pratique o perdão e a misericórdia com seu irmão; não façais violência à viúva e ao órfão, ao estrangeiro e ao pobre; que nenhum de vós guarde em seu coração a lembrança da malícia do irmão”; “odiai o falso juramento”; “lavai-vos, purificai-vos, tirai as iniquidades dos vossos corações, aprendei a fazer o bem, procurai a justiça, defendei quem sofre violência, respeitai o direito do órfão e defendei a viúva; então vinde e discutiremos, diz o Senhor”.

[9] E ainda: “Refreia a tua língua do mal e teus lábios não falem o engano; evita o mal e faze o bem, procura a paz e segue-a”.

[10] Proclamando estas palavras os profetas solicitavam o fruto da justiça.

[11] E como não acreditassem neles, nos últimos tempos, enviou-lhes o seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, que os maus vinhateiros mataram e lançaram fora da vinha.

[12] Assim Deus entregou a vinha, não mais cercada, mas estendida ao mundo inteiro, a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos no tempo devido.

[13] A torre de eleição levanta-se em todo lugar, no seu esplendor, pois a Igreja brilha em todo lugar; em todo lugar é escavado o lagar, pois em todo lugar estão os que recebem o Espírito.

[14] Por ter recusado o Filho de Deus, por tê-lo matado e lançado fora da vinha, Deus justamente os reprovou e confiou aos pagãos, que estavam fora da vinha, a tarefa de fazê-la frutificar.

[15] Como o profeta Jeremias diz: “O Senhor reprovou e rejeitou a nação que faz estas coisas; pois os filhos de Judá fizeram o mal diante de mim, diz o Senhor”.

[16] E ainda: “Estabeleci sobre vós observadores; escutai a voz da trombeta. E eles disseram: Não escutaremos. Por isso os pagãos escutaram e seus pastores com eles”.

[17] Portanto, um só e o mesmo é o Deus Pai que plantou a vinha, que libertou o povo, enviou os profetas, enviou o seu Filho e entregou a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos no tempo devido.

[18] Eis por que o Senhor dizia aos seus discípulos, para fazer de nós bons operários: “Estai atentos e vigilantes em todo tempo para que os vossos corações não se tornem pesados pela devassidão, ebriedade e pensamentos mundanos e caia de repente sobre vós aquele dia. Pois ele chegará como laço sobre todos os que estão sentados na face da terra”.

[19] “Por isso os vossos flancos estejam cingidos, vossas lâmpadas acesas, e vós, como homens que esperam a vinda de seu senhor”.

[20] “Pois, como aconteceu nos dias de Noé — quando comiam e bebiam, compravam e vendiam, casavam e eram casadas e não souberam nada até o momento em que Noé entrou na arca, veio o dilúvio e os exterminou a todos —, ou como aconteceu nos dias de Lot — quando comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam, mas o dia em que Lot saiu de Sodoma caiu do céu uma chuva de fogo que os fez perecer a todos —, assim acontecerá na vinda do Filho do homem”; “vigiai, pois não sabeis em que dia o Senhor virá”.

[21] Foi um só e o mesmo Senhor que avisava, e, nos tempos de Noé, por causa da desobediência dos homens, mandou o dilúvio, e, nos tempos de Lot, por causa dos muitos pecados dos sodomitas, fez chover o fogo do céu, e, no final dos tempos, pela mesma desobediência e pelos mesmos pecados, fará vir o dia do juízo — quando haverá rigor menor para Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade ou casa que não receberam a palavra de seus apóstolos: “E tu Cafarnaum, dizia, serás exaltada até o céu? Não, descerás até o inferno. Com efeito, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que foram feitos em ti, permaneceria até hoje. Sim, eu vos digo, o dia do juízo será menos rigoroso para Sodoma do que para vós”.

[22] Único e idêntico é sempre o Verbo de Deus que dá aos que nele acreditam uma fonte de vida para a vida eterna, mas faz secar de repente a figueira estéril; que, nos tempos de Noé, com justiça, fez cair o dilúvio para exterminar a raça execrável dos homens de então, incapazes de produzir frutos para o Senhor, depois que os anjos rebeldes se misturaram com eles, para coibir seus pecados e salvar o arquétipo, a criação de Adão; que nos tempos de Lot fez chover do céu sobre Sodoma e Gomorra o fogo e o enxofre como exemplo do justo juízo de Deus, para que todos ficassem sabendo que toda árvore que não produz frutos será cortada e lançada ao fogo; que, no juízo universal, tratará com maior clemência Sodoma do que os que viram os prodígios que ele fazia e não acreditaram nele, nem receberam os seus ensinamentos.

[23] Como deu uma graça mais abundante pela sua vinda àqueles que acreditaram nele e cumpriram a sua vontade, assim no juízo terão pena maior os que não acreditaram nele, pois ele é justo igualmente com todos e mais exigirá daqueles aos quais deu mais; não mais porque lhes tenha revelado o conhecimento de outro Pai, como o demonstramos abundantemente, mas porque com a sua vinda espalhou sobre o gênero humano dom mais abundante da graça do Pai.

