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[1] Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutir-se-á em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratar o assunto verbalmente conosco poderão fazê-lo por escrito.

[2] Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

[3] 1ª Tese — Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: “Arrependei-vos…”, certamente quer que toda a vida de seus crentes na terra seja um contínuo e ininterrupto arrependimento.

[4] 2ª Tese — Essa expressão não pode e não deve ser interpretada como se referindo ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e à satisfação administradas pelos sacerdotes.

[5] 3ª Tese — Todavia, ele não quer que se entenda apenas o arrependimento interior; o arrependimento interior nem mesmo é arrependimento quando não produz toda espécie de mortificação da carne.

[6] 4ª Tese — Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perduram enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até sua entrada na vida eterna.

[7] 5ª Tese — O papa não quer nem pode dispensar outras penas além daquelas que impôs por seu próprio arbítrio ou de acordo com os cânones, que são estatutos papais.

[8] 6ª Tese — O papa não pode perdoar uma dívida, mas somente declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus, ou fazê-lo nos casos que lhe foram reservados. Nesses casos, se fossem desprezados, a dívida de modo algum seria anulada ou perdoada.

[9] 7ª Tese — Deus não perdoa a dívida de ninguém sem que, ao mesmo tempo, o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu representante.

[10] 8ª Tese — Os cânones penitenciais, que são as ordenanças que prescrevem a maneira como se deve confessar e expiar, são impostos somente aos vivos e, de acordo com essas mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.

[11] 9ª Tese — Eis por que o Espírito Santo nos faz bem por meio do papa, quando este exclui de todos os seus decretos e direitos o caso da morte e da necessidade extrema.

[12] 10ª Tese — Procedem de maneira insensata e má os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos penitências canônicas para serem cumpridas no purgatório.

[13] 11ª Tese — Esse joio, que consiste em transformar a penitência e a satisfação previstas pelos cânones ou estatutos em penas do purgatório, foi semeado enquanto os bispos dormiam.

[14] 12ª Tese — Outrora, as penas canônicas, isto é, a penitência e a satisfação pelos pecados cometidos, eram impostas não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.

[15] 13ª Tese — Os moribundos satisfazem tudo com sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, justamente dispensados de suas imposições.

[16] 14ª Tese — A piedade ou o amor imperfeitos da parte daquele que se encontra às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; portanto, quanto menor o amor, tanto maior o temor.

[17] 15ª Tese — Esse temor e espanto, por si sós, sem nos referirmos a outras coisas, bastam para produzir o tormento e o horror do purgatório, pois se aproximam da angústia do desespero.

[18] 16ª Tese — Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes entre si quanto o são o desespero completo, o desespero incompleto ou quase desespero e a certeza.

[19] 17ª Tese — Parece que, assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, também deve crescer e aumentar o amor.

[20] 18ª Tese — Também parece não ter sido provado, nem por boas razões nem pelas Escrituras, que as almas do purgatório se encontrem fora da possibilidade de adquirir mérito ou de crescer no amor.

[21] 19ª Tese — Parece ainda não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e já não receiem por ela, embora nós tenhamos essa certeza.

[22] 20ª Tese — Por isso, o papa não quer dizer nem pretende que as palavras “perdão plenário de todas as penas” signifiquem o perdão de todo tormento, mas somente das penas impostas por ele.

[23] 21ª Tese — Eis por que erram os pregadores de indulgências ao afirmarem que o homem é perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.

[24] 22ª Tese — Com efeito, o papa não dispensa as almas do purgatório de nenhuma das penas que, segundo os cânones da Igreja, deveriam ter sido expiadas e pagas na presente vida.

[25] 23ª Tese — É verdade que, se houver algum perdão plenário de todas as penas, ele será concedido somente aos mais perfeitos, que são muito poucos.

[26] 24ª Tese — Portanto, a maioria do povo é enganada pelas pomposas e indistintas promessas de perdão, pelas quais o homem simples é levado a acreditar que suas penas estão pagas.

[27] 25ª Tese — Exatamente o mesmo poder geral que o papa possui sobre o purgatório, qualquer bispo e qualquer responsável pela cura das almas possuem, de modo particular, em seu bispado e em sua paróquia.

