[1] Deus, louvarei o teu nome com regozijo, no meio dos que conhecem os teus justos juízos.
[2] Porque tu és benigno e misericordioso, o refúgio do pobre; ao clamar a ti não te silencies para comigo.
[3] E não tomará despojos do homem forte; e quem tomará de todas as coisas, das quais fizeste, se não deres?
[4] Porque o homem e a sua parte estão contigo guardados; não retribuirás em demasia com teu juízo, ó Deus.
[5] Ao sermos oprimidos te pediremos por socorro; mas não rejeites a nossa súplica, porque tu és o nosso Deus.
[6] Não peses a tua mão sobre nós, para que não pequemos devido ao sofrimento.
[7] E se não te afastares de nós, não nos afastaremos; mas a ti iremos.
[8] Se estiver com fome, a ti clamarei, ó Deus, e tu me saciarás.
[9] Tu alimentas os passarinhos e os peixes, quando dás chuva aos desertos para sair a relva.
[10] Preparas alimento no deserto a todos os viventes, e se estiverem com fome a ti erguerão suas faces.
[11] Os reis, os poderosos e os povos tu alimentas, ó Deus também do pobre e do necessitado; e quem é a esperança se não tu, Senhor?
[12] E tu atendes, porque quem é bom e gentil se não tu, que alegras a alma do humilde ao revelar a tua mão misericordiosa?
[13] A benignidade do homem é pouca e passageira; e, se a repete sem murmuração, te espantas disto.
[14] Entretanto o teu dom é abundante com benignidade e riqueza, o que é a esperança em ti; não faltará dom.
[15] Sobre toda a terra está bondosamente a tua misericórdia, Senhor.
[16] Bem-aventurado aquele que se lembra de Deus na simetria da auto-suficiência; se demasiadamente abundares, o homem peca.
[17] Suficiente é a moderação da justiça, e nisto está a bênção do Senhor, para satisfação na justiça.
[18] Que se regozijem os que temem ao Senhor nos benefícios, e a tua benignidade esteja sobre Israel no teu reino.
[19] Bendita é a glória do Senhor, porque ele é o nosso Rei.

