Skip to main content
search
[1] Argumento 10 — A vontade revelada de Deus e a vontade secreta de Deus.

[2] Na passagem do livro de Ezequiel que acabamos de considerar, o profeta não trata, de forma alguma, da questão por que algumas pessoas são convencidas do pecado através da lei e outras não. Também não trata de por que algumas pessoas recebem a graça de Deus e outras não.

[3] Precisamos estabelecer clara distinção entre a vontade revelada de Deus e a vontade secreta de Deus.

[4] Deus, de acordo com a sua vontade secreta, planejou que aqueles aos quais escolheu receberiam sua misericórdia. Não nos compete inquirir a questão, mas adorar reverentemente ao Senhor. Devemos nos interessar por aquilo que Deus nos tem revelado e não por aquilo que Ele reserva para Si mesmo.

[5] Aplicados ao nosso texto, esses pensamentos significam que Deus, oculto em sua majestade, não lamenta pela morte do pecador. Mas Deus, como nos é revelado, lamenta sobre a morte que vê em seu povo, e tem agido de modo tal que o pecado e a morte sejam eliminados.

[6] É impossível sermos orientados pela vontade secreta de Deus, pois não sabemos no que ela consiste. Basta-nos saber que a vontade secreta de Deus existe, de modo que venhamos a temê-Lo e adorá-Lo.

[7] Se estamos falando de Deus, da maneira como Ele nos é revelado, é absolutamente certo dizer que a culpa é nossa se perecermos, porque, na verdade, a falha encontra-se na vontade do homem (Mt 23.27).

[8] Mas por que Deus não remove essa falha de cada ser humano, ou por que nos considera responsáveis pelo erro que não podemos evitar, não nos compete indagar a respeito.

[9] E mesmo que indagássemos, não obteríamos resposta, conforme diz Paulo, em Romanos 9.20: “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?”

VCirculi

Author VCirculi

More posts by VCirculi
Close Menu