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[1] Quanto ao tempo de oração, a observância externa de certas horas não será sem proveito — refiro-me àquelas horas comuns que marcam as divisões do dia: a terceira, a sexta e a nona — as quais podemos encontrar nas Escrituras como mais solenes do que as demais.

[2] A primeira efusão do Espírito Santo sobre os discípulos reunidos ocorreu à terceira hora.

[3] Pedro, no dia em que teve a visão da comunhão universal, representada naquele pequeno vaso, subiu às partes mais altas da casa para orar, à sexta hora.

[4] O mesmo apóstolo entrou no templo com João à nona hora, quando restaurou a saúde do paralítico.

[5] Embora essas práticas subsistam de modo simples, sem qualquer preceito expresso para sua observância, ainda assim pode-se considerar bom estabelecer alguma regra definida, a qual tanto acrescente firmeza à exortação à oração quanto, por assim dizer, como por uma lei, nos arranque de nossos afazeres para esse dever.

[6] Assim, conforme lemos também a respeito de Daniel — em conformidade, evidentemente, com a disciplina de Israel — oremos ao menos não menos que três vezes ao dia, sendo nós devedores ao Três: Pai, Filho e Espírito Santo.

[7] Isso, naturalmente, além de nossas orações regulares, que são devidas, mesmo sem advertência, ao nascer da luz e ao cair da noite.

[8] Além disso, convém aos fiéis não tomar alimento nem ir ao banho antes de interpor uma oração.

[9] Pois os refrigérios e os alimentos do espírito devem ser tidos como prioritários em relação aos da carne, e as coisas celestiais, em relação às terrenas.

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