[1] Há alguns que dizem que Jesus foi o receptáculo do Cristo; nele Cristo teria descido do alto sobre Jesus em forma de pomba e, depois de ter revelado o Pai inexprimível, teria reentrado, de forma incompreensível e invisível, no Pleroma. Tudo isto teria ficado ignorado não somente pelos homens, mas também pelas Potências e Virtudes que estão no céu; Jesus é o Filho, Cristo é o Pai e o Pai de Cristo é Deus.
[2] Outros dizem que Cristo sofreu somente na aparência, sendo impassível por natureza. Os valentinianos, por sua vez, ensinam que o Jesus da economia é aquele que passou por Maria; sobre ele desceu o Salvador do alto, também chamado Cristo, porque traz o nome de todos os que o emitiram; este comunicou o seu poder e o seu nome ao Jesus da economia a fim de que, por seu meio, a morte fosse vencida e, por meio do Salvador descido do alto, o Pai fosse conhecido.
[3] Este Salvador é o receptáculo do Cristo e de todo o Pleroma. Assim, com as palavras confessam um só Jesus Cristo, mas no pensamento distinguem várias pessoas — com efeito, de acordo com a sua regra de fé, que já apresentamos, o Cristo emitido pelo Unigênito para reparar o Pleroma é distinto do Salvador, emitido para a glorificação do Pai, distinto, ainda, do homem da economia e somente este teria sofrido a paixão, ao passo que o Salvador, trazendo o Cristo, voltava ao Pleroma.
[4] É necessário, portanto, que apresentemos por inteiro a doutrina dos apóstolos acerca de nosso Senhor Jesus Cristo, demonstrando que não somente nada disso passou pelas suas cabeças, mas que, inspirados pelo Espírito Santo, até deram a conhecer antecipadamente aqueles que, sob o influxo de Satanás, teriam ensinado estas coisas, para corromper a fé de muitos e afastá-los da vida.
[5] Quanto a João, já demonstramos suficientemente com as próprias palavras dele, que conheceu um só e idêntico Verbo de Deus, o Filho Unigênito, que se encarnou para nossa salvação, nosso Senhor Jesus Cristo.
[6] Mateus, também, conhece um só e mesmo Jesus Cristo, de quem narra a geração humana da Virgem, segundo a promessa feita por Deus a Davi de suscitar do fruto de seu seio um rei eterno, como muito antes já prometerá a Abraão. Diz ele: “Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão”.
[7] Depois, para eliminar de nossa mente toda suspeita em relação a José, diz: “A geração de Cristo foi assim: estando desposada com José, achou-se ter concebido por obra do Espírito Santo, antes de coabitarem”.
[8] Depois, como José pensasse em repudiar Maria por estar grávida, um anjo de Deus se lhe apresentou e lhe disse: “Não temas receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo. Dará à luz um filho, ao qual darás o nome Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta, que diz: ‘Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe darão o nome de Emanuel, que quer dizer: Deus conosco’”.
[9] Com isto afirma claramente que se realizou a promessa feita aos pais, do nascimento do Filho de Deus da Virgem e que justamente este é o Cristo Salvador, anunciado pelos profetas, sem distinguir, como os hereges, um Jesus nascido de Maria e um Cristo descido do alto.
[10] Mateus poderia dizer de outra forma: “A geração de ‘Jesus’ deu-se assim…”; mas o Espírito Santo, ao prever estes intérpretes perversos e ao precaver-nos contra as suas fraudes, disse por meio de Mateus: “A geração de ‘Cristo’ deu-se assim…” e acrescenta que ele é o Emanuel, para que não o julgássemos simples homem — com efeito, não foi pela vontade da carne ou pela vontade do homem, mas pela vontade de Deus que o Verbo se fez carne — e para que sequer suspeitássemos que um era Jesus e outro o Cristo e soubéssemos que é única e idêntica pessoa.
[11] A mesma coisa afirmou Paulo ao escrever aos romanos: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado apóstolo, escolhido para o Evangelho de Deus, o qual tinha prometido antes pelos seus profetas nas santas Escrituras, acerca do seu Filho, que nasceu da posteridade de Davi, segundo a carne, declarado Filho de Deus, com poder, segundo o seu Espírito de santificação, pela sua ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo Senhor nosso”.
[12] Na mesma carta aos Romanos ele diz ainda, a respeito de Israel: …“Dos quais são os patriarcas e dos quais descende o Cristo, segundo a carne, o qual está sobre todas as coisas, Deus bendito por todos os séculos”.