[28] 26ª Tese — O papa procede muito bem quando concede perdão às almas não em virtude do poder das chaves, poder que não possui nesse caso, mas por meio de auxílio ou intercessão.

[29] 27ª Tese — Pregam fantasias humanas aqueles que afirmam que, no momento em que a moeda soa ao cair na caixa, a alma deixa o purgatório.

[30] 28ª Tese — É certo que, no momento em que a moeda soa na caixa, surgem o lucro e o aumento do amor ao dinheiro; o auxílio ou a intercessão da Igreja, porém, dependem somente da vontade e do agrado de Deus.

[31] 29ª Tese — E quem sabe se todas as almas do purgatório desejam ser libertadas, considerando o que se conta a respeito de São Severino e São Pascoal?

[32] 30ª Tese — Ninguém tem certeza da suficiência de seu verdadeiro arrependimento e pesar; muito menos pode ter certeza de haver alcançado o pleno perdão de seus pecados.

[33] 31ª Tese — Tão raro quanto alguém possuir verdadeiro arrependimento e pesar é encontrar alguém que verdadeiramente alcance indulgência; são pouquíssimos os que o conseguem.

[34] 32ª Tese — Irão para o diabo, juntamente com seus mestres, aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante cartas de indulgência.

[35] 33ª Tese — É necessário acautelar-se cuidadosamente contra aqueles que dizem que a indulgência do papa é a mais sublime e preciosa graça ou dádiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.

[36] 34ª Tese — A graça da indulgência refere-se somente às penas de satisfação estipuladas pelos homens.

[37] 35ª Tese — Ensinam de maneira ímpia aqueles que afirmam que as pessoas que desejam libertar almas do purgatório ou adquirir cartas confessionais não necessitam de arrependimento nem de pesar.

[38] 36ª Tese — Todo cristão que verdadeiramente se arrepende de seus pecados e sente pesar por tê-los cometido possui pleno perdão da pena e da dívida, perdão que lhe pertence mesmo sem uma carta de indulgência.

[39] 37ª Tese — Todo cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os bens de Cristo e da Igreja por dádiva de Deus, mesmo sem uma carta de indulgência.

[40] 38ª Tese — Entretanto, não se deve desprezar o perdão e sua distribuição pelo papa, pois, conforme já declarei, seu perdão consiste em uma declaração do perdão divino.

[41] 39ª Tese — É extremamente difícil, mesmo para os teólogos mais instruídos, exaltar diante do povo, ao mesmo tempo, a riqueza das indulgências e a verdade do arrependimento e do pesar.

[42] 40ª Tese — O verdadeiro arrependimento e pesar procuram e amam o castigo; a abundância das indulgências, porém, livra das penas e faz com que as pessoas as odeiem, pelo menos quando há oportunidade para isso.

[43] 41ª Tese — É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal, para que o homem simples não julgue erroneamente que a indulgência seja preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.

[44] 42ª Tese — Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento nem opinião do papa que a aquisição de indulgências possa, de alguma maneira, ser comparada com qualquer obra de caridade.

[45] 43ª Tese — Deve-se ensinar aos cristãos que procede melhor aquele que dá aos pobres ou empresta ao necessitado do que aquele que compra indulgências.

[46] 44ª Tese — Isso ocorre porque, pela obra de caridade, cresce o amor ao próximo e o homem se torna mais piedoso; pelas indulgências, porém, ele não se torna melhor, mas somente mais seguro e livre da pena.

[47] 45ª Tese — Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecendo necessidade e, apesar disso, gasta dinheiro com indulgências não adquire a indulgência do papa, mas atrai sobre si a ira de Deus.

[48] 46ª Tese — Deve-se ensinar aos cristãos que, se não possuírem abundância, devem conservar o necessário para sua casa e de modo algum desperdiçá-lo com indulgências.

[49] 47ª Tese — Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é uma decisão livre, e não uma obrigação.

[50] 48ª Tese — Deve-se ensinar aos cristãos que, quando o papa concede indulgências, necessita mais de uma oração fervorosa em seu favor do que de dinheiro.

[51] 49ª Tese — Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são muito boas enquanto o homem não depositar sua confiança nelas, mas são muito prejudiciais quando, por causa delas, ele perde o temor de Deus.

