[1] Como os dias são maus, e aquele que exerce o poder está ativo, devemos, para o nosso próprio bem, prestar atenção a nós mesmos e procurar as decisões do Senhor.
[2] Os auxiliares da nossa fé são o temor e a perseverança; e nossos companheiros de luta são a paciência e o autocontrole.
[3] Se essas virtudes permanecem puras diante do Senhor, então a sabedoria, a inteligência, a ciência e o conhecimento virão regozijar-se com elas.
[4] De fato, foi-nos mostrado, por meio de todos os profetas, que Deus não tem necessidade de sacrifícios, nem de holocaustos, nem de ofertas.
[5] Em certa ocasião, ele diz: “Que me importa a multidão de vossos sacrifícios?”, diz o Senhor. “Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de cordeiros; não quero sangue de touros e de bodes, nem que venhais vos apresentar diante de mim. Quem pediu essas coisas de vossas mãos? Não continueis a pisar o meu átrio. Se ofereceis flor de farinha, é em vão; vosso incenso é para mim abominação. Não suporto vossas luas novas e vossos sábados.”
[6] Ele rejeitou essas coisas, para que a lei nova de nosso Senhor Jesus Cristo, que é sem o jugo da necessidade, não precise de oferta preparada por mãos humanas.
[7] Ele ainda lhes disse: “Por acaso ordenei a vossos pais, quando saíram do Egito, que me oferecessem holocaustos? Pelo contrário, eis o que lhes ordenei: Que nenhum de vós guarde rancor em seu coração contra o próximo, e que não ameis o juramento falso.”
[8] Devemos, portanto, compreender, pois não somos sem inteligência, o desígnio bondoso de nosso Pai. Pois ele se dirige a nós, desejando que procuremos o modo de nos aproximar dele, sem nos extraviar como aqueles homens.
[9] Eis, portanto, o que ele nos diz: “O sacrifício para Deus é um coração contrito; o perfume de suave odor para o Senhor é o coração que glorifica o seu Criador.”
[10] Irmãos, devemos, portanto, cuidar de nossa salvação, para que o maligno não introduza o erro em nós e nos atire, como pedra de funda, para longe da nossa vida.