[13] Diz ainda na carta aos Gálatas: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, a fim de que remisse os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos”.
[14] Afirma, portanto, claramente que existe um único Deus que prometeu enviar o Filho, um único Jesus Cristo, Senhor nosso, da descendência de Davi pela concepção que teve de Maria, predestinado a ser Filho de Deus, Jesus Cristo, pelo seu poder, por meio do Espírito de santidade, em seguida à ressurreição dos mortos, para ser o primogênito dos mortos, como é o primogênito de toda a criação, Filho de Deus, feito Filho do homem, para que recebêssemos a adoção de filhos, enquanto o homem traz, contém e abraça o Filho de Deus.
[15] Eis por que também Marcos diz: “Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus, conforme está escrito nos profetas”. Ele reconhece um único Filho de Deus Jesus Cristo, anunciado pelos profetas, nascido do fruto do seio de Davi, Emanuel, mensageiro do grande desígnio do Pai, por meio do qual fez nascer o Oriente, o justo, sobre a casa de Davi, levantou o poder de sua salvação, suscitou um testemunho em Jacó, como diz Davi, explicando os motivos de seu nascimento, e “pôs uma lei em Israel, para que a soubesse a geração seguinte; os filhos que hão de nascer e se hão de levantar, o contarão também a seus filhos, para que ponham em Deus a sua esperança e busquem com cuidado os seus mandamentos”.
[16] Assim também o anjo dando a boa-nova a Maria, diz: “Este será grande, será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi”, proclamando que o Filho do Altíssimo é também filho de Davi.
[17] E o próprio Davi, conhecendo pelo Espírito a economia de sua vinda, pela qual reina soberanamente sobre todos os vivos e os mortos, proclama que é o Senhor que está sentado à direita do Pai altíssimo.
[18] Também Simeão, “que recebera do Espírito Santo o oráculo de que não morreria antes de ver o Cristo”, quando recebeu em suas mãos Jesus, o primogênito da Virgem, louvou a Deus, dizendo: “Agora, Senhor, deixa partir o teu servo em paz segundo a tua palavra; porque os meus olhos viram a tua salvação que preparaste ante a face de todos os povos; luz para iluminar as nações, e glória de Israel, teu povo”; reconhecendo que a criança que tinha entre os braços, Jesus, o filho de Maria era o Cristo, Filho de Deus, luz dos homens e glória de Israel, paz e refrigério dos que adormeceram.
[19] Pois, esta criança já despojava os homens, tirando-lhes a ignorância e concedendo-lhes o conhecimento de si mesmo e tornando seus despojos os que o conheciam, segundo a palavra de Isaías: “Dá-lhe o nome: Toma depressa os despojos, Faze velozmente a presa”. Esta, com efeito, é a obra de Cristo.
[20] Era, portanto, o Cristo em pessoa que Simeão segurava enquanto abençoava o Altíssimo; era por ter visto o Cristo que os pastores glorificavam a Deus; era o Cristo, no seio de Maria, que João, estando no seio de sua mãe, reconhecia e saudava com alegria, como o seu Senhor; era o Cristo que os magos viram e adoraram, depois de lhe ter oferecido os dons de que falamos antes, e se ter prostrado aos pés do Rei eterno, após o que voltaram por outro caminho e não mais pelo caminho dos assírios, “porque antes que a criança saiba dizer papai e mamãe, terá em mãos o poder de Damasco e os despojos de Samaria, diante do rei dos assírios”, manifestando de modo velado, mas poderoso, que o Senhor, com mão secreta, triunfava de Amalec.
[21] Era ainda por isso que tirava as crianças da casa de Davi que tiveram a sorte de nascer naquele momento, para enviá-las à frente dele ao seu reino; ele, criança, preparava para si crianças mártires, entre os filhos dos homens, porque foi justamente por Cristo, que nasceu em Belém de Judá, na cidade de Davi, que elas foram mortas, como dizem as Escrituras.
[22] É ainda por este motivo que o Senhor dizia aos dois discípulos, depois da sua ressurreição: “Ó estultos e tardos de coração para crer tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que o Cristo sofresse tais coisas e que assim entrasse na sua glória?”
[23] E diz ainda aos discípulos: “Isto são as coisas que eu vos dizia, quando ainda estava convosco, que era necessário que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos salmos”.
[24] Então abriu-lhes o entendimento, para compreenderem as Escrituras; e disse-lhes: “Assim está escrito, e assim era necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos e que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações”.