[52] 50ª Tese — Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento das práticas abusivas dos pregadores de indulgências, preferiria ver a Basílica de São Pedro reduzida a cinzas a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

[53] 51ª Tese — Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, como cumprimento de seu dever, preferiria distribuir seu próprio dinheiro àqueles dos quais os pregadores de indulgências geralmente retiram dinheiro, mesmo que, para isso, tivesse de vender a própria Basílica de São Pedro.

[54] 52ª Tese — Esperar ser salvo mediante cartas de indulgência é vaidade e mentira, mesmo que o comissário de indulgências ou o próprio papa oferecessem sua alma como garantia.

[55] 53ª Tese — São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação das indulgências, proíbem a pregação da Palavra de Deus nas demais igrejas.

[56] 54ª Tese — Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que à pregação da Palavra do Senhor.

[57] 55ª Tese — A intenção do papa não pode ser outra senão que, se a indulgência, que é a coisa menor, é celebrada com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o evangelho, que é o essencial, seja anunciado com cem toques de sino, cem procissões e cem cerimônias.

[58] 56ª Tese — Os tesouros da Igreja, dos quais o papa retira e distribui as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.

[59] 57ª Tese — É evidente que esses tesouros não são bens temporais, pois muitos pregadores não os distribuem com facilidade, mas apenas os acumulam.

[60] 58ª Tese — Também não são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes, independentemente do papa, sempre operam a graça no homem interior e a cruz, a morte e o inferno no homem exterior.

[61] 59ª Tese — São Lourenço chamou os pobres, que são membros da Igreja, de tesouros da Igreja, mas empregou a palavra no sentido utilizado em sua época.

[62] 60ª Tese — Afirmamos, com boa razão e sem temeridade ou leviandade, que esses tesouros são as chaves da Igreja, que lhe foram concedidas pelos méritos de Cristo.

[63] 61ª Tese — É evidente que, para o perdão das penas e para a absolvição dos casos que lhe são reservados, o poder do papa, por si só, é suficiente.

[64] 62ª Tese — O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus.

[65] 63ª Tese — Esse tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.

[66] 64ª Tese — O tesouro das indulgências, por sua vez, é naturalmente muito apreciado, porque faz com que os últimos sejam os primeiros.

[67] 65ª Tese — Por essa razão, os tesouros do evangelho foram, antigamente, as redes com as quais se pescavam os homens ricos e abastados.

[68] 66ª Tese — Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com as quais atualmente se pescam as riquezas dos homens.

[69] 67ª Tese — As indulgências, anunciadas por seus vendedores como a mais sublime graça, certamente são assim consideradas porque proporcionam grandes lucros.

[70] 68ª Tese — Contudo, semelhantes indulgências são, na realidade, as graças mais insignificantes quando comparadas com a graça de Deus e com a piedade da cruz.

[71] 69ª Tese — Os bispos e sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda reverência.

[72] 70ª Tese — Entretanto, possuem o dever ainda maior de manter os olhos e os ouvidos abertos, para que esses comissários não preguem seus próprios sonhos em lugar das ordens recebidas do papa.

[73] 71ª Tese — Seja excomungado e amaldiçoado aquele que falar contra a verdade das indulgências papais.

[74] 72ª Tese — Seja, porém, abençoado aquele que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos pregadores de indulgências.

[75] 73ª Tese — Da mesma maneira que o papa justamente lança sua excomunhão contra aqueles que, por qualquer artifício, procuram prejudicar o comércio de indulgências,

[76] 74ª Tese — muito mais deseja atingir com sua reprovação e excomunhão aqueles que, sob o pretexto das indulgências, prejudicam a santa caridade e a verdade.

[77] 75ª Tese — Considerar a indulgência do papa tão poderosa a ponto de poder absolver alguém mesmo que essa pessoa, para expressar uma impossibilidade, tivesse violado a mãe de Deus significa estar demente.

[78] 76ª Tese — Ao contrário, afirmamos que a indulgência do papa não pode anular nem mesmo o menor pecado venial no que diz respeito à culpa desse pecado.