[24] Se para alguém não bastasse o que acabamos de dizer para crer que os profetas foram enviados pelo único e idêntico Deus que também enviou nosso Senhor, então abra os ouvidos de seu coração, invoque o Mestre e Senhor Jesus Cristo e ouça-o dizer que o reino dos céus é semelhante a um rei que preparou a festa de casamento de seu filho e mandou seus servos chamar os que foram convidados para a festa.

[25] E como eles não quisessem ouvir, “manda mais servos e diz: Dizei aos convidados: Vinde, preparei o meu banquete; os bois e os animais gordos já foram abatidos e tudo está pronto, vinde à festa. Mas eles se foram sem lhe prestar atenção; alguns para o seu campo, outros para fazer os seus negócios e outros agarraram os servos, bateram nalguns e mataram outros. Ouvindo isto, o rei se indignou, mandou suas tropas que mataram os assassinos e puseram fogo à cidade deles. E o rei disse aos seus servos: A festa de casamento está pronta, mas os convidados não a mereceram; portanto, ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes. Então os servos saíram e reuniram todos os que encontraram, maus e bons e a sala da festa encheu-se de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados, observou um homem que não estava vestido com o traje de festa e lhe disse: Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa? Como o outro ficasse mudo, o rei disse aos que o serviam: Agarrai-o pelos pés e os braços e lançai-o nas trevas exteriores: aí haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são chamados e poucos são escolhidos”.

[26] Com estas palavras o Senhor manifestou tudo claramente: que único é o rei e Senhor, Pai de todas as coisas, de quem antes dissera: “Não jurarás por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei”; que desde o princípio preparou as núpcias de seu Filho e na sua imensa bondade chamava, por meio de seus servos, os primeiros ao banquete nupcial, e quando esses se recusaram a ir, enviou ainda outros servos a chamá-los e sequer então os escutaram e até lapidaram e mataram os que lhes traziam os convites.

[27] Que enviou as suas tropas a exterminá-los e incendiar a cidade deles; que de todos os caminhos, isto é, de todas as nações, convidou os homens à festa de casamento de seu Filho.

[28] Como diz por meio de Jeremias: “Eu vos enviei os meus servos, os profetas, para dizer: Afaste-se cada um de vós de seu péssimo caminho e melhore as suas ações”.

[29] E ainda, pelo mesmo profeta: “Eu vos enviei todos os meus servos, os profetas, de dia, antes de clarear e não me escutaram nem me deram ouvido. E lhes dirás esta palavra: Esta nação que não escutou a voz do Senhor e não recebeu o seu ensinamento perdeu a fidelidade da sua boca”.

[30] Assim este Senhor que chamou a nós de todos os lugares, chamou também os antigos por meio dos profetas, como revelam as palavras do Senhor.

[31] E os profetas não vinham de um Deus e os apóstolos de outro, mesmo pregando a povos diferentes, mas de um só e idêntico Deus, uns anunciavam o Senhor e outros levavam a boa nova do Pai; uns prenunciavam a vinda do Filho de Deus, outros o anunciavam presente aos que estavam longe dele.

[32] Ao mesmo tempo, manifestou que nos devemos adornar com as obras da justiça, pois não basta ser chamados, para que repouse sobre nós o Espírito de Deus.

[33] Esta é a veste nupcial de que fala o Apóstolo: “Não queremos ser despojados, mas o revestir por cima, para que o mortal seja absorvido pela imortalidade”.

[34] Os chamados ao banquete do Senhor e que, pela sua má conduta, não receberam o Espírito Santo serão, diz ele, “lançados nas trevas exteriores”.

[35] Com isso mostra claramente que o mesmo Rei, que convidou os homens de todas as partes para a festa de casamento de seu Filho e ofereceu o banquete de incorrupção, ordena lançar nas trevas exteriores aquele que não tem o traje nupcial, isto é, aquele que despreza.

[36] Como na primeira Aliança não se comprouve em muitos deles, da mesma forma agora “muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos”.

[37] Não é, portanto, um o Deus que julga e outro o Pai que chama à salvação, nem se distingue quem dá a luz eterna do que manda lançar fora, nas trevas, quem não tem o traje nupcial, mas é o único e idêntico Pai de nosso Senhor, pelo qual também foram enviados os profetas; único que chama os indignos por causa da sua imensa bondade e que examina os convidados para ver se têm o traje apropriado para as bodas de seu Filho, porque não gosta de nada de inconveniente e de mau.

[38] Como o Senhor disse ao que foi curado: “Eis que foste curado: não peques mais para que não te aconteça algo pior”.

[39] Sendo bom, justo, puro e imaculado não suporta nada de mau, de injusto ou de detestável no seu tálamo nupcial.

[40] Este é o Pai de nosso Senhor, pela providência do qual subsistem todas as coisas e todas são administradas por ordem sua; que dá de graça a quem é conveniente e retribui os ingratos e os insensíveis à sua bondade de acordo com seus merecimentos.

[41] Eis por que ele diz: “Enviará as suas tropas para eliminar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles”.