[25] Este é aquele que nasceu de Maria, porque “é necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, que seja rejeitado, que seja crucificado e ressuscite ao terceiro dia”.
[26] O Evangelho não conhece, pois, nenhum outro Filho do homem senão o que nasceu de Maria e padeceu, e certamente não conhecia um Cristo que teria levantado vôo de Jesus, antes da paixão; só conhece naquele que nasceu Jesus Cristo, o Filho de Deus, e que o mesmo padeceu e ressuscitou.
[27] A mesma coisa afirma João, o discípulo do Senhor: “Estas coisas foram escritas a fim de que creiais que Jesus é o Cristo, Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome”. Ele prevê antecipadamente essas teorias blasfemas desses tais que, quanto a eles, dividem o Senhor, declarando-o composto por esta e aquela outra substância.
[28] Eis por que, na sua carta, nos dá ainda este testemunho: “Filhinhos, é a última hora. Como ouvistes dizer, o Anticristo está para vir, mas digo-vos que já agora há muitos anticristos, donde conhecemos que é a última hora. Eles saíram de entre nós, mas não eram dos nossos, porque se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco; mas aconteceu para que se conheça que nem todos são dos nossos. Sabei que toda mentira é estranha e não vem da verdade. Quem é mentiroso se não aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o Anticristo”.
[29] Todos estes, de quem falamos, quando confessam um só Cristo com a boca, ridicularizam a si mesmos, falando uma coisa e pensando outra. A teoria deles, aliás muito variada, como demonstramos, apresenta aquele que padeceu e nasceu, isto é, Jesus, distinto do que desceu nele e depois subiu, isto é, o Cristo: o primeiro derivaria do Demiurgo, ou seria o Jesus da economia, ou o filho de José, capaz de sofrer; o outro teria descido das regiões invisíveis e inexprimíveis e é invisível, incompreensível e impassível.
[30] Assim se extraviam longe da verdade porque o seu pensamento se afasta do verdadeiro Deus. Eles não entendem que o Verbo Unigênito de Deus, sempre achegado ao gênero humano, que se uniu intimamente à sua obra pelo beneplácito do Pai, e se fez carne, outro não é senão Jesus Cristo nosso Senhor, que por nós sofreu, ressuscitou e voltará, na glória do Pai, para ressuscitar todo homem, revelar a salvação e aplicar a regra do justo juízo a todos os que estão submetidos ao seu poder.
[31] Portanto, existe um só Deus Pai, como dissemos, e um só Jesus Cristo, nosso Senhor, que se torna presente por meio de toda a economia e recapitula em si todas as coisas. Neste “todas as coisas” está incluído o homem, criatura de Deus, e, recapitulando em si também o homem, de invisível que era tornou-se visível, de incompreensível, inteligível, de impassível, passível, de Verbo, homem. Recapitulou todas as coisas em si para que ele, que como Verbo de Deus tem a primazia entre os seres celestes, espirituais e invisíveis, a tivesse também entre os seres visíveis e corporais, e para que, ao assumir em si esta primazia e ao tornar-se cabeça da Igreja, atraísse a si todas as coisas, no tempo oportuno.
[32] Não há nada de inconveniente ou de intempestivo nele, como não há nada de incoerente no Pai, que prevê todas as coisas, depois realizadas pelo Filho de maneira conveniente, oportuna e no tempo devido.
[33] Por isso, quando Maria quis apressar o sinal maravilhoso do vinho para participar antes do tempo da taça antecipada, o Senhor moderou a sua pressa intempestiva e lhe disse: “Que importa a mim e a ti, mulher? Ainda não chegou a minha hora”, porque esperava a hora prevista pelo Pai.
[34] Por isso, ainda, mesmo tendo muitas vezes a vontade de o prender, “ninguém lhe lançou as mãos, porque não tinha ainda chegado a hora” de ser preso, o tempo da paixão previsto pelo Pai, como diz também o profeta Habacuc: “Quando chegarem os anos tu serás reconhecido, quando se avizinhará o tempo te manifestarás; quando a minha alma estará perturbada por causa da tua cólera, lembrar-te-ás da tua misericórdia”.
[35] E Paulo, por sua vez, diz: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho”.