[79] 77ª Tese — Afirmar que nem mesmo São Pedro, caso fosse papa atualmente, poderia conceder graças maiores constitui um insulto contra São Pedro e contra o papa.

[80] 78ª Tese — Dizemos, ao contrário, que o atual papa e qualquer outro papa possuem graças maiores, a saber: o evangelho, os dons de curar e outros semelhantes, conforme está escrito em 1 Coríntios 12:6-9.

[81] 79ª Tese — Afirmar que a cruz das indulgências, erguida e adornada com as armas do papa, possui tanto valor quanto a própria cruz de Cristo é blasfêmia.

[82] 80ª Tese — Os bispos, sacerdotes e teólogos que permitem que semelhante linguagem seja apresentada ao povo terão de prestar contas dessa atitude.

[83] 81ª Tese — Essa pregação insolente das indulgências torna difícil até mesmo para homens instruídos defenderem a honra e a dignidade do papa contra as calúnias ou contra as perguntas perspicazes dos leigos.

[84] 82ª Tese — Por exemplo: por que o papa não esvazia o purgatório por causa da santíssima caridade e da extrema necessidade das almas, o que seria uma razão perfeitamente justa, se liberta inúmeras almas em troca do miserável dinheiro destinado à construção da Basílica de São Pedro, razão completamente insignificante?

[85] 83ª Tese — Também se pergunta: por que continuam sendo celebrados funerais e missas de aniversário em favor das almas dos falecidos? Por que o papa não devolve o dinheiro recebido para essa finalidade, ou permite que os doadores recuperem os benefícios destinados aos mortos, se já não é justo continuar orando por aqueles que foram libertados?

[86] 84ª Tese — Também se pergunta: que nova forma de piedade de Deus e do papa é essa, pela qual permitem que um homem ímpio e inimigo de Deus liberte, mediante dinheiro, uma alma piedosa e amada por Deus, mas não libertam essa mesma alma piedosa e amada por Deus, gratuitamente e por amor, de seu sofrimento?

[87] 85ª Tese — Também se pergunta: por que os cânones penitenciais, que há muito caducaram e foram praticamente abolidos pelo desuso, continuam sendo satisfeitos mediante o pagamento de dinheiro pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem plenamente vivos e em vigor?

[88] 86ª Tese — Também se pergunta: por que o papa, cuja riqueza atualmente é maior do que a do homem mais rico, não prefere construir a Basílica de São Pedro com seu próprio dinheiro, em vez de construí-la com o dinheiro dos cristãos pobres?

[89] 87ª Tese — Também se pergunta: o que o papa perdoa ou concede, por meio de suas indulgências, àqueles que, por seu perfeito arrependimento, já possuem direito ao pleno perdão e à plena participação nos bens espirituais?

[90] 88ª Tese — Finalmente, que benefício maior poderia ser concedido à Igreja do que o papa oferecer a todos os fiéis, cem vezes por dia, esses perdões e participações que atualmente concede apenas uma vez?

[91] 89ª Tese — Visto que o papa procura, por meio de suas indulgências, mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga as cartas e indulgências anteriormente concedidas, se elas possuem a mesma eficácia?

[92] 90ª Tese — Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos recorrendo apenas à força, em vez de respondê-los com razões sólidas, significa expor a Igreja e o papa ao escárnio dos inimigos e tornar os cristãos infelizes.

[93] 91ª Tese — Se, portanto, as indulgências fossem pregadas de acordo com o espírito e o pensamento do papa, todas essas objeções seriam facilmente respondidas; na verdade, nem sequer teriam surgido.

[94] 92ª Tese — Fora, pois, com todos os pregadores que dizem à Igreja de Cristo: “Paz! Paz!”, quando não há paz.

[95] 93ª Tese — Abençoados sejam, porém, todos os pregadores que dizem à Igreja de Cristo: “Cruz! Cruz!”, quando não há cruz.

[96] 94ª Tese — Os cristãos devem ser exortados a se empenharem em seguir Cristo, seu Cabeça, através das penas, da morte e do inferno;

[97] 95ª Tese — e, assim, devem esperar entrar no Reino dos Céus por meio de muitas tribulações, em vez de depositarem sua confiança em falsas promessas de paz.

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