[42] Ele diz “as suas tropas” porque todos os homens são de Deus: “com efeito, é do Senhor a terra e tudo o que ela contém, o mundo e todos os seus habitantes”.

[43] Eis por que o Apóstolo diz na carta aos Romanos: “Não há autoridade que não venha de Deus e, as que existem, foram estabelecidas por Deus. Assim quem resiste à autoridade resiste à ordem estabelecida por Deus. E os que lhe resistem, atraem sobre si a condenação. Os magistrados não devem ser temidos por causa das boas ações, e sim pelas más. Queres não ter medo da autoridade? Faz o bem e receberás dela o elogio; ela é para ti ministra de Deus para o bem. Mas se fazes o mal, deves ter medo, porque não é sem motivo que porta a espada; com efeito, ela é ministra de Deus para exercer a cólera e a vingança sobre quem faz o mal. Portanto, sede submissos não somente por medo da cólera, mas por causa da justiça. É por isso que pagais os tributos; eles são os ministros de Deus e o servem desta forma”.

[44] O Senhor e o Apóstolo anunciavam um só Deus Pai, que deu a Lei, que enviou os profetas, que fez todas as coisas, e é por isso que diz: Enviando as suas tropas, porque todos os homens, por serem homens, são suas criaturas, ainda que não conheçam o seu Senhor, pois deu a todos eles a existência, ele que “faz o seu sol levantar sobre os maus e os bons e faz chover sobre os justos e os injustos”.

[45] Não é somente pelo que foi dito até agora, mas também pela parábola dos dois filhos, o menor dos quais esbanjou todos os seus bens numa vida desenfreada, que ensinou um único e idêntico Pai, que ao filho mais velho não dá sequer um cabrito, ao passo que para o filho mais novo, que fora perdido, manda matar o bezerro mais gordo e entregar a veste melhor.

[46] A parábola dos operários enviados a trabalhar na vinha a horas diferentes mostra também que há um só e idêntico Senhor que chamou alguns logo desde a formação do mundo, outros depois, outros ao meio do tempo, outros depois de transcorrido bastante tempo e outros bem no fim dos tempos, de forma que nas suas épocas os operários são numerosos, mas é um só o pai de família que os chama.

[47] Uma é a vinha porque uma é a justiça; um é o administrador porque um é o Espírito de Deus que administra todas as coisas, como um é o salário porque todos receberam um denário com a imagem e a inscrição do rei, isto é, o conhecimento do Filho de Deus que é a incorruptibilidade.

[48] Eis por que começou a pagar o salário a partir dos últimos, porque foi nos últimos tempos que o Senhor se manifestou e se tornou presente a todos.

[49] O publicano cuja oração foi melhor do que a do fariseu, segundo a palavra do Senhor, foi justificado de preferência não porque adorava outro Pai, mas porque fazia a sua confissão ao mesmo Deus com grande humildade, sem orgulho e vaidade.

[50] O único e idêntico Pai é indicado ainda pela parábola dos dois filhos enviados à vinha, um dos quais se recusou a obedecer ao pai, mas depois se arrependeu, quando o arrependimento já não lhe dava proveito, ao passo que o outro prometeu ir, dando consenso pronto ao pai, mas não foi, porque todo homem é mentiroso e se o querer está à sua disposição não encontra a força de executar.

[51] Também a parábola da figueira, de quem o Senhor diz: “Eis que já são três anos que procuro fruto nesta figueira e não encontro nenhum”, significa claramente a sua vinda por meio dos profetas, mediante os quais veio algumas vezes procurar deles uns frutos sem os encontrar; indicava também que a figueira seria cortada pelo motivo acima.

[52] Da mesma forma ainda, mas esta vez sem parábola, o Senhor dizia a Jerusalém: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e lapidas os que te são enviados, quantas vezes quis reunir os teus filhos como a galinha recolhe os pintinhos debaixo das asas, e não quiseste! Eis, a vossa casa vos será deixada deserta”.

[53] O que fora dito em parábola: “Eis, já são três anos que venho procurar frutos”, e depois abertamente: “Quantas vezes eu quis reunir os teus filhos”, se não o entendemos a respeito da sua vinda por meio dos profetas é mentira, pois foi uma só e primeira a vez que veio a eles.

[54] Mas a prova de que é o mesmo Verbo de Deus que escolheu os patriarcas e frequentemente os visitou pelo Espírito profético, e que, pela sua vinda, nos reuniu de todos os lugares, está naquelas palavras que disse em toda verdade, mas especialmente nestas: “Muitos virão do Oriente e do Ocidente e repousarão com Abraão, Isaac e Jacó no reino dos céus, enquanto os filhos do reino irão para as trevas exteriores onde haverá choro e ranger de dentes”.

[55] Se, portanto, os que, vindos do oriente e do ocidente, acreditaram nele pela pregação dos apóstolos devem encontrar lugar com Abraão, Isaac e Jacó no reino dos céus, e participar com eles da mesma festa, está demonstrado que um só e idêntico Deus escolheu os patriarcas, visitou o povo e chamou os pagãos.

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