[36] Pode-se ver, de tudo isto, que todas as coisas previstas pelo Pai são realizadas com ordem e tempestividade, no tempo prefixado e conveniente, por nosso Senhor, único e idêntico, rico e multímodo, porque obedece à vontade rica e múltiplice do Pai e é ao mesmo tempo Salvador dos que se salvam, Senhor dos que estão submetidos ao seu poder, Deus das coisas criadas, Unigênito do Pai, Cristo profetizado e Verbo de Deus, encarnado quando veio a plenitude do tempo em que o Filho de Deus se devia tornar Filho do homem.
[37] Deste modo estão todos fora da economia os que, a pretexto da gnose, entendem como distintos Jesus, o Cristo, o Unigênito, o Verbo e o Salvador que seria a emissão de todos os Éões lançados na decadência, como afirmam estes discípulos do erro, que por fora são ovelhas, porque a linguagem exterior os faz parecer semelhantes a nós, pelo fato de dizer as mesmas coisas que nós, mas por dentro são lobos, porque a sua doutrina é homicida enquanto inventa uma pluralidade de deuses, imagina uma multidão de pais e faz em pedaços e divide, de várias formas, o Filho de Deus.
[38] O Senhor nos preveniu para que tomássemos cuidado com eles e o seu discípulo João, na carta já citada, nos ordena evitá-los, dizendo: “Muitos sedutores se têm levantado no mundo, que não confessam que Jesus Cristo veio na carne. Estes tais são os sedutores, são os anticristos. Tomai cuidado com eles para não perder o fruto do vosso trabalho”.
[39] E ainda na carta: “Muitos falsos profetas vieram ao mundo. Nisto se conhece o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio na carne, é de Deus; todo o espírito que divide Jesus, não é de Deus, mas do anticristo”.
[40] Estas palavras são semelhantes às do Evangelho, em que se diz: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Eis por que ele ainda proclama, na sua carta: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus”, reconhecendo um único e mesmo Jesus Cristo, para quem se abriram as portas do céu pela sua assunção na carne e que, na mesma carne em que sofreu, nos virá revelar a glória do Pai.
[41] Paulo é do mesmo parecer quando escreve aos romanos: …“com maior razão os que recebem a abundância da graça e da justiça pela vida, reinarão por obra do único Jesus Cristo”.
[42] Ele não conhece um Cristo que tenha levantado vôo de Jesus, como não conhece um Salvador do alto, incapaz de sofrer, porque se um sofreu e o outro ficou impassível, um nasceu e o outro desceu nele e depois o deixou, evidentemente já não se trata de único indivíduo, mas de dois.
[43] E porque o Apóstolo reconhece um único Jesus Cristo, que nasceu e sofreu, diz ainda na mesma carta: “Não sabeis que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, também nós vivamos vida nova?”
[44] Outra vez, para indicar que o mesmo Cristo que sofreu é o Filho de Deus que morreu por nós e nos resgatou pelo seu sangue, no tempo preestabelecido, diz: “Por que motivo, pois, quando nós ainda estávamos enfermos, morreu Cristo pelos ímpios, no tempo determinado? Deus manifesta a sua caridade para conosco, porque, quando ainda éramos pecadores, no tempo oportuno, morreu Cristo por nós. Pois muito mais agora, que somos justificados pelo seu sangue, seremos salvos da ira por ele mesmo. Porque se, sendo nós inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida”.
[45] Paulo afirma aqui, claramente, que o mesmo que foi capturado, sofreu e derramou o seu sangue por nós, é o Cristo, Filho de Deus, que ressuscitou e foi elevado ao céu.
[46] Em outro lugar ele diz: “Cristo morreu, mas também ressuscitou, ele que está sentado à direita de Deus”.
[47] E ainda: “Sabendo que Cristo, ressuscitado dos mortos, já não morrerá”.
[48] Disse antecipadamente estas palavras que citamos, porque via, no Espírito, as distinções destes maus mestres e para tirar todo pretexto a divergências.
[49] E um pouco mais adiante diz: “Se o Espírito do que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós, ele, que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais”.
[50] Parece ouvi-lo gritar aos que querem ouvir: Não vos enganeis, um e idêntico é Jesus Cristo, o Filho de Deus que pela sua paixão nos reconciliou com Deus, ressuscitou dos mortos, está sentado à direita do Pai e é perfeito em tudo; açoitado, não devolvia os golpes, sofrendo, não ameaçava, tratado injustamente, pedia ao Pai perdoasse aos que o crucificavam.
[51] Somente ele nos salvou verdadeiramente, ele o Verbo de Deus, o Unigênito do Pai, nosso Senhor Jesus Cristo.

